Por
analogia ao conceito de bacia hidrográfica, cunhou-se em
português a expressão "bacia aérea"
para designar área em que o relevo, as correntes eóleas
e o fenômeno de dispersão dos poluentes do ar determinam
a extensão dos impactos diretos e indiretos das atividades
humanas na qualidade do ar. O conceito corresponde, em inglês
a "pollution zone", definido como os "limites geográficos
e seu território contínuo ou adjacente, das áreas
afetadas (direta ou indiretamente) por um fluxo de ar poluído
e nas quais tanto as fontes quanto os efeitos da poluição
do ar se concentram" (Weisburd, 1962).
"Expressão impropriamente utilizada como sinônimo
de região de controle da qualidade do ar" (Batalha,
1987).
(ver também CLASSIFICAÇÃO DE ÁREAS
DE QUALIDADE DO AR)
BACIA
DE ESTABILIZAÇÃO (ver LAGOA DE ESTABILIZAÇÃO)
BACIA
HIDROGRÁFICA, BACIA FLUVIAL
river basin
bassin, bassin hydrographique
cuenca
"Área
cujo escoamento das águas superficiais contribui para um
único exutório" (FEEMA/PRONOL DZ 104).
"Área de drenagem de um curso d'água ou lago"
(DNAEE, 1976).
"Área total drenada por um rio e seus afluentes"
(The World Bank, 1978).
"Conjunto de terras drenadas por um rio principal e seus afluentes"
(Guerra, 1978).
"São grandes superfícies limitadas por divisores
de águas e drenadas por um rio e seus tributários"
(Carvalho, 1981).
"Depressão
enchida com detritos carregados das águas circunjacentes
(...) As bacias sedimentares podem ser consideradas como planícies
aluviais que se desenvolvem, ocasionalmente, no interior do continente"
(Guerra, 1978).
BACTÉRIAS
bacteria
bactéries
bacterias
"Organismos
vegetais microscópicos, geralmente sem clorofila, essencialmente
unicelulares e universalmente distribuídos" (ABNT, 1973).
Bactérias de origem fecal (ver COLIFORME FECAL).
Depressão
do terreno ou planície entre montanhas e o mar.
"Área deprimida em relação aos terrenos
contíguos. Geralmente se designa assim as zonas próximas
ao mar; algumas vezes, usa se o termo como sinônimo de planície"
(Guerra, 1978).
BALANÇO ENERGÉTICO
energy balance
bilan énergétique
balance energético
"Estudo
que compara a energia que entra (em um sistema) no começo
de um processo com a energia que sai ao seu final, considerando,
ao mesmo tempo, as diferentes transformações que sofre
a energia ao longo do mesmo" (Diccionario de la Naturaleza,
1987).
BALANÇO HÍDRICO
water balance
bilan hydrique
balance hídrico
"Balanço
das entradas e saídas de água no interior de uma região
hidrológica bem definida (uma bacia hidrográfica,
um lago), levando em conta as variações efetivas de
acumulação" (DNAEE, 1976).
BANCO DE AREIA, BARRA, COROA
bar
barre
banco de arena, barra
Deposição
de material sobre o fundo de um lago, de um rio, de sua foz, ou
do mar, junto à costa, em resultado do perfil do fundo, das
correntes dominantes e da ocorrência de sedimentos.
"Banco de sedimentos (areia, cascalho, por exemplo) depositado
no leito de um rio, constituindo obstáculos ao escoamento
e à navegação" (DNAEE, 1976).
"Acumulação de aluviões e seixos nas margens
dos rios e na beira dos litorais onde predominam as areias"
(Guerra, 1978).
BANHADO
"Termo
derivado do espanhol "bañado", usado no sul do
Brasil para as extensões de terras inundadas pelos rios.
Constituem terras boas para a agricultura, ao contrário dos
pântanos" (Guerra, 1978).
(ver também TERRAS ÚMIDAS)
BARRA
(ver BANCO DE AREIA)
BARRAGEM
dam, barrage
barrage
presa, represa
"Barreira
dotada de uma série de comportas ou outros mecanismos de
controle, construída transversalmente a um rio, para controlar
o nível das águas de montante, regular o escoamento
ou derivar suas águas para canais" (...) Estrutura que
evita a intrusão de água salgada em um rio, sujeito
a influência das mares (...) Obra de terra para conter as
águas de um rio em determinado trecho ou para evitar as inundações
decorrentes de ondas de cheia ou de marés" (DNAEE, 1976).
