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Voluntários Ambientais que fazem a REBIA

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Voluntários Ambientais que fazem a REBIA
Voluntários Ambientais

"Nunca duvide da capacidade de um pequeno grupo de dedicados cidadãos para mudar rumos do planeta. Na verdade, eles são a única esperança para que isso possa ocorrer" - Margaret Mead

Em janeiro de 2000, por ocasião do vazamento de óleo na Baía de Guanabara, fotografamos as aves cheias de óleo para que ninguém pudesse dizer mais tarde que aquilo não tinha acontecido, e para que não esquecêssemos das conseqüências de nossas escolhas.

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Nem empresas, nem governos, nem consumidores ou cidadãos querem que novos acidentes ambientais como este voltem a acontecer, mas enquanto nossa decisão for pelo uso do petróleo, esta é uma possibilidade bem concreta. Na ocasião, recolhemos centenas animais cheios de óleo, com a ajuda de mais de 200 voluntários ambientais, leitores do então Jornal do Meio Ambiente - que veio dar origem mais tarde à Revista do Meio Ambiente - e parceiros que em vez de continuarem como passivos observadores do desastre, decidiram colocar a ‘mão na massa’. Esses bravos colaboradores fizeram a diferença no resgate e recuperação dos animais vítimas daquele enorme desastre ambiental, que de outra forma estariam condenadas à morte, embora a taxa de mortalidade ficasse em torno de 50%! 

Saímos mais fortalecidos e maduros deste triste episódio que, entre outras iniciativas, deu origem ao IBVA – Instituto Brasileiro de Voluntários Ambientais, mais tarde mudado para REBIA – Rede Brasileira de Informação Ambiental.

A própria Petrobrás, responsável direta pelo vazamento, investiu na modernização de suas instalações, no treinamento de seu pessoal, na aquisição de tecnologias ambientais para a prevenção de acidentes ambientais.

Descobrimos que não bastava ter boa vontade ambiental e disposição para o trabalho voluntário e que estávamos completamente despreparados para a tarefa, além de não dispor dos equipamentos necessários.

Na ocasião, o presidente da Petrobrás desceu de helicóptero junto a uma de nossas equipes de nossos voluntários, no manguezal de Magé, onde nos esforçávamos para resgatar as aves cheias de óleo, e viu nossas dificuldades, de capacitação e de equipamentos. Comprometeu-se em nos ajudar. Encaminhamos, a seu pedido, um projeto que visava capacitar e mobilizar os voluntários ambientais através da realização sistemática de mutirões ecológicos. Conseguimos que a Petrobrás nos financiasse três mutirões, o que permitiu treinar e mobilizar mais de 500 jovens voluntários.

Em 2002, retiramos em 28 de julho cerca de 10 toneladas de lixo flutuante que chega pelas águas da poluída Baía de Guanabara na praia da Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro.

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Em 22 de dezembro, retiramos cerca de 6 toneladas de areia que entopem o lago da Cascatinha, no Parque Nacional da Floresta da Tijuca.

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Em 6 de abril de 2003, recolhemos 1 tonelada de lixo jogado por banhistas no rio ao lado da Reserva Biológica do Tinguá (RJ, com a ajuda dos calouros e estudantes de Geografia da UFF – Universidade Federal Fluminense, que trocaram seu trote pelo mutirão ecológico, a ONG Onda Verde, e os alunos e professores do UBEU.

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Tentamos renovar o patrocínio com a Petrobras, mas infelizmente, talvez pela mudança na presidência da empresa, não obtivemos mais sucesso. Uma pena, pois hoje teríamos um enorme contingente de voluntários ambientais capacitados na prática para agir em novos casos de acidentes ambientais, que nenhum de nós quer que aconteça, mas que é certo acontecer enquanto a opção por pelo uso do petróleo.

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