Metas para um mundo melhor |
“Mas, por onde eu devia começar? O mundo é tão vasto, começarei com meu país, que é o que conheço melhor. Meu país, porém, é tão grande. Seria melhor começar com minha cidade. Mas minha cidade também é grande. Seria melhor eu começar com minha rua. Não: minha casa. Não: minha família. Não importa, começarei comigo mesmo.”- Confúcio
É preciso, na verdade, é urgente, mudar nosso estilo de vida a fim de assegurar a preservação do meio ambiente e isso além de não ser uma tarefa pequena, não é nada fácil, por que estamos falando de mudança, e mudar não é fácil, ainda mais quando o tipo de mudança necessária requer não apenas nosso esforço pessoal, mas também o esforço de toda uma coletividade planetária. O que está em jogo não é sobrevivência de um ou outro indivíduo, ou mesmo de um coletivo nacional, mas da espécie humana inteira, sem exagero!
A pegada ecológica* de nossa espécie está consumindo em torno de 20% a mais do que o Planeta consegue repor, segundo estudo realizado por 1.300 cientistas de 95 países. E como as relações entre as pessoas, as organizações e as nações não são iguais, uns conseguem explorar mais que outros. Segundo o Relatório Planeta Vivo – WWF, os povos da África e Ásia, por exemplo, usam em torno de 1,4 hectares por pessoa, os brasileiros usam em média 2,3 hectares, enquanto os povos da Europa Ocidental usam cerca de 5 hectares por pessoa. Nos EUA, cada norte-americano consome o equivalente a 9,6 hectares de recursos do Planeta. Com menos de 5% da população mundial, os Estados Unidos consomem 26% do petróleo, 25% do carvão mineral e 27% do gás natural mundial.
* A Pegada Ecológica constitui uma forma de medir o impacto humano na Terra. Este conceito, desenvolvido por Mathis Wackernagel e William Rees, autores do livro “Our Ecological Footprint - Reducing Human Impact on the Earth” (1996), exprime a área produtiva equivalente de terra e mar necessária para produzir os recursos utilizados e para assimilar os resíduos gerados por uma dada unidade de população.
Quando falamos em mudança, é preciso investigar as raízes verdadeiras da crise ambiental, para não nos iludirmos com mudanças cosméticas ou investir nossas energias e esforços apenas na minimização dos efeitos da crise ambiental sem tocar nas causas.
Felicidade e Meio Ambiente
Por exemplo, tem gente que confunde felicidade e sucesso com ter dinheiro. Se isso fosse verdade, os ricos seriam felizes, não teriam depressão, não se suicidariam. E os pobres seriam incapazes de realizar festas populares como o Carnaval, onde esbanjam alegria. Ter dinheiro é fundamental e necessário, claro, mas para suprir necessidades objetivas como moradia, alimentação, educação, segurança, lazer, cultura, transporte, saúde, etc. O problema da falsa idéia de felicidade baseada na posse de bens é que as pessoas passam a correr atrás de dinheiro apenas para acumular mais do que precisam, e aí riqueza e poder nenhum é bastante, pois a cada bem e a cada poder que se adquire há um novo bem e um novo poder a ser adquirido. O impacto ambiental desta falsa idéia de felicidade e sucesso é que o Planeta está sendo consumido em torno de 20% além de sua capacidade de reposição e por uma pequena parcela da humanidade, cerca de 20% de pessoas, que consomem mais de 80% dos recursos do Planeta, enquanto a grande maioria da humanidade não tem o que comer nem onde morar.
Estes falsos sonhos aprisionam as pessoas na ciranda do consumismo, por um lado, e da produção, por outro. As pessoas se obrigam a trabalhar intensa e incessantemente para obter dinheiro suficiente para ter acesso a este mundo melhor e maravilhoso que qualquer um pode entrar se tiver dinheiro para pagar a entrada. Aos poucos as pessoas vão se embrutecendo espiritualmente, tornando-se individualistas, egoístas, materialistas. E por que trabalham o tempo todo, mal têm tempo para si próprias, para cultivar uma arte, um esporte, um lazer, passear e ver o pôr-do-sol, o luar, ouvir o barulho do vento, dos pássaros. Também não têm tempo para cultivar um amor, a família, os filhos, os amigos. Menos ainda para serem solidários com os que sofrem, a não ser com uma esmola qualquer que lhes alivie a consciência.
O exemplo começa em casa
Ao propor aos alunos, pais, professores, clientes, funcionários que repensem seus hábitos e atitudes, a Escola, Empresa ou organização deve ser capaz de demonstrar ao público que também está fazendo o mesmo, assumindo publicamente Compromissos Sócio-Ambientais com a Sustentabilidade e demonstrando que tais compromissos apóiam-se em ações concretas, indo além do marketing ou de declarações pomposas que acabam não se cumprindo. Para começar é preciso sensibilizar o público de interesse levando em consideração os diferentes graus de consciência e de ações ambientais já em andamento, de forma a poder compartilhar e equilibrar a política ambiental entre todos os departamentos.
