Conjunto
de qualquer tipo de informação detalhada e quantificada,
resultado de medições ou experiências realizadas
com objetivos específicos, usado como referência para
determinações, estudos e trabalhos científicos.
"Toda a informação factível de ser resumida
em um código, uma cifra, um esquema, um plano ou uma foto.
Quer dizer, informação que não requer um texto
ou um comentário para ser inteligível ou utilizável"
(Diccionario de la Naturaleza, 1987).
"Considera-se
dano ambiental qualquer lesão ao meio ambiente causado por
ação de pessoa, seja ela física ou jurídica,
de direito público ou privado. O dano pode resultar na degradação
da qualidade ambiental (alteração adversa das características
do meio ambiente), como na poluição, que a Lei define
como a degradação da qualidade ambiental resultante
de atividade humana" (Oliveira, 1995).
DBO (ver DEMANDA BIOQUÍMICA DE OXIGÊNIO)
DECANTAÇÃO
decantation
décantation
decantación
"Separação,
pela ação da gravidade, das matérias em suspensão
em um líquido de menor densidade. A velocidade de decantação
depende da concentração (ela é favorecida pela
diluição) e da dimensão das partículas
ou dos aglomerados obtidos por coagulação ou floculação.
A decantação se aplica à depuração
das águas residuárias, através do emprego de
tanques retangulares ou de decantadores circulares que funcionam
de modo contínuo" (Lemaire & Lemaire, 1975).
DECANTADOR
decanter
décanteur
decantador
Tanque
usado em tratamento de água ou de esgotos para separar os
sedimentos ou as camadas inferiores de seu conteúdo, fazendo
com que as camadas superficiais sejam transferidas para outro tanque
ou canal.
Decantador
secundário
"Tanque através do qual o efluente de um filtro biológico
ou de uma estação de lodos ativados dirige se, com
a finalidade de remover sólidos sedimentáveis"
(ACIESP, 1980).
O declive
é a inclinação do terreno ou a encosta, considerada
do ponto mais alto em relação ao mais baixo. A declividade
é o grau de inclinação de um terreno, em relação
a linha do horizonte, podendo ser expressa também em percentagem,
medida pela tangente do ângulo de inclinação
multiplicada por 100.
"Antônimo de aclive. A declividade é a inclinação
maior ou menor do relevo em relação ao horizonte"
(Guerra, 1978).
Em
Biologia
"Processo de conversão de organismos mortos, ou parte
destes, em substâncias orgânicas e inorgânicas,
através da ação escalonada de um conjunto de
organismos (necrófagos, detritóvoros, saprófagos
decompositores e saprófitos própriamente ditos)"
(ACIESP, 1980).
"Decomposição da matéria orgânica
mediante sua transformação química em compostos
simples, com resultante liberação de energia"
(Forattini, 1992).
Em
Geomorfologia
"AIterações das rochas produzidas pelo intemperismo
químico" (Guerra, 1978).
DECRETOS
"Em
sentido próprio e restrito, são atos administrativos
de competência exclusiva dos chefes do Executivo, destinados
a prover situações gerais ou individuais, abstratamente
previstas de modo expresso, explícito ou implícito
por legislação" (Meireles, 1976).
DEFINIÇAO
DO ESCOPO DO EIA
EIA scoping
scoping
definición del contenido del EIA
Definição
dos temas e questões que devem ser objeto de detalhamento
e aprofundamento quando da elaboração de um estudo
de impacto ambiental (EIA), de modo que tal estudo esclareça
as questões relevantes para a tomada de decisão e
para a efetiva participação dos interessados no projeto
que se avalia. Os resultados da definição do escopo
consolidam-se nos termos de referência que orientam o EIA
(no Estado do Rio de Janeiro, Instrução Técnica).
"Processo prévio de definição do conjunto
de questões a serem consideradas (num estudo de impacto ambiental)
e de identificação das questões importantes
relacionadas com a ação proposta" (Beanlands,
1983).
DEFLÚVIO (ver ESCOAMENTO FLUVIAL)
DEGRADAÇÃO
AMBIENTAL
environmental degradation
dégradation de l'environnement
degradación ambiental
Termo
usado para qualificar os processos resultantes dos danos ao meio
ambiente, pelos quais se perdem ou se reduzem algumas de suas propriedades,
tais como a qualidade ou a capacidade produtiva dos recursos ambientais.
"Degradação da qualidade ambiental a alteração
adversa das características do meio ambiente (Lei nº
6.938, de 31.08.81).
DEGRADAÇÃO
DO SOLO
soil degradation
dégradation du sol
degradación del suelo
"Compreende
os processos de salinização, alcalinização
e acidificação que produzem estados de desequilíbrio
fisico químico no solo, tornando o inapto para o cultivo"
(Goodland, 1975).
