o discurso de responsabilidade socioambiental amplamente difundido pelos banqueiros em caríssimas campanhas publicitárias não parece estar dando o efeito desejado. Segundo pesquisa feita pelo Instituto Datafolha a pedido da Organização Não Governamental (ONG) Amigos da Terra, 81% dos ouvidos acham que os bancos não fazem o suficiente e só 5% julgam que eles se preocupam bastante com o assunto.
Além da descrença direta com o discurso, 89% desconfia que os bancos estão preocupados com a imagem de responsáveis ambientais e não com a prática. Deste total, 58% acreditam que os bancos gastam mais dinheiro com propaganda do que com ações divulgadas e 31% acham que todo o discurso não passa de estratégia de comunicação, sendo uma "maquiagem verde". Apenas 5% acha que as propagandas mostram o quanto os bancos estão engajados na questão.
A pesquisa mostra ainda que o banco que informasse os impactos socioambientais de seus investimentos teria a preferência de 70% dos clientes. Dentre esses, mais da metade trocaria de instituição se estas informações fossem oferecidas pela concorrência, desde que recebessem condições comerciais idênticas, e 18% dos entrevistados declararam que passariam à instituição mais transparente, independentemente de serviços e taxas.
"É por isso que perguntamos nesta campanha: 'Cadê a Responsa, Banqueiro?'", diz o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino. "Assim como os clientes, também vemos muita fragilidade no discurso de responsabilidade sócio-ambiental", diz o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino.
Segundo ele, com a campanha salarial dos bancários em andamento, essa é a hora que os bancos têm para reverter essa visão do ponto de vista da responsabilidade social, concedendo reajuste de 10%, melhorando a participação nos lucros e resultados dos funcionários, garantindo empregos, combatendo o assédio moral e aumentando a segurança nas agências, entre outras reivindicações dos trabalhadores.
Foram feitas 2.055 entrevistas entre 2 e 14 de abril com brasileiros de 18 anos ou mais, donos de telefones fixos, em todo o país.
Fonte: NEJ-AL / Sindicato dos Bancários de São Paulo
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Além da descrença direta com o discurso, 89% desconfia que os bancos estão preocupados com a imagem de responsáveis ambientais e não com a prática. Deste total, 58% acreditam que os bancos gastam mais dinheiro com propaganda do que com ações divulgadas e 31% acham que todo o discurso não passa de estratégia de comunicação, sendo uma "maquiagem verde". Apenas 5% acha que as propagandas mostram o quanto os bancos estão engajados na questão.
A pesquisa mostra ainda que o banco que informasse os impactos socioambientais de seus investimentos teria a preferência de 70% dos clientes. Dentre esses, mais da metade trocaria de instituição se estas informações fossem oferecidas pela concorrência, desde que recebessem condições comerciais idênticas, e 18% dos entrevistados declararam que passariam à instituição mais transparente, independentemente de serviços e taxas.
"É por isso que perguntamos nesta campanha: 'Cadê a Responsa, Banqueiro?'", diz o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino. "Assim como os clientes, também vemos muita fragilidade no discurso de responsabilidade sócio-ambiental", diz o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Luiz Cláudio Marcolino.
Segundo ele, com a campanha salarial dos bancários em andamento, essa é a hora que os bancos têm para reverter essa visão do ponto de vista da responsabilidade social, concedendo reajuste de 10%, melhorando a participação nos lucros e resultados dos funcionários, garantindo empregos, combatendo o assédio moral e aumentando a segurança nas agências, entre outras reivindicações dos trabalhadores.
Foram feitas 2.055 entrevistas entre 2 e 14 de abril com brasileiros de 18 anos ou mais, donos de telefones fixos, em todo o país.
Fonte: NEJ-AL / Sindicato dos Bancários de São Paulo
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