Os limites de nosso crescimento e a mudança na maneira de produzir e consumir os recursos do Planeta precisa ser negociado com a sociedade, por isso é tão importante e estratégico mantê-la bem informada. Se as informações forem falsas, incompletas, mentirosas ou baseadas em fantasias e mitos, nossas escolhas serão influenciadas por elas. A conscientização do brasileiro em relação ao Meio Ambiente aumentou 30% nos últimos 15 anos. (MMA/Iser 2005), o que nos dá motivos para ter esperanças, pois isso tem motivado mudanças concretas como a maior organização da sociedade na luta por seus direitos ambientais com as chamadas ONGs, organizações não-governamentais, dedicadas às lutas ambientais. Surgiu ainda uma legislação ambiental, que se torna mais rigorosa a cada dia. O próprio surgimento da mídia ambiental e o aumento do espaço para a pauta ambiental nos veículos da chamada Grande Mídia. A cada dia são criados novos cursos na área ambiental e realizados feiras, seminários, palestras sobre meio ambiente. Outro indicador importante é o número de novos livros dedicados ao tema ambiental. Os políticos e administradores públicos estão cada vez mais envolvidos com a causa ambiental e preocupados em dar retorno ao seu eleitorado. As empresas, mesmo as mais poluidoras, estão adotando sistemas de gestão ambiental, estão buscando a ecoeficiência, valorizando selos e prêmios ambientais, combatendo a poluição.
Definitivamente, este é um caminho sem voltas, pois a tendência é de aumentar a cada dia a consciência ambiental na sociedade. Resta saber se o Planeta conseguirá sustentar a vida humana pelo tempo necessário até que todas as mudanças que estão em curso consigam produzir seus efeitos. Torço para que tenhamos tempo. Na verdade, trabalho por isso, pois tenho netos, e quero o melhor para eles e os filhos deles.
Todos nós desejamos viver num mundo melhor, mais pacífico, fraterno e ecológico. O problema é que as pessoas sempre esperam que esse mundo melhor comece no outro. Por exemplo: preferem esperar que um vizinho ou amigo convide para plantar uma árvore ou começar uma coleta seletiva de lixo, em vez de tomar a iniciativa
Há pessoas que acham mais fácil ficar reclamando que ninguém ajuda, mas não se perguntam se estão fazendo a sua parte em defesa do Planeta. Uma coisa é certa:: para conseguir convencer os outros a modificarem seus hábitos, precisamos modificar os nossos primeiro, não é mesmo?
Se queremos um planeta preservado, de verdade, não basta apenas lutar contra poluidores e depredadores. É preciso também que nos esforcemos para mudar nossos valores consumistas, hábitos e comportamentos que provocam poluição, atitudes predatórias com os animais, as plantas e o meio ambiente. Mas só isso não basta, pois não há coerência em quem ama os animais e as plantas, mas explora, humilha, discrimina, odeia seus semelhantes. Por isso, precisamos, além de nos tornarmos ambientalmente corretos em nossas ações, nos esforçar-nos para sermos também mais fraternos, democráticos, justos e pacíficos com os nossos semelhantes.
Por outro lado, é importante não ficar esperando a perfeição individual - pois isso é inatingível. O fato de adquirirmos consciência ambiental não nos faz perfeitos nem mais democráticos, mas, ainda assim, é preciso agir. O importante é que tenhamos o compromisso de ser melhores todo dia, procurando sempre nos superarmos.
O meio ambiente não vota. Vote você por ele.
Cada eleição é uma boa hora para promover mudanças. Muitos dos problemas sócio-ambientais que conhecemos têm origem em legislações e ações do poder público, ou podem ser solucionados por eles. Aristóteles afirmou que a política era a mais nobre atividade de um ser humano por ser a virtude e a prática do bem comum. Cabe a cada um de nós, eleitores, votar melhor e escolher candidatos que estejam comprometidos com o interesse público, e não com os interesses privados. Os maus políticos e os corruptos não caíram de pára-quedas no poder, mas foram colocados lá pelo voto dos que se omitem, por que não ‘querem saber’ de política, ou que trocam o seu voto por uma vantagem pessoal qualquer. Pelo voto também podemos tirá-los do poder trocando-os por pessoas melhores que além de honestas sejam também competentes.
O diagnóstico todos já conhecem. Proponho pensarmos em soluções. Sugiro algumas idéias para o debate:
PLANTAR ÁGUA - Um dos maiores problemas ambientais das cidades é a carência de um sistema de saneamento adequado, o que leva não apenas à morte e contaminação de ecossistemas inteiros, mas aumentam os casos de doenças por veiculação hídrica e a mortalidade infantil. Por isso, não dá para se pensar apenas no clássico sistema de coleta, transporte e tratamento, que exige grandes investimentos e concentra a poluição em emissários. É preciso pensar também em pequenos sistemas de fossa e filtro que as novas tecnologias têm tornado com eficiência de remoção de mais de 90% da poluição. O poder público poderia incentivar estes pequenos sistemas com abatimento na conta de água e esgoto proporcional à poluição que o sistema conseguisse remover.