"Modificações que atingem um solo, passando o
mesmo de uma categoria para outra, muito mais elevada, quando a
erosão começa a destruir as capas superficiais mais
ricas em matéria orgânica" (Guerra, 1978).
DELIBERAÇÕES
"Sao
atos administrativos normativos ou decisórios emanados de
órgãos colegiados" (Meireles, 1976).
DELTA
OCEÂNICO
delta
delta
delta
Depósito
de aluvião, na foz de um rio, que em geral constitui uma
planície baixa de área considerável e em forma
de leque, cortada por braços nos quais se divide o curso
principal e que é o resultado da acumulação
dos sedimentos carreados pelo rio, mais rapidamente do que podem
ser levados pelas correntes marinhas.
"Forma de leque, que aparece na foz de um rio que desemboca
diretamente no oceano e é constituído de depósitos
aluvionais ou flúvio marinhos. Esse material detrítico
tem extensões variáveis, conforme o poder de transporte
do rio" (Guerra, 1978).
DEMANDA
BIOQUÍMICA DE OXIGÊNIO (DBO)
biochemical oxygen demand (BOD)
demande biochimique d'oxygène (DBO)
demanda bioquímica de oxígeno (DBO)
"É
a determinação da quantidade de oxigênio dissolvida
na água e utilizada pelos microorganismos na oxidação
bioquímica da matéria orgânica. É o parâmetro
mais empregado para medir a poluição, normalmente
utilizando se a demanda bioquímica de cinco dias (DB05).
A determinação de DBO é importante para verificar
se a quantidade de oxigênio necessária para estabilizar
a matéria orgânica" (Amarílio Pereira de
Souza, informação pessoal, 1986).
"É a medida da quantidade de oxigênio consumido
no processo biológico de oxidação da matéria
orgânica na água. Grandes quantidades de matéria
orgânica utilizam grandes quantidades de oxigênio. Assim,
quanto maior o grau de poluição, maior a DBO"
(The World Bank, 1978).
"Quantidade de oxigênio utilizado na oxidação
bioquímica da matéria orgânica, num determinado
período de tempo. Expressa geralmente em miligramas de oxigênio
por litro" (Carvalho, 1981).
DEMANDA
QUÍMICA DE OXIGÊNIO (DQO)
chemical oxygen demand (COD)
demande chimique d'oxygène (DCO)
demanda química de oxígeno (DQO)
"Medida
da capacidade de consumo de oxigênio pela matéria orgânica
presente na água ou água residuária. É
expressa como a quantidade de oxigênio consumido pela oxidação
química, no teste específico. Não diferencia
a matéria orgânica estável e assim não
pode ser necessariamente correlacionada com a demanda bioquímica
de oxigênio" (ACIESP, 1980).
"É utilizada para medir a quantidade de matéria
orgânica das águas naturais e dos esgotos. O equivalente
ao oxigênio da matéria orgânica que pode ser
oxidado e medido usando se um forte agente oxidante em meio ácido.
Normalmente, usa-se como oxidante o dicromato de potássio.
O teste de DQO também é usado para medir a quantidade
de matéria orgânica em esgotos que contêm substâncias
tóxicas. Em geral, a DQO é maior que a DBO. Para muitos
tipos de despejos, é possível correlacionar DQO com
DBO, correlação que, uma vez estabelecida, permite
substituir a determinação da DBO pela da DQO"
(Amarílio Pereira de Souza, informação pessoal,
1986).
DENSIDADE
ECOLÓGICA
ecological density
densité écologique
densidad ecológica
"Número
de indivíduos de uma espécie em relação
a determinado ambiente" (Forattini, 1992).
DENSIDADE
DE POPULAÇÃO
population density
densité de population
densidad de población
Razão
entre o número de habitantes e a área da unidade espacial
ou político administrativa em que vivem, expressa em habitantes
por hectare ou por quilômetro quadrado. A densidade de população
é também usada em ecologia para o cálculo da
densidade de um conjunto de indivíduos de uma mesma espécie.
"É um índice que mede o volume da população
em relação a um território" (SAHOP, 1978).
"É a grandeza desta (população) em relação
com alguma unidade espacial. Exemplificando, o número de
indivíduos ou a biomassa da população, por
unidade de superfície ou de volume" (Carvalho, 1981).
DEPÓSITO
ABISSAL (ver ABISSAL)
DEPRESSÃO
"Forma
de relevo que se apresenta em posição altimétrica
mais baixa do que porções contíguas" (Resolução
nº 004, de 19.09.85).
Termo
usado em geologia para indicar o processo de quebra ou descascamento
das rochas.
"Separação em diferentes partes de um mineral
ou de uma rocha, cuja origem pode ser devida ao trabalho dos agentes
erosivos ou aos agentes endógenos" (Guerra, 1978).
