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Dicionário do Ambiente :: |
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F
FÁCIES
facies
faciès
facies
Em Geologia
"Conjunto de características litológicas e/ou
paleontológicas que definem uma unidade de rocha e que permitem
diferenciá-la das demais" (Diccionario de la Naturaleza,
1987).
Em Ecologia
"Aspecto, paisagem, formada pela vegetação, de
um agrupamento vegetal; fisionomia apresentada por uma associação
vegetal" (Souza, 1973).
Fácies lênticas
"São as águas doces estagnadas ou sem movimento"
(Carvalho, 1981).
Fácies lóticas
"São as águas doces que se movimentam constantemente,
conhecidas como água corrente" (Carvalho, 1981).
FALDA,
SOPÉ
foothill
pied
falda
"Denominação usada nas descrições
das paisagens acidentadas referindo se, apenas, à parte da
base das montanhas ou das colinas, ou mesmo das serras" (Guerra,
1978).
FALÉSIA
cliff
falaise
falesia
"Termo usado indistintamente para designar
as formas de relevo litorâneo abruptas ou escarpadas ou, ainda,
desnivelamento de igual aspecto no interior do continente. Deve
se, no entanto, reservá lo, exclusivamente, para definir
tipo de costa no qual o relevo aparece com fortes abruptos"
(Guerra, 1978).
FALHAS
DE MERCADO
market failure
défaillances de marché
fallas de mercado
"Pode ser definida como a incapacidade de o
mercado levar o processo econômico a uma situação
social ótima. Um aspecto importante disto é que se
deixa de incluir, nos custos e nos preços, os efeitos externos
(externalidades) ou a redução dos lucros de outros
agentes que não aqueles diretamente envolvidos nas transações
de mercado e atividades afins. Com relação aos bens
e serviços ambientais, podem-se destacar as externalidades
referentes à poluição, à exploração
dos recursos e à degradação de ecossistemas.
Assim, as falhas de mercado impedem o mercado de alocar os recursos
no mais alto interesse da sociedade" (OECD, 1994).
FATOR,
ELEMENTO E COMPONENTE AMBIENTAL
environmental factor, element, component
facteur, element, composant de l'environnement
factor, elemento, componente ambiental
Em análise ambiental, usam se freqüentemente
os termos elemento, componente e fator ambiental, todos para designar,
genericamente, uma das partes que constituem um sistema ambiental
(ou um ecossistema), embora com pequenas diferenças de significado:
elemento é um termo de ordem geral (o ar, a água,
a vegetação, a sociedade); componente costuma designar
uma parte de um elemento, quando tomado isoladamente (a temperatura
da água, uma espécie da flora ou da fauna); fator
ambiental designa o elemento ou o componente do ponto de vista de
sua função específica no funcionamento do sistema
ambiental.
Fator ecológico
"Todo elemento do meio suscetível de agir diretamente
sobre os seres vivos, ao menos durante uma fase de seu ciclo de
desenvolvimento" (Dajoz, 1973).
"Fatores que determinam as condições ecológicas
no ecossistema" (ACIESP, 1980).
Fator de emissão
"Quantidade média de um poluente lançado na atmosfera
inter-relacionado a uma quantidade de um determinado material processado"
(Braile, 1992).
"Quantidade de material emitido por quantidade de material
processado. Usualmente expresso em Kg/100-Kg" (Batalha, 1987).
Fator limitante
"Fator biológico que atua no sentido de limitar as variações
que ocorrem nos organismos de uma população"
(Forattini, 1992).
Fator de risco
"Expressão que designa, em epidemiologia, a probabilidade
de ocorrência de doença ou agravo, dependente da freqüência
de exposição ao fator determinante" (Forattini,
1992).
FAVELA
Denominação dada, no Brasil, em especial
no Rio de Janeiro, a assentamentos humanos espontâneos e não
convencionais, por isso carentes de arruamento e serviços
de saneamento básico, nos quais as habitações
são construídas geralmente pelos próprios moradores,
em áreas de domínio público ou em propriedades
particulares abandonadas. As favelas surgem quase sempre em terrenos
de menor valor imobiliário, situados em encosta ou sujeitos
a inundação, como resultado de condições
econômicas estruturais que provocam o êxodo da população
das zonas rurais para as cidades, em busca de emprego.