LIXO NÃO EXISTE - O que chamamos de lixo é só matéria prima e recursos naturais misturados e fora do lugar. A Coleta Seletiva além de recuperar e devolver ao sistema produtivo toneladas de papel, plástico, metais, vidros, aumentar a vida útil dos atuais aterros e resolve o problema dos lixões. O Poder Público deveria ainda remunerar as toneladas de materiais reciclados que deixam de ir para os aterros, assim como remuneram hoje pela tonelada de lixo que vai para os aterros. Seria uma forma de estimular a reciclagem que não precisaria mais depender apenas da venda dos materiais reciclados. Os entulhos de obras que aterram margens de rios e entopem lixões podem ser moídos e se tornar em agregados para habitações populares. Os restos de comida, cascas de frutas e legumes, dão excelente adubo para hortas que podem se multiplicar nos terrenos vazios e abandonados das cidades, alimento orgânico cultivado pelos excluídos e que podem ser comprados pelas prefeituras para a merenda escolar, gerando trabalho, renda, combatendo a fome e a evasão escolar, melhorando o visual urbano e acabando com terrenos que só acumulando lixo e ratos nas cidades.
ECOSSISTEMAS – Ao lado das queimadas, provocadas por balões ou pela queima do lixo não recolhido, um dos grandes responsáveis pela destruição dos ecossistemas é mesmo a necessidade de moradia da população, de todas as classes sociais. Os novos empreendimentos imobiliários deveriam demonstrar como lidarão com os trabalhadores que estarão atraindo, seja na fase de construção, seja a fase de operação, como já ocorre, por exemplo, nos trabalhadores empregados na colheita da cana. O que não pode é a indústria imobiliária continuar achando que este não é um problema seu. Muitos desses trabalhadores não têm onde morar e acabam invadindo áreas de risco ou de preservação próximos dos condomínios de luxo. Os empreendimentos imobiliários deveriam ser obrigados a reservar um percentual de terreno, no próprio local onde irá construir, ou bem próximo dali, para a construção de moradias populares para seus trabalhadores, inclusive utilizando a reciclagem de entulho para a construção de habitações populares.
POLUIÇÃO DO AR – boa
parte da poluição do ar nos centros urbanos é provocada pelas emissões dos carros, ônibus e caminhões - e poluição do ar mata. No Brasil, 13 mil pessoas morrem todos os anos por problemas de saúde provocados pela poluição do ar urbano. A adoção de catalisadores, de índices de emissão mais rigorosos e a diminuição do enxofre no diesel ajudaram a minimizar o problema, mas não solucionam. Na Suíça, foi criada a Fundação Centavoum fundo semelhante, mas através da cobrança de oito dólares dos automóveis que transitam no centro, uma forma criativa de desestimular o uso do automóvel nos centros urbanos, cada vez mais congestionados.
AMIGOS AMBIENTAIS – é ilusão achar que o poder público irá dar conta sozinho dos muitos problemas sócio-ambientais de nossas cidades. É preciso mobilizar a sociedade e estimular a cidadania participativa através dos fóruns próprios. As ONGs (Organizações Não Governamentais) Ambientalistas podem exercer papel fundamental, segundo a natureza institucional de cada uma. As ONGs ditas técnicas ou profissionais, podem ser parceiras do Poder Público e empresas obrigadas a cumprir medidas compensatórias, na elaboração de projetos ambientais. As ONGs ditas de combate podem ser aliadas na fiscalização das metas, prazos e efetividade dos projetos e exigências assumidas por empresas e em projetos do próprio Poder Público, como a implantação dos serviços de água e esgoto. Estimular o voluntariado ambiental nas cidades é apenas criar canais para que o sentimento de amor e o orgulho pelas cidades, que todo morador possui potencialmente, seja transformado em energia de criatividade e ações práticas pela melhoria do meio ambiente urbano.