DESAPROPRIAÇÃO
"Devolução
compulsória e indenizada de um bem ao domínio público
para atender a um interesse coletivo: grau máximo de intervenção
do Estado na propriedade privada, que opera a transferência
do seu próprio objeto para o domínio público,
de forma onerosa, permanentemente imposta, de característica
não executória e de promoção delegável,
sempre que houver motivo de necessidade ou de utilidade pública
ou de interesse social" (Moreira Neto, 1976).
"É a transferencia compulsória da propriedade
particular para o Poder Público ou seus delegados, por utilidade
pública, ou ainda por interesse social, mediante prévia
e justa indenização em dinheiro, salvo exceção
constitucional de pagamentos em títulos especiais de dívida
pública, para o caso de propriedade rural considerada latifúndio
improdutivo localizado em zona prioritária" (Meireles,
1976).
Dispersão
ou distribuição das funções e poderes
de uma autoridade central para autoridades regionais ou locais:
pode também referir-se à redistribuição
da população e das atividades econômicas, industriais
e comerciais dos centros urbanos para áreas menos desenvolvidas.
"Processo (ou situação) de divisão de
alguns poderes de uma unidade social entre suas diversas partes,
sem que isto implique a mudança de localização
geográfica do poder, de uma área central a um certo
número de distritos periféricos" (SAHOP, 1978).
DESECONOMIA
diseconomy
déséconomie
deseconomía
"Um
aumento nos preços médios da produção
que surge quando a escala de produção é incrementada.
Há uma diferença importante entre deseconomia interna
e deseconomia externa. As deseconomias internas surgem como o resultado
da expansão de firmas individuais. Sua fonte principal é
a possibilidade de os custos administrativos aumentarem por unidade
de produção, o que, por sua vez, é o resultado
do acréscimo dos problemas de coordenação de
atividades em maior escala, da extensão da hierarquia administrativa
e do crescimento da burocracia. Embora, logicamente, se espere que
possa haver escalas de produção para as quais ocorram
tais deseconomias, na prática parece que as grandes firmas
são capazes de evitá las pela especialização
das funções administrativas, pela introdução
de equipamentos mecânicos e eletrônicos (por exemplo,
computadores) e pela delegação de autoridade e responsabilidade
para evitar demoras e estrangulamentos. Há, entretanto, pouca
informação empírica sobre deseconomias internas.
Deseconomias externas surgem como um resultado da expansão
de um grupo de firmas, essa expansão criando aumento de custos
para uma ou mais delas. Tais deseconomias são usualmente
classificadas em: (i) Pecuniárias: são as que surgem
de aumentos nos preços dos insumos causados pela expansão
de firmas que os utilizam; por exemplo, a expansão da indústria
de construção pode causar aumento nos salarios dos
pedreiros, criando assim uma deseconomia externa pecuniária
para cada uma das firmas que empregam pedreiros (supõe se
que a expansão de apenas uma dessas firmas não causaria
um aumento de salários); (ii) Tecnológicas: esta categoria
tende a incluir todas as que não se enquadram no primeiro
grupo. Por exemplo: à medida que as firmas de uma certa área
se expandem, aumenta o congestionamento das estradas devido ao aumento
de entregas, carretos etc., e isto aumenta o preço dos transportes
para todas as firmas; do mesmo modo, a expansão de um grupo
de indústrias químicas localizadas ao longo das margens
de um rio faz aumentar a descarga de efluentes no rio, aumentando
assim os custos de tratamento e uso da água para as empresas
situadas a jusante" (Bannock et alii, 1977).
"Processo
técnico artístico integrado ao planejamento urbano,
que tem como objetivo o ordenamento do espaço urbano em todas
as suas escalas, de macro a micro, em resposta à necessidade
de adequá lo à realidade psicossocial, física,
econômica e histórica do lugar" (SAHOP, 1978).
DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
economic development
dévellopement économique
desarrollo económico
"Processo
que se traduz pelo incremento da produção de bens
por uma economia, acompanhado de transformações estruturais,
inovações tecnológicas e empresariais, e modernização
em geral da mesma economia" (Diccionario de la Naturaleza,
1987).
"(...) o desenvolvimento só pode existir quando são
levadas em conta três variáveis: 'a) o crescimento
da economia, afim de gerar riquezas e oportunidades; b) a melhoria
na distribuição da renda, diminuindo a atual iniquidade;
c) a melhoria da qualidade de vida, representada, entre outros fatores,
por um melhor ambiente (preservado, conservado, recuperado e melhorado)'
" (Wilhein, 1990, apud Comune, 1992).