"A primeira favela surgiu no Morro da Providência, junto
à Central, no início do século. Sua população
era formada pelos (soldados) sobreviventes da Guerra de Canudos,
que não encontraram melhores condições de sobrevivência
na cidade do Rio de Janeiro. Este morro passou a ser denominado
Morro da Favela, talvez por uma alusão a uma planta do sertão
da Bahia que tinha o nome favela. O termo popularizou-se e hoje
existem favelas em todos os pontos da cidade" (Nunes, 1976).
FECAM
(ver FUNDO ESTADUAL DE CONTROLE AMBIENTAL)
FERMENTAÇÃO
fermentation
fermentation
fermentación
"Processo anaeróbio por meio do qual
diversos organismos decompõem substâncias orgânicas
com liberação de energia. O mais comum é a
ruptura de hidratos de carbono mediante a digestão de levedura
e bactérias, dando lugar a dióxido de carbono e álcool
ou outros compostos orgânicos, tais como butanol, acetona,
ácido acético etc." (Diccionario de la Naturaleza,
1987).
"Processo de óxido redução bioquímica
sob a ação de microorganismos chamados fermentos,
levedura, diástases, enzimas. Segundo trabalhos recentes,
as fermentações não se devem propriamente aos
microorganismos, mas a certos produtos solúveis de seu metabolismo.
O teor de oxigênio separa a fermentação da respiração.
A primeira ocorre na ausência do oxigênio (anaerobiose)
ou em presença de fracas doses de oxigênio. Se o teor
de oxigênio é muito forte, manifesta se apenas a respiração.
Para concentrações intermediárias, os dois
processos se desenvolvem simultaneamente" (Lemaire & Lemaire,
1975).
FERTILIDADE
DO SOLO
fertility of the soil
fertilité du sol
fertilidad del suelo
"Capacidade de produção do solo
devido à disponibilidade equilibrada de elementos químicos
como potássio, nitrogênio, sódio, ferro, magnésio
e a conjunção de alguns fatores como água,
luz, ar, temperatura e da estrutura física da terra"
(ACIESP, 1980).
FERTILIZANTE
fertilizer
engrais
fertilizante
Substância natural ou artificial que contém
elementos químicos e propriedades físicas que aumentam
o crescimento e a produtividade das plantas, melhorando a natural
fertilidade do solo ou devolvendo os elementos retirados do solo
pela erosão ou por culturas anteriores.
FILTRAÇÃO BIOLÓGICA
biological filtering, biofiltration
filtrage biologique
filtración biológica
"Processo
que consiste na utilização de um leito artificial
de material grosseiro, tal como pedras britadas, escória
de ferro, ardósia, tubos, placas finas ou material plástico,
sobre os quais as águas residuárias são distribuídas,
constituindo filmes, dando a oportunidade para a formação
de limos (zoogléa) que floculam e oxidam a água residuária"
(ABNT, 1973).
FILTRO BIOLÓGICO
biofilter
filtre biologique
biofiltro
"Leito de areia, cascalho, pedra britada, ou
outro meio pelo qual a água residuária sofre infiltração
biológica" (ACIESP, 1980).
FILTRO
DE MANGA
baghouse filter
filtre en tissus
filtro de sacos, filtro de manga en casetas
"Um dos muitos processos que podem ser usados
para eliminar partículas grandes e intermediárias
(maiores que 20 micra de diâmetro) por meio de filtros de
tecido. Este aparelho opera de modo similar à bolsa de um
aspirador de pó, deixando passar o ar e as partículas
menores e retendo as partículas maiores" (Lund, 1971).
FISIOGRAFIA
physiography
physiographie
fisiografía
"Estudo das formas físicas da Terra,
de suas causas e das relações entre elas" (Diccionario
de la Naturaleza, 1987).
FLARE
flare
torche
tocha
"Queimador utilizado nas refinarias de petróleo
e instalações de GLP para queimar gases residuais"
(Braile, 1992).