TODOS CUIDANDO DO MEIO AMBIENTE - Preservar o meio ambiente não pode - nem deve - ser tarefa de uma secretaria ou órgão específico, mas de todos, muito menos ser tarefa apenas do poder público, mas também das empresas, ONGs, sociedade em geral. Os caminhos para essa ‘ecologização’ podem ser vários, depende mesmo é da decisão política dos dirigentes. Uma sugestão pode ser utilizar a própria estrutura ambiental existente para ampliar a discussão, promover a capacitação necessária, estimular e monitorar a evolução de uma forma de administrar, compartimentalizada, para outra, ecologizada. Os atuais Conselhos de Meio Ambiente poderiam ser o fórum ideal para o início dessa discussão, buscando envolver todos os órgãos dos poderes executivo, legislativo, judiciário e também a iniciativa privada e as ONGs nessa discussão, que pode se dar através de diversos seminários e audiências públicas. Outra tarefa fundamental é a capacitação e treinamento dos funcionários municipais para ecologizarem a administração. Esta capacitação já deveria levar em conta a necessidade de haver uma Reforma Ambiental que descentralize o licenciamento ambiental, cabendo aos municípios licenciar as atividades poluidoras em nível municipal, ficando para os estados o licenciamento intermunicipal e à União os licenciamentos que envolvam mais de um Estado, ficando os Estados e a União com papel supletivo sobre os municípios, no caso de haver abusos ou desvios. Os atuais órgãos e estruturas que cuidam do meio ambiente em nível municipal, por sua vez, ficariam com as funções de ação de informação, treinamento, capacitação dos demais órgãos do Poder Público municipal, além de prestar consultoria a cada órgão no sentido de buscar a correta adequação à questão ambiental.
Dicas para votar melhor
1. Só vote em quem você conhece. Se não conhece, procure conhecer antes, e não apenas no dia da eleição.
2. Só vote em quem tem idéias iguais ou melhores que as suas. Faça uma relação de perguntas e envie na forma de e-mail ou de carta à coordenação de campanha de seus potenciais candidatos. Na sua mensagem, fale de suas preocupações sócio-ambientais com a cidade ou seu bairro e faça perguntas sobre temas, idéias e problemas específicos que considera relevantes para a decisão do seu voto. Se não houver resposta, é melhor excluir este nome de sua lista de potenciais candidatos ao seu voto. Quem quer manter o distanciamento dos eleitores agora, quando está em campanha, imagine depois de eleito!
3. Convide seus potenciais candidatos para uma reunião em sua casa ou outro local apropriado a fim de debater as questões do interesse da comunidade e da cidade e convide alguns familiares, amigos e vizinhos de sua confiança e relacionamento para ajudarem na sabatina ao candidato, lembrando ao político que isso não significa nenhum compromisso eleitoral nem seu nem de seus convidados. Este contato direto irá mostrar que existem candidatos bons, mas há muitos que são completamente vazios. Só fala bonita. Às vezes, nem isso. Nesses, você não deve votar.
4. Só vote em quem tem força para lutar pelas idéias que tem. Nenhum político, por melhor que seja, faz nada sozinho. O prefeito precisa de maioria na Câmara. Os vereadores precisam de maioria para aprovar seus projetos. Maioria é uma conquista que depende de capacidade de convencimento, articulação e diálogo com quem pensa e tem interesses diferentes dos nossos. Seu candidato deve demonstrar esta habilidade, caso contrário, ficará isolado e pouco poderá fazer, entretanto, deverá demonstrar também seus compromissos éticos, até onde estará disposto a ir para conseguir adesões.
5. Não vote em candidato que só faz propaganda. Ou que faz muita propaganda. Pode estar fazendo qualquer negócio para ganhar a eleição, comprometendo-se com interesses privados que o afastarão depois de eleito do interesse público. Como fazer propaganda custa caro, é importante questionar a origem dos recursos que estão financiando a campanha do candidato.
6. Não vote só pelo partido do candidato. Você pode ter preferência por algum partido, mas não se esqueça de que o mais importante são as idéias e a cabeça do próprio candidato.
7. Seja autêntico. Vote em candidato de oposição, se você achar que as coisas estão erradas e que os que estão hoje no poder não são ou não foram capazes de promover as mudanças necessárias. Vote num candidato da base de apoio ao governo, se você achar que o poder deve continuar nas mesmas mãos. O importante é você votar por sua cabeça e não pela cabeça dos outros.
8. Se o candidato já é vereador não vote nele só pelos projetos que apresentou. Há os que apresentam bons projetos, mas que não sabem ou não se interessam em lutar para tirá-los do papel. Verifique o histórico dos votos e apoios do candidato e compare como votou em votações estratégicas para o meio ambiente de sua cidade, que emendas apresentou ao orçamento. Durante essas votações, seu candidato esteve presente ou ausente, se omitiu ou votou em favor de bons projetos e contra os maus?
Ideologias, Informação e Meio Ambiente
De boas intenções – e de boas idéias – o inferno está cheio. Uma idéia que se propõe a se bastar por si própria como explicação do mundo, tende a se tornar uma ideologia. E uma ideologia que se propõe a única verdadeira, tende ao fundamentalismo totalitário. Não é à toa que tendem a não funcionar como explicação e organização de mundo por que tanto o mundo, quanto as pessoas, são complexos e plurais demais para caberem dentro de alguma ideologia. Nas últimas décadas vimos fracassar todas as grandes ideologias, seja capitalismo, socialismo e comunismo, e mesmo o autogoverno em pequenas comunidades auto-gestionárias, por que, por detrás delas tem gente complexa, por sua própria natureza, com suas grandezas e misérias. Gente tem inveja, ambição, ganância, arrogância, prepotência, indiferença com a dor alheia, etc. Por outro lado, gente também tem solidariedade, compaixão, gentileza, amor, etc. As religiões - ideologias em nome de divindades -, tentam a séculos domar a natureza humana, pretendendo a impossível tarefa de só desejarmos e agirmos para o bem e evitarmos todo o mal, e chega a nos prometer paraísos e ameaçar com infernos eternos - ainda assim, as pessoas seguem boas e más, essencialmente, em sua complexidade.