DESENVOLVIMENTO
SUSTENTÁVEL
sustainable development
dévellopement durable
desarrollo sostenido, desarrollo sustentable
"Desenvolvimento
que atende às necessidades do presente, sem comprometer a
capacidade de as futuras gerações atenderem às
suas próprias necessidades" (Comissão Mundial
de Meio Ambiente e Desenvolvimento apud IUCN/PNUMA, 1991).
"Processo de transformação no qual a exploração
dos recursos, as diretrizes de investimento, a orientação
do desenvolvimento tecnológico e as mudanças institucionais
sejam consistentes com as necessidades atuais e futuras" (World
Commission on Environment and Development, 1987).
"A idéia de desenvolvimento sustentado também
está relacionada à de riqueza constante, no sentido
de que cada geração deve deixar para a próxima
pelo menos o mesmo nível de riqueza, considerada como a disponibilidade
de recursos naturais, de meio ambiente e de ativos produtivos. Desse
modo, toda vez que o desenvolvimento estiver baseado na utilização
de um recurso natural ou na degradação do meio ambiente,
a sociedade deverá utilizar parte do resultado dessa operação
na reconstrução do ambiente e na formação
de estoques de ativos produtivos" (Comune, 1992).
DESENVOLVIMENTO URBANO
urban development
développement urbain
desarrollo urbano
O processo
natural ou planejado de crescimento e diferenciação
de funções de um centro urbano.
"Processo de adequação e ordenamento, através
da planificação do meio urbano, em seus aspectos físicos,
econômicos e sociais; implica ainda expansão física
e demográfica, incremento das atividades produtivas, melhoria
de condições socioeconômicas da população,
conservação e melhoramento do meio ambiente e manutenção
das cidades em boas condições de funcionamento"
(SAHOP, 1978).
Processo
de degradação do solo, natural ou provocado por remoção
da cobertura vegetal ou utilização predatória,
que, devido a condições climáticas e edáficas
peculiares, acaba por transformá lo em um deserto; a expansão
dos limites de um deserto.
"A propagação das condições desérticas
para além dos limites do deserto, ou a intensificação
dessas condições desérticas dentro de seus
limites" (Diccionario de la Naturaleza, 1987).
"Alterações ecológicas que despojam a
terra de sua capacidade de sustentar as atividades agropecuárias
e a habitação humana" (SAHOP, 1978).
Destruição,
corte e abate indiscriminado de matas e florestas, para comercialização
de madeira, utilização dos terrenos para agricultura,
pecuária, urbanização, qualquer obra de engenharia
ou atividade econômica.
"São derrubadas de grandes quantidades de árvores,
sem a reposição devida, e que provocam desfolhamento
e intemperismo" (Carvalho, 1981).
"Caso
particular de esterilização em que a destruição
dos microorganismos se refere especificamente à eliminação
dos germes patogênicos, sem que haja destruição
total dos microorganismos" (IES, 1972).
"Extermínio, por processos químicos ou físicos,
de todos os organismos capazes de causar doenças infecciosas.
A cloração é o método de desinfecção
mais empregado nos processos de tratamento de despejos" (The
World Bank, 1978).
"Processo físico ou químico para eliminar organismos
capazes de causar enfermidades infecciosas" (Braile, 1983).
Ação
de extermínio de insetos, roedores e outros pequenos animais
transmissores de doenças.
"É o combate aos veículos transmissores (vetores
animais), como mosquitos, roedores, pulgas, piolhos etc." (Carvalho,
1981).
"É
a parte da desinfestação que combate os insetos transmissores
de moléstias" (Carvalho, 1981).
"Destruição dos insetos por processos físicos
(óleo em águas estagnadas, calor), biológicos
(predadores) e processos químicos (piretros, hidrocarbonetos,
clorados e derivados organo fosforados)" (Lemaire & Lemaire,
1975).
DESMATAMENTO (ver DESFLORESTAMENTO)
DESMEMBRAMENTO
Subdivisão
de um imóvel em lotes para edificação, desde
que seja aproveitado o sistema viário e não se abram
novas vias de circulação ou logradouros, nem se prolonguem
ou modifiquem os existentes, inclusive a subdivisão feita
por inventários decorrentes de herança, doação
ou extinção de comunhão de bens.
"É o parcelamento (do solo) sem urbanização,
isto é, sem abertura de logradouro" (Moreira Neto, 1976).
"Subdivisão de gleba em lotes destinados à edificação,
com aproveitamento do sistema viário existente, desde que
não implique na abertura de novas vias ou logradouros públicos,
nem no prolongamento, modificação ou ampliação
dos já existentes " (Lei nº 6.766, de 19.12.79).
Da
água
Separação dos sais da água do mar para sua
conversão em água potável e posterior utilização
em sistemas de abastecimento doméstico, na indústria
ou na irrigação.
