ONU ajuda a recuperar Chernobyl até 2016

10/5/2008

No 22º aniversário do maior acidente nuclear da história, PNUD lança plano que atrela políticas de saúde e desenvolvimento econômico

Com o objetivo de superar as conseqüências do maior acidente nuclear da história, o de Chernobyl, o PNUD lançou um plano com ações socioeconômicas para impulsionar o desenvolvimento da região atingida — que abrange partes de Rússia, Ucrânia e Belarus. O projeto, com iniciativas até 2016, vai envolver outras agências da ONU e deve ser aprovado até o final deste ano.

O plano se concentra em três áreas: informações confiáveis, inclusive sobre estilos de vida saudáveis; desenvolvimento social e econômico das comunidades, dando suporte para iniciativas que promovam bem-estar social; e colsultoria a políticas públicas dos três países (com recomendações para que, por exemplo, os gastos em saúde sejam redirecionados para prevenção).

A explosão de um dos 50 reatores da usina de Chernobyl, em 26 de abril de 1986, matou diretamente 56 pessoas. A área do acidente (na época território da União Soviética, hoje da Ucrânia) foi isolada, mas o material radioativo liberado contaminou um número muito maior de pessoas. Um estudo da Organização Mundial da Saúde indica que cerca de 5 mil pessoas que na ocasião eram crianças ou adolescentes desenvolveram câncer de tiróide nos três países. Cerca de 9 mil adquiriram outros tipos de câncer. Foram removidas 116 mil pessoas pouco depois do desastre e 230 mil nos anos seguintes, gerando problemas sociais em várias regiões.

O plano lançado pelo PNUD, anunciado durante uma reunião da cúpula das agências das Nações Unidas para marcar o 22º aniversário do acidente, faz parte de um pacote de ações que teve início em 2006 e previu medidas a serem tomadas por dez anos — período chamado de “Década de Recuperação e Desenvolvimento Sustentável nas áreas afetas por Chernobyl”.

Esse conjunto de iniciativas se baseia em pesquisas segundo as quais estimular estratégias para o crescimento econômico das regiões atingidas pelo desastre é mais eficiente do que esforços para avaliar efeitos negativos da radiação na saúde. “Nós podemos acreditar que as comunidades afetadas pelo acidente de Chernobyl têm agora a chance, cada vez mais crescente, de recuperar a vida normal”, afirmou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na reunião.

 

 

Fonte: PNUD Brasil.

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