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Energias alternativas

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O BNDES foi líder mundial no financiamento de energias renováveis em 2008, com aplicação de US$ 5,7 bilhões em 47 projetos. Pela primeira vez na história recente, os investimentos em energia alternativa (que incluem usinas hidrelétricas) superaram os investimentos em energia fóssil, atingindo, mesmo com a crise, US$ 120 bilhões em 2008, montante quatro vezes superior ao registrado em 2004.

A participação das fontes alternativas na geração de energia e os crescentes investimentos no setor motivaram a Apimec-Rio a realizar o seminário “O mercado de capitais e investimentos em fontes alternativas de energia”, no dia 04 de setembro, a partir das 9h, no auditório da Firjan. Investimentos em energia eólica atingiram US$ 51,8 bilhões em 2008; em solar, somou US$ 33,5 bilhões, os biocombustíveis receberam US$ 16,9 bilhões e a biomassa, US$ 7,9 bilhões em 2008.

Na ocasião serão apresentados os resultados dos mais recentes levantamentos do setor: o relatório “Global Trends in Sustainable Energy Investment 2009”, da consultoria inglesa New Energy Finance, e o “Renewables Global Status Report 2009”, o mais completo estudo sobre fontes alternativas de energia no mundo, financiado pelo governo alemão e norte-americano, e parte do projeto da ONU referente a programas ambientais.

Enquanto o mundo busca alternativas de suprimento, o Brasil tem ampla oferta de novas fontes de energia elétrica, como as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs), usinas eólicas e a biomassa. Como as grandes usinas em construção ou projetadas para a Amazônia vão demorar a entrar em operação, no momento, ao lado do etanol, as PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas) são as principais fontes de energia renováveis, e as responsáveis para que o Brasil mereça lugar de destaque no ranking mundial.

As PCHs no Brasil atingirão 11,5 GW em 2012, com aumento de 202% em relação ao ano anterior (3,8 GW em 2008). O leilão de usinas eólicas, previsto para novembro, que engloba 441 projetos com potência de 13.341 MW. O setor recebeu investimentos de US$ 51,8 bilhões em 2008. 

Os Estados Unidos assumiram a liderança mundial em investimentos no setor em 2008, ultrapassando a Alemanha, que era a líder até o ano anterior. O segmento tem participação crescente nas bolsas de valores. No final de 2008, havia 160 empresas com capitalização superior a US$ 100 milhões em bolsas. Após a crise, o valor global dessas empresas (incluindo as empresas com valor de mercado abaixo de US$ 100 milhões) era estimado em US$ 240 bilhões.

O seminário da Apimec-Rio reunirá autoridades governamentais e executivos do setor e abordará temas como regulação e incentivos fiscais, comercialização, tributação e tarifas, políticas e financiamentos no setor. E cresce de importância como prévia para a reunião da ONU em Copenhague, em dezembro. No painel de abertura estarão representados os órgãos reguladores como Aneel, ONS, Secretaria de Desenvolvimento Energético dos Ministérios das Minas e Energia (MME) e a Comissão de Minas e Energia da Câmara.

Um talk show sobre “Estratégia e investimentos em geração alternativa”, moderado pelo presidente da Apimec-Rio, Luiz Guilherme Dias, reunirá os presidentes das principais empresas do setor: José Antônio Muniz Lopes (Eletrobrás, a confirmar), Antônio Pita (Energias do Brasil), Wilson Ferreira Jr (CPFL), Luiz Ricardo Renha (Brookfield Energia Renovável, ex-Brascan Energética), e Telmo Madagan (Ventos do Sul).




Fonte: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
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