"Os diversos procedimentos para a dessalinização
das águas podem classificar-se: 1. processos que utilizam
mudança de estado, como a destilação térmica,
a compressão do vapor e a congelação. 2. Processos
que utilizam as propriedades das membranas seletivas, como a eletrodiálise
e a osmose inversa. 3. processos químicos, como os intercâmbios
iónicos e os dissolventes seletivos. De todos, os mais utilizados
são a destilação, a eletrodiálise e
a osmose inversa." (Diccionario de la Naturaleza, 1987).
Do
solo
"Remoção dos sais do solo, geralmente por lavagem"
(Silva, 1973).
DETRITO
detritus
détritus
detrito, detritus
"Material
incoerente originário de desgaste de rochas" (DNAEE,
1976).
"Sedimentos ou fragmentos desagregados de uma rocha" (Guerra,
1978).
DIAGNÓSTICO AMBIENTAL
A expressão
diagnóstico ambiental tem sido usada na FEEMA e em outras
instituições brasileiras (órgãos ambientais,
universidades, associações profissionais) com conotações
as mais variadas. O substantivo diagnóstico do grego "diagnostikós",
significa o conhecimento ou a determinação de uma
doença pelos seus sintomas ou conjunto de dados em que se
baseia essa determinação. Daí, o diagnóstico
ambiental poder se definir como o conhecimento de todos os componentes
ambientais de uma determinada área (país, estado,
bacia hidrográfica, município) para a caracterização
da sua qualidade ambiental. Portanto, elaborar um diagnóstico
ambiental é interpretar a situação ambiental
problemática dessa área, a partir da interação
e da dinâmica de seus componentes, quer relacionados aos elementos
físicos e biológicos, quer aos fatores sócioculturais.
A caracterização da situação ou da qualidade
ambiental (diagnóstico ambiental) pode ser realizada com
objetivos diferentes. Um deles é, a exemplo do que preconizam
as metodologias de planejamento, servir de base para o conhecimento
e o exame da situação ambiental, visando a traçar
linhas de ação ou tomar decisões para prevenir,
controlar e corrigir os problemas ambientais (políticas ambientais
e programas de gestão ambiental).
Nesse sentido, a legislação de muitos países
determina a realização periódica desse tipo
de diagnóstico, em âmbito nacional, às vezes
incluindo, além da situação ambiental, uma
avaliação do resultado da política ambiental
ou dos programas de gestão que têm sido implementados.
Esses relatórios de diagnóstico denominam se, genericamente,
pelo PNUMA "National Environmental Reports", em inglês,
e "Diagnósticos Ambientales Nacionales", em espanhol.
O "National Environmental Policy Act (NEPA)", decretado
pelo governo dos Estados Unidos da América em 1970, estabeleceu
que o Presidente daquele país apresentará ao Congresso,
anualmente, um "Environmental Quality Report", a ser preparado
pelo "Council of Environmental Quality (CEQ)", que deve
conter: (1) o estado e a condição dos principais recursos
ambientais naturais, feitos ou alterados pelo homem, incluindo florestas,
terras secas e úmidas, campos, ambientes urbanos, suburbanos
e rurais; (2) as tendências existentes ou previsíveis
da qualidade, da gestão e da utilização de
tais ambientes e seus efeitos nas exigências sociais e culturais
da Nação; (3) a adequação dos recursos
naturais disponíveis às exigências humanas e
econômicas da Nação, à luz das necessidades
expressas pela população; (4) uma análise dos
programas e atividades (incluindo os regulamentos) do governo federal,
dos estados e dos governos locais, de entidades não governamentais
ou de indivíduos, com particular referência a seus
efeitos no ambiente e na conservação, desenvolvimento
e utilização dos recursos naturais; (5) um programa
para remediar as deficiências dos programas e atividades existentes,
juntamente com recomendações quanto à legislação.
Desde 1972, o CEQ tem apresentado os relatórios anuais correspondentes,
que são também publicados e comercializados normalmente
pela imprensa oficial americana.