(ver também DIQUE)
O
conceito de barreira ecológica, desenvolvido para definir
os limites biogeográficos de expansão das espécies,
tem se aplicado, em estudos ambientais, para designar tanto os obstáculos
naturais quanto o resultado de algumas ações humanas
que tendam a isolar ou dividir um ou mais sistemas ambientais, impedindo
assim as migrações, trocas de matéria e energia
e outras interações. Por exemplo, a abertura de uma
rodovia pode constituir, ao atravessar uma floresta ou um pântano,
uma barreira ecológica.
"São formações que isolam uma espécie
das outras" (Martins, 1978).
"Obstáculo biogeográfico à dispersão
dos organismos. Pode tratar-se de barreira física, como uma
cordilheira ou uma brusca mudança de clima, ou biológica,
como a falta de alimentos" (Diccionario de la Naturaleza, 1987).
BARREIRA DE RUÍDO
noise barrier
barrière de bruit
barrera de ruidos
Barreiras
de vegetação, paredes ou muros de diferentes alturas
e materiais, instalados entre uma fonte de ruído (indústria,
máquinas, rolamento de automóveis em uma estrada etc.)
e os receptores (habitantes), com o objetivo de reduzir os níveis
sonoros a padrões aceitáveis, mitigando assim os impactos
diretos e indiretos dessa fonte.
BEM-ESTAR
SOCIAL
social welfare
bien-être social, interêt social
bienestar social
"É
o bem comum, o bem da maioria, expresso sob todas as formas de satisfação
das necessidades coletivas. Nele se incluem as exigências
naturais e espirituais dos indivíduos coletivamente considerados;
são as necessidades vitais da comunidade, dos grupos e das
classes que compõem a sociedade" (Meireles, 1976).
BENEFÍCIOS SOCIAIS
social benefits
bénéfices sociaux, acquis sociaux
beneficios sociales
"Termo
às vezes usado em dois sentidos: (a) Todos os ganhos em bem
estar que fluem de uma determinada decisão econômica,
quer ou não acumulados pelo indivíduo ou instituição
que tome a decisão, isto é, o aumento total de um
bem estar da sociedade como um todo, incluindo quem tomou a decisão:
(b) Os ganhos percebidos, não pelo indivíduo ou entidade
que tomou a decisão, mas pelo resto da sociedade. Assim,
benefício social opõe se a benefício privado"
(Bannock et alii, 1977).
BENS
AMBIENTAIS
"São
os bens, sejam eles públicos ou particulares, tutelados juridicamente
pela legislação ambiental, visando a propiciar vida
digna à coletividade. São conceituados como bens de
interesse público. Por isso, o Poder Público pode
atuar sobre esses bens, ora retirando a propriedade, ora restringindo-a,
ora onerando-a" (Miriam Fontenelle, informação
pessoal, 1996).
BENS
PARTICULARES
"São
aqueles bens pertencentes aos indivíduos e que foram registrados
no Registro Geral de Imóveis, em seus próprios nomes"
(Miriam Fontenelle, informação pessoal, 1996).
BENS
PÚBLICOS
"São
bens de domínio do Estado, sujeitos a um regime administrativo
especial que os torna, em princípio, inalienáveis,
imprescindíveis e impenhoráveis. Podem se classificar
pela titularidade (bens públicos pertencentes à União,
aos Estados e aos Municípios, federais, estaduais e municipais),
quanto ao uso (bens de uso comum, bens de uso especial, bens dominicais),
quanto à destinação original, à disponibilidade
e à natureza física" (Moreira Neto, 1976).
"Em sentido amplo, são todas as coisas, corpóreas
ou incorpóreas, imóveis, móveis e semoventes,
créditos diretos, ações, que pertencem, a qualquer
título, às entidades estatais, autárquicas
e parestatais" (Meireles, 1976).
"São aqueles que pertencem à União, estando
cadastrados no Serviço de Patrimônio da União,
dos estados e municípios, além das terras devolutas
que protegem as fronteiras, correntes d'água que banhem mais
de um estado ou estejam dentro do território nacional, ilhas
fluviais e lacustres, praias marítimas, ilhas oceânicas
e costeiras, recursos naturais da Plataforma Continental e da Zona
Econômica Exclusiva, o mar territorial, terrenos de marinha
e seus acrescidos, potenciais de energia hidráulica, recursos
minerais, cavidades naturais subterrâneas, sítios arqueológicos
e pré-históricos, as terras ocupadas pelos índios"
(Miriam Fontenelle, informação pessoal, 1996).
Bens
dominicais ou do patrimônio disponível
"Se os bens públicos não receberam ou perderam
uma destinação coletiva ou especial podendo vir a
ser utilizados de futuro, para qualquer fim, temos os bens dominicais.