"Equipamento utilizado em refinarias de petróleo, operações
de tratamento térmico, instalações de gás
liqüefeito de petróleo etc. para queimar misturas ricas
em gases combustíveis. O Fler (sic) é diferenciado
do pós-queimador por necessitar apenas de uma chama-piloto,
dispensando qualquer outro combustível auxiliar" (Batalha,
1987).
FLOCULAÇÃO
flocculation
floculation
floculación
"Formação de agregados de partículas
finas em suspensão em um líquido, chamados flocos
ou floculados. Os termos floculação e coagulação
são freqüentemente empregados um pelo outro. Na prática,
entretanto, os floculantes têm características físicas
e químicas diferentes das dos coagulantes. O mecanismo da
coagulação floculação abrange três
etapas: 1) criação de microflocos por desestabilização
da solução coloidal, ou coagulação propriamente
dita; 2) criação de macroflocos, a partir dos microflocos,
principalmente através de agitação, aumentando
as possibilidades de encontro dos floculantes que estabelecem os
pontos de contato entre as partículas; 3) decantação
dos floculados" (Lemaire & Lemaire, 1975).
FLORAÇÃO
DE ALGAS, BLOOM DE ALGAS
bloom
floraison d'algues
bloom de algas
"Proliferação ou explosão
sazonal da biomassa de fitoplâncton como conseqüência
do enriquecimento de nutrientes em uma massa aquática, o
que conduz, entre outros efeitos, a uma perda de transparência,
à coloração e à presença de odor
e sabor nas águas" (Diccionario de la Naturaleza, 1987).
"Proliferação de algas e/ou outras plantas aquáticas
na superfície de lagos e lagoas. Os "blooms" são
muitas vezes estimulados pelo enriquecimento de fósforo na
água" (Braile, 1992).
"Excessivo crescimento de plantas microscópicas, tais
como, as águas azuis, que ocorrem em corpos de água,
dando origem geralmente à formação de flocos
biológicos e elevando muito a turbidez" (Batalha, 1987).
FLORESTA,
MATA
forest, wood
forêt, bois
foresta, bosque
Ecossistemas complexos, nos quais as árvores
são a forma vegetal predominante que protege o solo contra
o impacto direto do sol, dos ventos e das precipitações.
A maioria dos autores apresentam matas e florestas como sinônimos,
embora alguns atribuam à floresta maior extensão que
às matas.
"Vegetação de árvores com altura geralmente
maior que sete metros, com dossel fechado ou mais ralo, aberto;
às vezes (mata) significa um trecho menos extenso que floresta,
e mais luxuriante (densa ou alta) do que arvoredo" (Goodland,
1975).
"Trecho de vegetação dominado por árvores
(de três metros ou mais de altura) cujas copas se tocam, ou
quase se tocam (as árvores com mais de sessenta por cento
de cobertura). É uma categoria estrutural referindo se apenas
à fisionomia, sem qualificação; não
é tipo de vegetação" (ACIESP, 1980).
Floresta ciliar, mata ciliar, mata de galeria
"Floresta mesofítica de qualquer grau de caducidade,
que orla um dos lados de um curso d'água, em uma região
onde a vegetação de interflúvio não
é mata, mas arvoredo, escrube, savana ou campo limpo"
(ACIESP, 1980).
"Floresta adjacente a correntes ou cursos d'água e cujas
raízes estão próximas da zona de saturação,
devido à proximidade de água subterrânea"
(Souza, 1973).
Floresta estadual
"Área de domínio público estadual, delimitada
com a finalidade de manter, criar, manejar, melhorar ou restaurar
potencialidades florestais, com propósito de aproveitamento
de seus recursos" (FEEMA/PRONOL NT 1109).
Floresta estacional
"Floresta que sofre ação climática desfavorável,
seca ou fria, com perda de folhas" (Resolução
nº 12, de 4.05.94, do CONAMA).
Floresta ombrófila
"Floresta que ocorre em ambientes sombreados onde a umidade
é alta e constante ao longo do ano" (Resolução
nº 12, de 4.05.94, do CONAMA).