Vários outros países reconheceram a importância
da elaboração dos diagnósticos ambientais nacionais
e determinaram por lei sua realização (Japão,
Suécia, Israel, Espanha, Itália, Alemanha, Venezuela
etc.). A entidade de proteção ambiental da Suécia
foi quem primeiro começou essa prática, em 1969. No
Brasil, a SEMA patrocinou a execução do primeiro Relatório
de Qualidade do Meio Ambiente (RQMA), publicado em 1984. O Decreto
nº 88.351, de 01.06.83, assim como os decretos que o modificaram
a partir de então, estabelece em seu artigo 16 a competência
do IBAMA para, com base em informação fornecida pelos
Órgãos Setoriais do SISNAMA, preparar anualmente um
relatório sobre a situação do meio ambiente
no País, incluindo os planos de ação e programas
em execução, a ser publicado e submetido à
consideração do CONAMA, em sua segunda reunião
do ano subsequente. No Estado do Rio de Janeiro, embora não
exista determinação legal neste sentido, a elaboração
de diagnósticos ambientais, no âmbito estadual, tem
sido praticada desde 1977, para apoio ao planejamento das atividades
da FEEMA ou para outros fins. O resultado do primeiro diagnóstico
ambiental do Estado foi um mapa onde se indicavam os mais importantes
problemas ambientais associados às diferentes formas de atuação
da FEEMA. Em 1978, publicou se o Diagnostico Ambiental do Estado
do Rio de Janeiro, para cinco das Regiões Programa. Para
a Região Metropolitana, havia sido realizado, em 1977, o
projeto "Índices de Qualidade do Meio Ambiente",
em convênio com a FUNDREM. Com a criação da
Divisão de Planejamento Ambiental, denominada, a partir de
1988, Divisão de Estudos Ambientais, tem sido realizados
alguns diagnósticos ambientais do Estado e de diversos municípios.
Outro uso e significado da expressão diagnóstico ambiental
que se tem disseminado no Brasil é o referente a uma das
tarefas ou etapas iniciais dos estudos de impacto ambiental (EIA)
que consistem na descrição da situação
de qualidade da área de influência da ação
ou projeto cujos impactos se pretende avaliar. Em francês,
essa etapa do EIA chama se "analyse de l'état de l'environnement".
Em inglês, assume diversas denominações, de
acordo com o autor ou o país de origem: "environmental
inventory" (Canter, 1977), definido como a descrição
completa do meio ambiente, tal como existe na área onde se
esta considerando a execução de uma dada ação;
"inicial reference state" (Munn, 1979), definida como
o conhecimento da situação ambiental da área,
por meio do estudo de seus atributos; "environmental setting"
e "description of baseline conditions" (Bisset, 1982);
"evaluation of existing situation" (Clark, 1979), definida
como a natureza das condições ambientais e socioeconômicas
existentes na área circunvizinha a um projeto proposto, de
modo que os impactos possam ser identificados e suas implicações
avaliadas; "baseline data" (Beanlands 1983). Em espanhol,
"marco ambiental" (legislação mexicana),
"situación ambiental" (Nicarágua). De um
modo geral, as diversas legislações nacionais de proteção
ambiental e seus procedimentos determinam a realização
de estudos sobre as condições ambientais da área
a ser afetada por um projeto ou ação, como parte do
relatório de impacto ambiental, definindo sua abrangência
de acordo com o conceito de meio ambiente estabelecido por lei (ver
os diversos conceitos legais em meio ambiente). A legislação
brasileira oficializou a expressão "diagnóstico
ambiental da área" para designar esses estudos, no item
correspondente ao conteúdo mínimo do Relatório
de Impacto Ambiental (RIMA) (§ 1º, art. 18, Decreto nº
88.351/83).
DIAGRAMA
DE SISTEMA
system diagram
diagramme de système
diagrama de flujo, diagrama de sistema
Método
de avaliação de impacto ambiental. Uma das formas
de rede de interação, baseada no diagrama de energia
desenvolvido por Odum, na década de 60, no qual são
representados o comportamento dos componentes de um ecossistema
e os aportes, fluxos e perdas da energia que circula em seu interior.
Analogamente, os diagramas de sistema, representando as interações
dos componentes de um sistema ambiental, usam a energia que chega,
circula e se perde, para detectar e quantificar os impactos diretos
e indiretos das ações que o perturbem, adotando como
indicador comum as alterações produzidas no fluxo
de energia.
DIFUSÃO
diffusion
diffusion
difusión
Em
controle da poluição do ar
"Em meteorologia, é a troca de parcelas fluídas,
inclusive de seus conteúdos e propriedades, entre regiões
da atmosfera, em movimento aparentemente aleatório, em escala
muito reduzida para ser tratada por equações de movimento"
(Stern, 1968).
"Quando as gotículas de líquido estão
dispersas entre partículas de poeira, estas se depositam
nas gotículas por meio de difusão, que é o
principal mecanismo de coleta de partículas menores que um
mícron (numa corrente gasosa). A difusão como resultado
da turbulência de um fluído também pode ser
um apreciável mecanismo de deposição de partículas
de poeira em gotículas de um spray" (Danielson, 1973).
DIFUSOR
diffuser
diffuseur
difusor
Em
controle da poluição do ar
"Placa ou tubo poroso através do qual o ar é
forçado a passar, dividindo-se em minúsculas bolhas
para sua difusão em um líquido. São comumente
feitos de carborundum, alumdum ou areia de sílica" (Lund,1971).