Com a queda do muro na Alemanha, ruiu também a nossa crença nas ideologias. Ficamos meio órfãos de boas idéias. O neoliberalismo, que é a nova face do mesmo capitalismo de sempre, segue agora sem nenhuma oposição mundo a fora, privatizando recursos naturais que deveriam ser usufruídos por todos, manipulando genéticas para se apropriar da biodiversidade e mercantilizar tudo o que for possível, externalizando para a sociedade os custos de tudo o que coloca no mercado e que não quer cuidar (colocam os carros, por exemplo, e que os governos desviem dinheiro de impostos, que era para empregar em transporte de massa, para construir estradas, pontes e viadutos para os automóveis que atendem apenas 20% da população e levam o engarrafamento daqui para um pouco mais a frente, além de ter de lidar com a poluição do ar que mata 13 mil brasileiros nas cidades todos os anos, e substituir a agricultura que combate a fome por agricultura para alimentar automóveis com etanol e biodiesel, etc.). O modelo segue capitalizando lucros e socializando prejuízos, com sempre fez.
Os defensores deste novo neoliberalismo dizem que o seu diferencial fica por conta da democracia, tida como um valor sagrado, ao contrário dos regimes sob o controle do Estado, que tendem a suprimir a liberdade de expressão. Esquecem de dizer que não fazem isso por algum compromisso moral com a liberdade de opinião, mas por que descobriram que podem usar a informação e a propaganda - na verdade precisam delas - como forma de dominação. Se no passado essa dominação se dava por meio de chicotes, masmorras e assassinatos hoje se dá pela divulgação de mentiras, meias verdades, mitos, pelo uso intensivo do marketing e da propaganda difundindo idéias, em todos os canais e o tempo todo, de que um mundo melhor é possível, desde que você trabalhe como um escravo a vida toda e ganhe dinheiro suficiente que assegure seu acesso a ele, através do consumo, um mundo maravilhoso onde os cabelos são sempre lindos, os corpos são musculosos e sem barriga, a pele de adultos mantém textura de bebês, as roupas e calçados estão sempre na moda, os carros são cada vez mais velozes e associados ao 'desejo de ir mais longe, o mais rápido possível", etc. Um mundo igual para todos, onde a felicidade se compra, basta ter dinheiro para usufruir do que há do bom e do melhor. Um mundo que não está ao alcance dos mais pobres e dos trabalhadores apenas por que eles não querem, por serem preguiçosos e escolheram não estudar nem trabalhar para viver das benesses do Estado ou por que escolheram exercer trabalhos subalternos que pagam pouco em vez de se esforçarem mais, se capacitarem mais, e se tornarem trabalhadores melhores, mais bem remunerados. Em outras palavras, não há nada de errado com o sistema, errados estão os pobres e os que ganham pouco! Uma mentira cruel de um sistema que se apropria dos recursos naturais e da força de trabalho humano apenas para concentrar renda e poder nas mãos de uma pequena parcela da população, enquanto exclui os mais pobres e nega a eles e aos trabalhadores educação de qualidade, moradias decentes com saneamento básico, alimentação suficiente. Nenhuma educação, nenhum esforço de trabalho, por melhor que seja, será capaz de enfrentar esta estrutura de apropriação de riquezas e concentração de rendas.
Os nazistas defendiam a idéia de que os pobres e os incapazes eram inferiores, uma espécie de peso morto para a natureza que tinha de fornecer recursos naturais e alimentar raças que só serviam para dar despesas e causar danos ao Planeta, e que seriam eliminadas naturalmente. Uma idéia pervertida do princípio natural da evolução das espécies onde apenas os mais fortes e adaptados é que tendem a sobreviver. Ao eliminarem as raças consideradas por eles como inferiores, estariam dando uma mãozinha à natureza, ao apressar a extinção delas. Talvez vissem a ‘solução final’ (assassinatos coletivos de milhares de pessoas) como um ato de misericórdia, pois estariam abreviando o sofrimento de espécies que iriam desaparecer mesmo, um dia. Os nazistas acreditavam na idéia de que existia uma raça superior, a deles, naturalmente. Também eram vegetarianos, defendiam os animais, cultuavam a vida ao ar livre e a natureza. Um exemplo de até onde as idéias podem nos levar.