Floresta Primária
"A vegetação arbórea denominada floresta
ombrófila densa constituída por fanerófitas
sem resistência à seca, com folhagem sempre verde,
podendo apresentar no dossel superior árvores sem folhas
durante alguns dias, com árvores que variam de 24 a 40 metros
de altura, além do sub-bosque que varia de ralo a denso,
ou seja, são formações densas onde as copas
formam cobertura contínua, ainda que tenham sido exploradas
anteriormente" (Portaria Normativa nº 54, de 23.08.91,
do Presidente do IBAMA).
FLOTAÇÃO
flotation
flottaison
flotación
"Processo de elevação de matéria
suspensa para a superfície do líquido, na forma de
escuma, por meio de aeração, insuflação
de gás, aplicação de produtos químicos,
eletrólise, calor ou decomposição bacteriana,
e a remoção subseqüente da escuma" (ABNT,
1973).
FLUORETAÇÃO
fluoridation
fluoruration
fluoretación
"Adição de flúor (à água)
sob forma de fluoretos para prevenir a cárie dentária,
à razão de 0,5 a 1 mg/l de flúor" (Lemaire
& Lemaire, 1975).
FLUXO
ENERGÉTICO
energy flow
flux d'énergie
flujo energético
"Quantidade de energia que é acumulada
ou passa através dos componentes de um ecossistema, em um
determinado intervalo de tempo" (ACIESP, 1980).
"E a circulação, entrada e saída de nutrientes
do ecossistema que são afetados pelo comportamento animal,
especialmente alimentar e reprodutivo" (Negret, 1982).
FONTE
spring
source
fuente
"Ponto no solo ou numa rocha de onde a água
flui naturalmente para a superfície do terreno ou para uma
massa de água" (DNAEE, 1976).
"Lugar onde brotam ou nascem águas. A fonte é
um manancial de água, que resulta da infiltração
das águas nas camadas permeáveis, havendo diversos
tipos como: artesianas, termais etc." (Guerra, 1978).
FONTE
POLUIDORA
pollution source
source de pollution
fuente de contaminación
Ponto ou lugar de emissão de poluentes.
Fontes difusas (água)
"São fontes não pontuais; aquelas que vertem
água de forma difusa difícil de delimitar geograficamente,
estando a carga poluidora que aportam aos corpos d'água relacionadas
a certos acontecimentos climáticos (precipitação,
tempestades) incontroláveis pelo homem" (Diccionario
de la Naturaleza, 1987).
Fontes fixas (ar)
"Emissores fixos de poluição do ar, como as chaminés"
(The World Bank, 1978).
Fontes móveis (ar)
"Fontes de poluição do ar que se deslocam, como,
por exemplo, os veículos automotores" (The World Bank,
1978).
Fontes pontuais (água)
"Aquelas que vertem massa d'água através de um
foco muito localizado, por exemplo, um cano" (Diccionario de
la Naturaleza, 1987).
FOREIRO (ver AFORAMENTO)
FORMAÇÃO
VEGETAL
vegetal features
formation végétale
formación vegetal
"Denominação genérica
dada ao tipo de cobertura vegetal que, ocupando determinada região
geográfica, empresta-lhe fisionomia de suas espécies
dominantes. No caso de ocupar extensa área geográfica,
caracteriza o bioma" (Forattini, 1992).
FORO,CÂNON,
PENSÃO
"É a contribuição anual
e fixa que o foreiro ou enfiteuta paga ao senhorio direto, em caráter
perpétuo, para o exercício de seus direitos sobre
o domínio útil do imóvel" (Meireles, 1976).
FOSSA
cesspool
fosse
fosa
Fossa negra
"É uma fossa séptica, uma escavação
sem revestimento interno onde os dejetos caem no terreno, parte
se infiltrando e parte sendo decomposta na superfície de
fundo. Não existe nenhum deflúvio. São dispositivos
perigosos que só devem ser empregados em último caso"
(Carvalho, 1981).