DIGESTÃO
digestion
digestion
digestión
"Degradação
anaeróbia de matérias orgânicas, em particular
dos lodos provenientes de uma degradação aeróbia
(depuração biológica)" (Lemaire &
Lemaire, 1975).
"Processo pelo qual a matéria orgânica ou volátil
do lodo é gaseificada, liqüefeita, mineralizada ou convertida
em matéria orgânica mais estável, através
da atividade aeróbia ou anaeróbia de microorganismos"
(ABNT, 1973).
DIGESTOR,
BIODIGESTOR
digester, biodigester
digesteur, bio digesteur
digestor, biodigestor
"Equipamento
para a digestão de matérias orgânicas, em particular
lodos das estações de tratamento biológico
de águas servidas. Trata se de grandes cubas cilíndricas
às vezes combinadas com uma parte inferior cônica para
espessamento dos lodos, enquanto a parte superior estanque permite
a captação dos gases da digestão" (Lemaire
& Lemaire, 1975).
"É um tanque, normalmente fechado, onde, por meio de
decomposição anaeróbia, há uma diminuição
do volume de sólidos e estabilização de lodo
bruto" (Braile, 1983).
"Tanque no qual o lodo é colocado para permitir a decomposição
bioquímica da matéria orgânica em substâncias
mais simples e estáveis" (ACIESP, 1980).
DILUIÇÃO
dilution
dilution
diluición
Em
poluição do ar, "difusão de poluente líquido,
sólido ou gasoso em uma parcela de ar e a mistura dessa parcela
com ar não contaminado até que a concentração
do poluente seja tão reduzida que se torne negligenciável
ou impossível de ser detectada" (Weisburd, 1962).
DINÂMICA
POPULACIONAL
population dynamics
dynamique de la population
dinámica de la población
"Estudo
funcional das características da população,
como crescimento, dispersão, mudanças de composição,
e em relação aos fatores intrínsecos e extrínsecos
que as determinam" (Forattini, 1992).
DIOXINA
dioxin
dioxine
dioxina
"Tetraclorodibezoparadioxina
(TCDD). Composto altamente tóxico e persistente, que se forma
na elaboração de herbicidas, como o 2,4,5T" (Diccionario
de la Naturaleza, 1987).
"São chamadas de ultravenenos, pela sua alta toxidez.
As dibenzoparadioxinas policloradas (PCDD) e os "furanos, são
duas séries de compostos com ligações tricíclicas
aromatizadas, involuntariamente sintetizadas de forma plana com
características físicas, biológicas, químicas
e tóxicas semelhantes (...) A dioxina tem uma DL/50 (dose
letal) de 0,001 Mg/Kg (sic)" (Braile, 1992).
DIQUE,
ESPIGÃO
dike, spur
digue, épi
dique
Estrutura
natural ou artificial que estanca, retém ou controla o nível
das águas de um rio, lago ou mar, ou que controla a erosão.
"Estrutura construída a partir das margens de um curso
d'água, transversalmente à corrente" (DNAEE,
1976).
DIREITO AMBIENTAL, DIREITO ECOLÓGICO
environmnental law
droit de l'environnement
derecho ambiental
Distingue
se de legislação ambiental, por considerar, além
do conjunto de textos dos diplomas e normas legais em vigor, as
jurisprudências e demais instrumentos da ciência jurídica
aplicados ao meio ambiente. Segundo Ballesteros (1982), a denominação
direito ambiental é mais adequada; a expressão direito
ecológico pode levar a que se limite sua aplicação
ao direito dos ecossistemas.
"Direito Ecológico é o conjunto de técnicas,
regras e instrumentos jurídicos sistematizados e informados
por princípios apropriados, que tenham por fim a disciplina
do comportamento relacionado ao meio ambiente" (Moreira Neto,
1976).
DIRETRIZ (DZ) (ver PRONOL)
DISPERSANTE
dispersant
dispersant
dispersante
"Produto
químico usado para quebrar concentrações de
matéria orgânica. Na limpeza de derrames de óleo
são usados para limpar as águas superficiais"
(Braile,1992).
"São produtos químicos que emulsificam, dispersam
ou solubilizam o óleo na coluna de água, ou atuam
de forma a acelerar o espalhamento da mancha sobre a superfície
da água e facilitar sua dispersão naquela coluna de
água" (Batalha, 1987).
DISCRICIONALIDADE
"É
a qualidade da competência cometida por lei à administração
pública para definir, abstrata ou concretamente, o resíduo
de legitimidade necessária para integrar a definição
dos elementos essenciais à prática de atos de execução,
necessária para atender a um interesse público específico"
(Diogo Figueiredo Moreira, apud Oliveira, 1994).