Os defensores do socialismo e do comunismo, por sua vez, dizem que o erro não está na idéia do socialismo ou do comunismo, que são boas, mas no fato de ser preciso ter e manter a força para enfrentar interesses e organizações poderosas, enraizadas há muito tempo, e que se apropriaram do Estado e dos recursos naturais para seus interesses. E todas as vezes que um povo e seu governante ameaçam enfrentarem estes interesses, são acusados imediatamente de serem inimigos da democracia e das liberdades. Como está acontecendo neste momento com Chavez, na Venezuela. Lênin dizia que "não se faz omeletes sem quebrar ovos" para justificar os massacres contra os próprios operários, a repressão e a censura ocorridos com a queda do Império Russo e a construção da União Soviética. Thomas HOBBES escreveu que "O homem é o lobo do homem" e Lorde Acton que "O poder TENDE a corromper, e o poder absoluto corrompe absolutamente". Dar a metralhadora para gente de boa intenção combater os poderosos é fácil. Tirar deles as metralhadoras depois que chegam ao poder, não é. Este é o drama vivido pelo povo russo e por todos os outros povos que escolheram o caminho da revolução.
Diante dessa realidade, como devem se comportar os jornalistas, professores, líderes comunitários e sindicais, ambientalistas e tantos outros profissionais e cidadãos através dos quais a informação chega ao povo? É possível ser neutro diante de um poderoso que pisa no pescoço de outro mais fraco? É possível não se indignar e se manter neutro diante do massacre que vem sendo empreendido contra a natureza e contra o povo brasileiro, principalmente quando, por sua condição profissional consegue ter acesso a informações e dados privilegiados? Como ser um profissional engajado sem comprometer a qualidade da informação que, por dever, deve passar ao público? Esses profissionais devem substituir a opinião pública no seu direito de fazer escolhas? É possível, enquanto cidadão, ser engajado e comprometido com uma causa e ideologia e ao mesmo tempo, enquanto profissional, assegurar a pluralidade das opiniões ao mesmo tempo - o que significa dar publicidade às idéias que combatemos?
Sartre disse, certa vez que “ao escrever, o escritor deve solicitar um pacto com o leitor, que ele colabore em transformar o mundo, a sua realidade...” Será esta a saída? Comunicar francamente aos leitores nosso comprometimento, sem meias palavras, para que ele saiba que a informação que está tendo acesso pode - e estará - fatalmente comprometida por nosso olhar engajado?
Que tipo de cidadão ambiental é você?
Aumenta dia a dia o número de pessoas preocupadas com o meio ambiente, e muitas vão além da boa intenção e da simples reclamação e estão agindo, colocando a mão na massa em ações concretas, o que renova nossa esperança de que a espécie humana ainda terá chances de sobrevivência. O problema é que, apesar de mais e mais pessoas estarem conscientes e mais ativas, ainda permanecem enfraquecidas em sua capacidade de fazer pressão e defender os seus direitos ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.
Um dos motivos desse enfraquecimento nasce da falsa idéia de que para defender a natureza temos de ter conhecimentos técnicos. A cidadania ambiental não requer capacitação, não é um atributo apenas para especialistas. Claro que capacitação e conhecimentos técnicos ajudam e muito, por que a questão ambiental é de enorme complexidade, entretanto, as pessoas podem – e devem – estabelecer parcerias entre si para complementar suas limitações. Qualquer pessoa que toma consciência da crise ambiental e resolve agir pode ser considerado um cidadão ambiental, seja criança, jovem, adulto ou idoso, empregado ou empregador, analfabeto ou doutor. Nos Clubes de Amigos do Planeta, por exemplo, conheci crianças mais comprometidas e mais ativas que muitos adultos e professores, também conheci pessoas analfabetas ou sem qualificação técnica inteiramente comprometidas com a defesa do meio ambiente, assim como conheci pessoas altamente qualificadas, mas indiferentes à crise ambiental.
Outra falsa idéia que contribui para a desmobilização da sociedade é de que existem ações ambientais mais importantes que outras. As pessoas esquecem que não existe um único tipo de ação ambiental. Tem cidadãos e cidadãs que escolhem agir na defesa da fauna, da flora, defendem a criação de parques e reservas, combatem o desmatamento e o tráfico de animais silvestres, lutam pela defesa dos animais domésticos, etc. Outros preferem agir no ambiente de trabalho, associando cidadania ambiental com exercício profissional, adotando técnicas de ecoeficiência, controlando melhor os processos e resíduos, reciclando e reaproveitando materiais, etc. Outros, ainda, agem nos aspectos sociais da questão ambiental, defendendo os mais pobres e excluídos, os povos tradicionais, os indígenas, os operários que se contaminam no ambiente do trabalho, etc. Não são ações antagônicas. Muito pelo contrário, são complementares, pois a questão ambiental é de tamanha complexidade que nenhuma corrente de pensamento e ação, por mais poderosa que seja, conseguirá dar conta sozinha da enormidade da tarefa.