Fossa seca
"São escavações, cujas paredes são
revestidas de tábuas não aparelhadas com o fundo em
terreno natural e cobertas na altura do piso por uma laje onde é
instalado um vaso sanitário" (Carvalho, 1981).
Fossa séptica
Câmara subterrânea de cimento ou alvenaria, onde são
acumulados os esgotos de um ou vários prédios e onde
os mesmos são digeridos por bactérias aeróbias
e anaeróbias. Processada essa digestão, resulta o
líquido efluente que deve ser dirigido a uma rede ou sumidouro.
"Unidade de sedimentação e digestão de
fluxo horizontal e funcionamento contínuo, destinado ao tratamento
primário dos esgotos sanitários" (Decreto nº
533, de 16.01.76).
FOTOSSÍNTESE
photosynthesis
photosynthèse
fotosíntesis
"É o processo pelo qual a energia proveniente
do sol é usada para formar as ligações de energia
química que mantêm juntas as moléculas orgânicas.
As matérias primas inorgânicas usadas na fotossíntese
são CO2 e água. O oxigênio que é liberado
na atmosfera é um dos seus produtos finais mais importantes"
(Ehrlich & Ehrlich, 1974).
"Síntese de materiais orgânicos a partir de água
e gás carbônico, quando a fonte de energia é
a luz, cuja utilização é medida pela clorofila"
(Ferri et alii, 1981).
FOZ
river mouth
embouchure
desembocadura
"(1) Ponto mais baixo no limite de um sistema
de drenagem (desembocadura). (2) Extremidade onde o rio descarrega
suas águas no mar" (DNAEE, 1976).
"Boca de descarga de um rio. Este desaguamento pode ser feito
num lago, numa lagoa, no mar ou mesmo num outro rio. A forma da
foz pode ser classificada em dois tipos: estuário e delta"
(Guerra, 1978).
FRAGILIDADE
AMBIENTAL, ÁREAS FRÁGEIS
environmental sensitiveness
sensibilité de l'environnement
fragilidad ambiental
O conceito de fragilidade ambiental diz respeito
à suscetibilidade do meio ambiente a qualquer tipo de dano,
inclusive à poluição. Daí a definição
de ecossistemas ou áreas frágeis como aqueles que,
por suas características, são particularmente sensíveis
aos impactos ambientais adversos, de baixa resiliência e pouca
capacidade de recuperação. Por exemplo, são
ambientalmente frágeis os lagos, as lagunas, as encostas
de forte declividade, as restingas, os manguezais.
"Por fragilidade ou vulnerabilidade do meio ambiente se entende
o grau de suscetibilidade ao dano, ante à incidência
de determinadas ações. Pode definir-se também
como o inverso da capacidade de absorção de possíveis
alterações sem que haja perda de qualidade" (Diccionario
de la Naturaleza, 1987).
Áreas frágeis
"É a qualidade de uma área definida, a partir
de opção política de vocação
do uso, em função da maior ou menor capacidade de
manter e recuperar a situação de equilíbrio
do ecossistema, alterada por uma determinada agressão. Em
função da fragilidade, as áreas podem ser caracterizadas
como frágeis e não frágeis ou estáveis,
relativamente a um determinado fim. Os ecossistemas serão
tão mais frágeis quanto menor a capacidade de manter
ou recuperar a situação de equilíbrio (estabilidade),
quer espacialmente que no tempo (FEEMA/PRONOL RT 940).
FUMIGANTE
fumigant
fumigène
fumigante
"Substância química ou mistura
de substâncias apresentando propriedade de volatilização
e capazes de exterminar insetos ou roedores, devendo ser utilizada
em ambientes que possam ser fechados, de maneira a reter o produto
resultante da fumigação" (FEEMA/PRONOL DG 1017).
FUMOS
fumes
fumées
humos
"Suspensão em um gás de partículas
sólidas ou líqüidas (vapor de água) emitidas
por uma fonte após uma operação de transformação
química ou física, em particular a oxidação
(combustão), ou de redução (alto forno), e
que tem a propriedade de absorver parcialmente a luz" (Lemaire
& Lemaire, 1975).