Esse tipo enseja ao Estado uma possibilidade legal de disposição,
quase semelhante à aberta pelo regime privado" (Moreira
Neto, 1976).
(ver também UTILIZAÇÃO PRIVATIVA e
AFETAÇÃO DE US0)
Bens
públicos de uso comum ou do domínio público
"Se o uso é aberto ao público, como as ruas,
as praças, as avenidas, as estradas, as praias, os rios etc.,
temos um bem público de uso comum. A liberdade de utilização
poderá ou não estar sujeita a restrições,
como, por exemplo, o pagamento de pedágios em estradas ou
a autorização para um comício ou passeata"
(Moreira Neto, 1976).
"São os mares, rios, estradas, ruas, praias. Enfim,
todos os locais abertos à utilização pública
adquirem esse caráter de comunidade, de uso coletivo, de
fruição do próprio povo" (Meireles, 1976).
Bens
públicos de uso especial ou do patrimônio administrativo
"Se o uso é restrito, de modo a atender a execução
ou apoio de serviços públicos, temos o bem público
de uso especial, como são os edifícios públicos,
as praças militares, os navios e aeronaves de guerra, os
mercados, os veículos oficiais etc (...) Sua utilização
pode ser outorgada a pessoas que preencham determinados requisitos
legais" (Moreira Neto, 1976).
"São os que se destinam especialmente à execução
dos serviços públicos e, por isso mesmo, são
considerados instrumentos desses serviços: não integram
propriamente a administração, mas constituem o aparelho
administrativo, tais como os edifícios das repartições
públicas, os terrenos aplicados aos serviços públicos,
os veículos da Administração, os matadouros,
os mercados e outras serventias, que o Estado põe à
disposição do público, mas com destinação
especial" (Meireles, 1976).
BENTOS
benthos
benthos
bentos
Termo
adotado por Haekel para designar o conjunto dos organismos que vivem
no fundo dos mares, assim distinguindo os do plâncton (adjetivo:
bentônico).
"Organismos aquáticos, fixados ao fundo, que permanecem
nele ou que vivem nos sedimentos do fundo" (Odum, 1972).
"Conjunto de seres vivos que habitam, permanentemente ou preferencialmente,
o fundo dos mares" (Guerra, 1978).
"Organismos que vivem no fundo de um ecossistema aquático,
por exemplo, os animais macro-invertebrados, que constituem uma
porção do bentos total" (USDT, 1980).
"Conjunto de organismos associados com o fundo de um corpo
d'água, ou seja, com a interface sólido líquida
dos sistemas aquáticos" (ACIESP, 1980).
BERMA
berm
berme
berma
"Encosta
de praia que fica entre a arrebentação e a vista das
dunas ou do cordão litorâneo" (FEEMA, 1985).
BHC
BHC
BHC
BHC
Benzeno
hexacloro (hexacloreto de benzeno) existente sob nove formas isoméricas,
cuja fórmula é um poderoso inseticida conhecido pelos
nomes de lindano e gamexane" (Lemaire & Lemaire, 1975).
BIFENILAS
POLICLORADAS (PCB, ASCAREL)
"São
substâncias orgânicas que consistem em uma molécula
bifenila, com ou sem substituintes alquila ou arila, na qual mais
de um átomo de cloro é substituído no núcleo
bifenila. Os produtos comerciais são misturas de compostos
clorados em vários graus, de acordo com o uso pretendido,
também podendo conter baixos teores de impurezas altamente
tóxicas como clorobenzotioxinas e policlorodibenzofuranos.
Os óleos que contêm PCBs são conhecidos, sob
denominações comerciais, como Ascarel, Aroclor, Clophen,
Phenoclor, Kaneclor, Pyroclor, Inerteen, Pyranol, Pyralene e outros.
São óleos que apresentam PCBs em sua composição
química, combinados com solventes orgânicos (...) Os
PCBs podem se apresentar como óleo ou sólido branco
cristalino, tendendo a sedimentar se quando em mistura com água,
em função de seu maior peso específico (...)
Os efeitos tóxicos dos PCBs nos seres humanos, a partir da
ingestão ou do contato, passaram a ser observados através
do acompanhamento de inúmeros acidentes, o pior deles ocorrido
em 1968, no Japão, quando mais de 1500 pessoas foram afetadas
com óleo de arroz contaminado" (FEEMA, 1988).