Não é verdade que a luta pela fauna e flora, ou pelos animais domésticos, seja menos importante que outras lutas ambientais. Graças à biodiversidade e aos ciclos da natureza recebemos oxigênio e descartamos gás carbônico, encontramos alimentos e remédios, temos acesso à água e a recursos naturais fundamentais para nossa sobrevivência.
Também não é verdade que seja desprovido de mérito a ação ambiental de empresas e profissionais em busca da sustentabilidade nos processos industriais, da gestão ambiental ecoeficiente, etc. Assim como dependemos da natureza também dependemos do setor produtivo que transforma recursos naturais em bens de consumo para atender as necessidades das pessoas. Infelizmente, sérias distorções no modelo econômico, motivado pela ganância, têm gerado concentração de renda e corrupção, que por sua vez resultam em miséria, pobreza, violência.
Tão importante quanto à preservação da natureza e a ecoeficiência nas empresas é ainda a luta de cidadãos e de organizações por justiça social e melhor distribuição de riquezas, especialmente naqueles segmentos da sociedade que dependem do meio ambiente preservado para sua subsistência, como os pescadores, agricultores, e também os indígenas, entre outros. Nossa espécie também faz parte da Natureza. A pobreza, a fome, a violência, extinguem seres humanos.
É preciso reconhecer que o fato de nos tornamos mais conscientes dos problemas ambientais não nos torna também mais democráticos, fraternos, justos. Existem pessoas devotadas sinceramente à causa ambiental, mas que permanecem arrogantes, autoritárias, tramam umas contra as outras, infelizmente. Os motivos podem ser vários, desde de culpa pelo tempo em que estiveram indiferentes antes de tomar consciência da questão ambiental, ou pelo sentimento de urgência, ou por interesse de aparelhamento partidário, ou por que pretendem obter visibilidade para si ou para sua organização, ou por inveja mesmo, etc. Apesar disso precisamos seguir em frente, pois a crise ambiental não pode esperar até que nos tornemos seres humanos melhores.
Dez mandamentos do “Amigo do Planeta”
1. Só Jogue Lixo no Lugar Certo
É horrível quando a gente vê alguém jogando lixo no chão. As ruas, praças e qualquer logradouro público não são terra de ninguém, mas pertencem a todos. Você não jogaria lixo na casa de alguém, jogaria? Pois é, a rua pertence a todos, tem muitos donos. O lixo espalhado, além de atrair ratos, moscas, mosquitos, cria um aspecto horrível de poluição em sua cidade. E, depois, custa muito dinheiro de impostos para limpar, dinheiro que poderia estar sendo usado para outras obras. Um Amigo do Planeta só joga seu lixo nos locais apropriados, ou guarda no bolso e traz para colocar na lixeira da própria casa.
2. Poupe Água e Energia
A água que você usa não sai da parede. Ela vem de algum rio ou manancial. Os rios estão sendo agredidos pela poluição e pelo desmatamento, o que torna a água potável cada vez menos disponível, e eleva o custo de seu tratamento. Quanto à energia, existe a elétrica ou então vem de fontes como gás, petróleo, lenha e carvão. Elas vão escassear cada vez mais e algumas não são renováveis, como o petróleo, por exemplo.
3. Não Desperdice
Evite consumir além do necessário. Adquira o indispensável em alimentos, objetos, roupas, brinquedos etc. As lojas e supermercados estão cheios de inutilidades que só fazem gastar mais e mais recursos naturais na fabricação. Reflita antes de comprar. Rejeite produtos descartáveis, como copos, garrafas etc. Além de poluírem e aumentarem o volume de lixo, também apressam o esgotamento dos recursos naturais. Reutilize as sacolas de compra. Prefira alimentos naturais, evitando enlatados, empacotados, refrigerantes; os alimentos industrializados, além de mais caros, podem causar alergias e outros males e, às vezes, nem têm grandes funções nutritivas.
4. Proteja os Animais e as Plantas
Cada animal ou planta é um ser vivo como você e tem tanto direito à vida, à liberdade e ao bem-estar quanto nós. Embora você não perceba, sua vida está interligada à de todos os outros seres. É essa interligação que forma a `teia da vida' que garante a sobrevivência de todos. Por ter perdido esta noção, nossa espécie vem causando tanto prejuízo e poluição à natureza, com conseqüências cada vez mais graves para a nossa qualidade de vida. Os seres humanos são os únicos com capacidade de modificar em profundidade seu meio ambiente. Nós temos usado essa capacidade para piorar as coisas. Agora precisamos fazer o contrário, para nossa própria sobrevivência.
5. Proteja as Árvores
Para fabricar papel é preciso cortar árvores, logo, poupar papel é uma forma de defender as árvores. Utilize os dois lados da folha de papel. Leve sua sacola de compras ao supermercado. Faça coleta seletiva em sua casa. Recicle o papel, fabricando novo papel a partir do papel usado. A outra forma de ajudar é defendendo as árvores existentes e plantando novas árvores. Adote uma árvore. Cuide dela com carinho e respeito.