"Aerossol de partículas sólidas ou líquidas,
de diâmetro inferior a um mícron, que se originam da
combustão incompleta de substâncias carbônicas"
(Diccionario de la Naturaleza, 1987).
"Sólidos gerados pela condensação de vapor.
Podem resultar também de processos de sublimação,
condensação ou fundição, ou de reações
químicas" (Lund, 1971).
"Em se tratando de poluição atmosférica,
chama se fumo a uma reunião de fragmentos de carvão,
cinza, óleo, gordura e partículas microscópicas
de metal, o que totaliza 10%. Dos 90% de gases invisíveis
que sobram, metade é monóxido de carbono, invisível,
inodoro e violentamente tóxico. O mesmo que fumaça"
(Carvalho, 1981).
FUNÇÃO
SOCIAL DA PROPRIEDADE
Função social da propriedade urbana
"A propriedade consiste no poder de domínio que o sujeito
exerce sobre um bem, e é classificada em pública e
privada. Entretanto, a propriedade do solo urbano é protegida,
na medida em que cumpre sua função social quando atende
às exigências de ordenação expressas
no plano diretor" (Miriam Fontenelle, informação
pessoal, 1996).
Função social da propriedade rural
"O poder de domínio que o proprietário de bem
público ou particular exerce sobre o solo rural só
é tutelado juridicamente se atender aos requisitos de aproveitamento
e utilização dos recursos naturais, observar as disposições
que regulam as relações de trabalho e oferecer bem
estar aos proprietários e empregados" (Miriam Fontenelle,
informação pessoal, 1996).
FUNDAÇÃO
foundation
fondation
fundación
"Pessoa jurídica formada, não
por pessoas, mas por um patrimônio destinado a socorrer e
obter determinados fins, antecipadamente tratados; não tem
sócios, não se rege por contrato social, tem apenas
dirigentes, também esses atrelados aos fins para os quais
ela foi instituída. Segundo Hely Lopes Meirelles: "As
fundações serão sempre pessoas jurídicas
de personalidade privada, da espécie entes de cooperação
pertencentes ao gênero paraestatal, sujeitas ao controle administrativo
da entidade estatal instituidora, por meio do órgão
a que se vinculam, mas sem integrar a Administração
Direta ou Indireta" As fundações instituídas
pelo Poder Público prestam se, principalmente, à realização
de atividades não lucrativas, mas de interesse coletivo,
como é a educação, a cultura, a pesquisa científica,
sempre merecedoras do amparo estatal, mas nem sempre conveniente
que fiquem a cargo de entidade ou órgão público"
(Oliveira, 1981).
FUNDO ESTADUAL DE CONTROLE AMBIENTAL (FECAM)
A Lei nº 1.060, de 10.11.86 instituiu o FECAM,
fundo destinado a atender as necessidades financeiras dos projetos
e programas elaborados em apoio ou para a execução
da Política Estadual de Controle Ambiental, constituído
por recursos oriundos de: 10% das indenizações previstas
na legislação federal por empresas públicas
que exploram recursos no estado; multas e indenizações
referentes a infrações à legislação
ambiental; taxas ou contribuições pela utilização
de recursos ambientais; dotações e créditos
orçamentários; empréstimos, doações
e outros repasses diversos.
FUNDO
NACIONAL DO MEIO AMBIENTE
Fundo criado pela Lei nº 7.797, de 10.07.89,
e regulamentado pelo Decreto nº 98.161, de 21.09.89, para o
desenvolvimento de projetos ambientais nas áreas de Unidades
de Conservação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico,
educação ambiental, manejo florestal, controle ambiental,
desenvolvimento institucional e aproveitamento sustentável
da flora e da fauna. Seus recursos provêm de dotações
orçamentárias, doações de pessoas físicas
e jurídicas, além e de outros que lhe venham a ser
destinados por lei.
FUNGICIDA
fungicide
fongicide
fungicida
"Que mata os fungos e seus esporos..."
(Lemaire & Lemaire, 1975).
"Substância letal para fungos" (FEEMA/PRONOL DG
1017).
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