DISPERSÃO
dispersion
dispersion
dispersión
Em
controle da poluição
"Movimento de uma parcela de ar poluído inteira, quer
vertical como horizontalmente para fora de uma zona (...) Os processos
de diluição e de dispersão são simultâneos
e, quase sempre, o termo dispersão é usado para designar
tanto a mistura quanto o transporte (da parcela de ar poluído)"
(Weisburd, 1962).
"Ação de dispersar. A dispersão dos poluentes
atmosféricos por meio de chaminés. O grau de dispersão
é determinado por cálculos complexos em que intervêm
os parâmetros meteorológicos" (Lemaire & Lemaire,
1975).
Em
ecologia
"Termo que engloba tanto os esforços que realizam as
espécies para conseguir ampliar sua área corológica
(biogeográfica), como os que levam a cabo para nela sobreviver"
(Diccionario de la Naturaleza, 1987).
DISPOSIÇÃO
DE PAGAR
willingness to pay
disposition à payer
disposición para pagar
"O
que os consumidores se dispõem a pagar por um bem ou serviço.
Dependendo de o quanto desejam o bem ou serviço, alguns consumidores
podem se dispor a pagar substancialmente mais do que o preço
de mercado real" (Hansen, 1978).
"Este conceito econômico reflete a medida de valor (ou
utilidade) que os consumidores atribuem às mercadorias que
desejam comprar. Como os serviços ambientais ou o uso futuro
dos recursos naturais não têm mercados próprios
específicos, identificam-se mercados de recorrência
ou mercados hipotéticos (grifado no original) nos quais seja
possível determinar esses valores" (Motta, s/d).
DISTRITO INDUSTRIAL
"É
uma área industrial onde o planejador promoveu a utilização
de infra estrutura industrial necessária ao estabelecimento
de um processo de desenvolvimento industrial" (CODIN, s/data).
"Toda área industrial planejada, estritamente vinculada
a um núcleo urbano e dotada de infra estrutura física
e serviços de apoio necessários para a indução
de um processo de desenvolvimento industrial" (FUNDREM, 1982).
DIVERSIDADE
BIOLÓGICA (ver BIODIVERSIDADE)
DIVISOR
DE ÁGUAS
water parting
ligne de partage des eaux
divisoria de aguas
"Linha
limite ou fronteira que separa bacias de drenagem adjacentes' (DNAEE,
1976).
"Linha separadora das águas pluviais" (Guerra,
1978)
DOCUMENTOS
GERAIS (ver PRONOL)
DOSE
LETAL (DL)
lethal dose (LD)
dose létale (DL)
dosis letal (DL)
"Dose
que provoca a morte. Esta pode resultar da ingestão, da inalação
ou da injeção efetuada a título experimental"
(Lemaire & Lemaire, 1975).
Dose letal 50% DL50
"Dose de uma substância capaz de matar 50% dos animais
ensaiados e que é expressa em mg de produto por kg de peso
corpóreo " (FEEMA/PRONOL DG 1017).
DOSE
MÉDIA
average dose
dose moyenne
dosis mediana
"Média
aritmética de uma dose de radiação. A média
pode ser tomada com relação ao tempo, número
de pessoas, local ou distribuição da dose pela pele"
(Braile, 1992).
DQO
(ver DEMANDA QUÍMICA DE OXIGÊNIO)
DRENAGEM
drainage
drainage
drenaje
"Remoção
natural ou artificial da água superficial ou subterrânea
de uma área determinada" (Helder G. Costa, informação
pessoal, 1985).
"Remoção da água superficial ou subterrânea
de uma área determinada, por bombeamento ou gravidade"
(DNAEE, 1976).
"Escoamento de água pela gravidade devido à porosidade
do solo" (Goodland. 1975).
DUNAS COSTEIRAS OU MARÍTIMAS
shore sand dunes
dune côtière
duna costera
"São
acumulações arenosas litorâneas, produzidas
pelo vento, a partir do retrabalhamento de praias e restingas"
(FEEMA Proposta de decreto de regulamentação da Lei
nº 690 de 01.12.83).
"Montes de areia móveis, depositados pela ação
do vento dominante, localizadas na borda dos litorais" (Guerra,
1978).
"Formação arenosa produzida pela ação
dos ventos, no todo ou em parte estabilizada ou fixada pela vegetação"
(Resolução nº 004, de 18.09.85, do CONAMA).
Antedunas
"Também chamadas "dunas exteriores", podem
ser cobertas periodicamente pelo mar que avança. Ao recuar
o mar, a água que persiste entre as partículas de
areia evapora e um grande teor salino se origina, por conseguinte,
nessas areias. Só plantas que toleram um alto teor de sal
aí podem viver, desde que providas, simultaneamente, de adaptações
que lhes permitam viver sobre areia movediça. Estolhos de
enorme comprimento e tufos de caules, ambos formando subterraneamente
uma trama de numerosas raízes, são muito comuns"
(Ferri, 1981).