6. Evite Poluir Seu Meio Ambiente
Use o menos possível o automóvel, programando suas saídas. Ele provoca poluição do ar. Acostume-se a ouvir música sem aumentar muito o volume do som. Som alto provoca poluição sonora. Enfim, reveja seu dia-a-dia e tome as atitudes ecológicas que julgar mais corretas e adequadas para você. Não espere que alguém venha fazer isso por você. Faça você mesmo.
7. Faça Coleta Seletiva do Lixo
É fácil separar o lixo seco (inorgânico: papel, plástico, metal, vidro) do lixo molhado (orgânico: restos de comida, cascas de frutas etc.). Você estará contribuindo para poupar os recursos naturais, aumentar a vida útil dos depósitos públicos de lixo, diminuir a poluição. É só ter duas vasilhas diferentes ao lado da pia da cozinha e um lugar para depositar o lixo seco até alcançar um volume que permita sua venda ou doação - e boa vontade.
8. Só Use Biodegradáveis
Existem certos produtos de limpeza que não se degradam na natureza, como sabões, detergentes etc. Procure certificar-se, ao comprar estes produtos, de que são biodegradáveis. Evite o uso de venenos e inseticidas. Uma casa limpa é suficiente para afastar insetos e ratos. Os inseticidas são altamente nocivos para o meio ambiente e para a saúde das pessoas.
9. Conheça Mais a Natureza
Estude e leia mais sobre a natureza, mesmo que não seja tarefa da escola. Tenha em casa livros, revistas que falem sobre a natureza. Faça um álbum de recortes com figuras de animais e plantas. Procure no dicionário palavras como saúde do trabalhador, reciclagem, reaproveitamento, habitat, biodegradáveis etc. Quanto mais você souber, melhor poderá agir em defesa da natureza.
10. Participe Dessa Luta
Não adianta você ficar só estudando e conhecendo mais sobre a natureza. É preciso combinar estudo e reflexão com ação. Você pode agir sozinho, procurando políticos ou a imprensa, por exemplo, para denunciar ou protestar contra os abusos, poluições, depredações. Também pode agir em grupo. Crie um Clube de Amigos do Planeta em sua Escola. Quando estamos unidos, somos mais fortes e capazes de encontrar soluções para enfrentar os problemas ambientais.
Clube da Amigos do Planeta
Enquanto estava no Japão, onde fui receber o Prêmio Global 500 da ONU Para o Meio Ambiente, participei de eventos organizados pelo Governo Japonês e, num desses havia muitas crianças apresentando diversas atividades ambientais em homenagem aos Prêmios Globais. Ao observar o entusiasmo das crianças japonesas pelas questões ambientais, percebi que era o mesmo entusiasmo que via nas crianças e jovens das escolas brasileiras, especialmente entre 9 e 12 anos. Senti que havia um sentimento que unia aquelas crianças tão distantes entre si: o amor pelo Planeta, a preocupação com o futuro da humanidade e ao mesmo tempo uma espécie de apelo ao bom senso dos adultos, um pedido de ajuda aos líderes de hoje, para que houvesse um amanhã com um mínimo de qualidade de vida e sustentabilidade em nosso Planeta. Propus então a criação da Rede Brasileira de Clubes de Amigos do Planeta, com base nas escolas, com a missão de executar pelo menos uma boa ação ambiental por mês pelo meio ambiente do lugar. Seria uma maneira de colaborar para dar sinergia a estes sentimentos e esforços, uma forma de usar o meu Prêmio Global para ajudar a reconhecer a importância deste despertar de consciência ambiental de nossos jovens, ajudando no seu fortalecimento e organização.
Ao voltar ao Brasil, lancei a idéia através de artigos e no último capítulo do meu livro Como Fazer Educação Ambiental, editado pela Paulus. Este livro, já em segunda edição, e adotado pela UFF – Universidade Federal Fluminense para seu curso de educação ambiental à distância, tem estimulado alunos, pais e professores a organizarem clubes em diversas partes do país. Por exemplo, na cidade de Barra Mansa, no Vale do Rio Paraíba do Sul, no Estado do Rio de Janeiro, o órgão responsável por Águas e Esgotos no município implantou esses ‘Ecoclubes’ nas escolas da Rede Municipal. Só no ano de 2.003, quinze Clubes estavam organizados, envolvendo cerca de 510 estudantes, com idade entre sete (07) e dezesseis (16) anos, o que resultou na organização de diversas atividades concretas em defesa do meio ambiente como caminhada de conscientização ecológica com a distribuição à população de panfletos educativos, mudas de plantas nativas da Mata Atlântica e bilhetes com desenhos de alunos do ciclo básico, tudo com a intenção de sensibilizar a comunidade.