BIOACUMULAÇÃO,
ACUMULAÇÃO NA CADEIA ALIMENTAR
bioaccumulation
bio-accumulation
bioacumulación
"O
lançamento de resíduos ou dejetos, mesmo em pequenas
quantidades, pode ser a causa de uma lenta acumulação
pelo canal dos produtores vegetais e dos consumidores ulteriores
(herbívoros, carnívoros). Esta concentração
na cadeia alimentar pode constituir uma ameaça direta para
os organismos vegetais e animais, assim como para os predadores,
inclusive o homem. A bioacumulação é mais freqüente
e pronunciada no meio aquático. Sua importância depende
da taxa de metabolismo, ou de eliminação dos produtos,
considerada em cada organismo aquático. Os seguintes produtos
são conhecidos como tendo tendência a se acumular nos
sistemas marinhos: compostos de cádmio, mercúrio e
chumbo, Aldrin, Dieldrin, Endrin, DDT, difenilas polihalogenadas,
hexacloro benzeno, BHC, heptacloro" (Lemaire & Lemaire,
1975).
BIOCENOSE,ASSOCIAÇÃO
biocenosis, biotic community
biocénose
biocenosis, comunidad biótica
"Entende
se por biocenose uma comunidade formada por plantas e animais que
se condicionam mutuamente e se mantêm em um estado estacionário
dinâmico, em virtude de reprodução própria,
e só dependem do ambiente inanimado exterior à biocenose
(ou exterior ao biótopo, que é o ambiente físico
co extensivo com a biocenose em questão), mas não,
ou não essencialmente, dos organismos vivos exteriores"
(Margaleff, 1980).
"É um grupamento de seres vivos reunidos pela atração
não recíproca exercida sobre eles pelos diversos fatores
do meio; este grupamento caracteriza se por determinada composição
específica, pela existência de fenômenos de interdependência,
e ocupa um espaço chamado biótopo" (Dajoz, 1973).
"É um conjunto de populações animais ou
vegetais, ou de ambos, que vivem em determinado local. Constitui
a parte de organismos vivos de um ecossistema" (Carvalho, 1981).
(ver também COMUNIDADE BIÓTICA)
BIOCIDA
biocidal
biocide
biocida
"Substâncias
químicas, de origem natural ou sintética, utilizadas
para controlar ou eliminar plantas ou organismos vivos considerados
nocivos à atividade humana ou à saúde"
(ACIESP, 1980).
BIOCLIMA
bioclimate
bioclimat
bioclima
Relação
entre o clima e os organismos vivos. As condições
atmosféricas, principalmente a temperatura, a umidade e a
insolação, são um dos fatores determinantes
de distribuição geográfica das plantas, o que
levou à criação de uma classificação
climática da cobertura vegetal. Algumas espécies também
estão ligadas a zonas climáticas, embora outras sejam
adaptáveis a ampla variedade de climas.
"Área geográfica homogênea, caracterizada
por um regime climático dominante que provoca uma resposta
estrutural da vegetação (harmonia/clima/solo/vegetação)"
(Dansereau, 1978).
Decomposição
por processos biológicos naturais.
"Processo de decomposição química, como
resultado da ação de microorganismos" (The World
Bank, 1978).
"Destruição ou mineralização de
matéria orgânica natural ou sintética por microorganismos
existentes no solo, na água ou em sistema de tratamento de
água residuária" (ACIESP, 1980).
Substância
que pode ser decomposta por processos biológicos naturais.
"Diz se dos produtos suscetíveis de se decompor por
microorganismos" (Lemaire & Lemaire, 1975).
"Um grande número de substâncias dispersas no
meio ambiente são instáveis (...) Em muitos casos,
os microorganismos bactérias edáficos ou aquáticos
desempenham um papel ativo nessa decomposição; diz
se então que a substância é biodegradável"
(Charbonneau, 1979).
"Refere-se
à variedade ou à variabilidade entre os organismos
vivos, os sistemas ecológicos nos quais se encontram e as
maneiras pelas quais interagem entre si e a ecosfera; pode ser medida
em diferentes níveis: genes, espécies, níveis
taxonômicos mais altos, comunidades e processos biológicos,
ecossistemas, biomas; e em diferentes escalas temporais e espaciais.
Em seus diferentes níveis, pode ser medida em número
ou freqüência relativa" (Torres, 1992)
BIOENSAIO
bioassay
bioessai
bioensayo
Determinação
da eficiência relativa de uma substância (vitaminas,
metais, hormônios), pela comparação de seus
efeitos em organismos vivos com um padrão de comportamento.
"Emprego de organismos vivos para determinar o efeito biológico
de certas substâncias, fatores ou condições"
(The World Bank, 1978).
"Método de determinação do efeito letal
das águas residuárias pelo uso da experimentação
de laboratório, com emprego de diversos organismos, ou apenas
peixes vivos, obedecendo a condições padrão
de ensaio" (Carvalho, 1981).
"É feito com o emprego de organismos vivos, para determinar
o efeito biológico de algumas substâncias, elementos
ou condições" (Braile, 1983).
BIOGÁS
biogas
biogaz
biogás
Gás
produzido na fase de gaseificação do processo de digestão
(degradação anaeróbia de matéria orgânica).
O biogás contém de 65 a 70% de metano, 25 a 30% de
monóxido de carbono e pequenas quantidades de oxigênio,
nitrogênio, óxidos de carbono, hidrocarburetos e gás
sulfídrico. O poder calorífico do biogás é
de 5.200 a 6.200 Kcal/m3" (Lemaire & Lemaire, 1975).
"Gás procedente do tratamento agro-energético
de biomassa" (Diccionario de la Naturaleza, 1987).
BIOMA
biome
biome
bioma
A
unidade biótica de maior extensão geográfica,
compreendendo várias comunidades em diferentes estágios
de evolução, porém denominada de acordo com
o tipo de vegetação dominante: mata tropical, campo
etc.
"É uma unidade de comunidade biótica, facilmente
identificável, produzida pela atuação recíproca
dos climas regionais com a biota e o substrato, na qual a forma
de vida da vegetação climática clímax
é uniforme. O bioma inclui não somente a vegetação
climática clímax, como também o clímax
edáfico e as etapas de desenvolvimento, os quais estão
dominados, em muitos casos, por outras formas de vida" (Odum,
1972).
"É um grupamento de fisionomia homogênea e independente
da composição florística. Estende se por uma
área bastante grande e sua existência é controlada
pelo macroclima. Na comunidade terrestre, os biomas correspondem
às principais formações vegetais naturais"
(Dajoz, 1973).
"É uma comunidade maior composta de todos os vegetais,
animais e comunidades, incluindo os estágios de sucessão
da área. As comunidades de um bioma possuem certa semelhança
e análogas condições ambientais. É a
unidade ecológica imediatamente superior ao ecossistema"
(Carvalho, 1981).
"Um ecossistema em larga escala que cobre grande área
do continente, em que prevalece um tipo de vegetação
e habita certo tipo de clima ou determinado segmento de um gradiente
de clima" (ACIESP, 1980).
BIOMASSA
biomass
biomasse
biomasa
"É
o peso vivo, conjunto constituído pelos componentes bióticos
de um ecossistema: produtores, consumidores e desintegradores"
(Odum, 1972).
"É a quantidade máxima de material vivo, em peso,
tanto de vegetais quanto de animais, em um hábitat, em determinada
época do ano" (Negret, 1982).
"A quantidade (por exemplo, o peso seco) de matéria
orgânica presente, a um dado momento, numa determinada área"
(Goodland, 1975).
"É o peso total de todos os organismos vivos de uma
ou várias comunidades, por uma unidade de área. É
a quantidade de matéria viva num ecossistema" (Carvalho,
1981).
BIOTA
biota
biote
biota
Conjunto
dos componentes vivos (bióticos) de um ecossistema.
"Todas as espécies de plantas e animais existentes dentro
de uma determinada área" (Braile, 1983).
"Ciência
multidisciplinar relacionada à aplicação integrada
de conhecimento nos campos de biologia, bioquímica, genética,
microbiologia e engenharia química (...) é o uso de
microorganismos, plantas, células humanas ou de animais para
a produção de algumas substâncias em escala
industrial" (Braile, 1992).
BIÓTOPO
biotope
biotope
biotopo
"É
o espaço ocupado pela biocenose. O biótopo é
'uma área geográfica de superfície e volume
variáveis, submetida a condições cujas dominantes
são homogêneas (Peres, 1961). Para Davis (1960), o
biótopo é uma extensão mais ou menos bem delimitada
da superfície, contendo recursos suficientes para poder assegurar
a conservação da vida. O biótopo pode ser de
natureza orgânica ou inorgânica" (Dajoz, 1973).
"Lugar onde há vida. É o componente físico
do ecossistema (Margaleff, 1980).
"É uma unidade ambiental facilmente identificável,
podendo ser de natureza inorgânica ou orgânica, e cujas
condições de hábitat são uniformes.
Pode abrigar uma ou mais comunidades. É geralmente a parte
não viva do ecossistema" (Carvalho, 1981).
"O microhábitat, ou lugar, substrato, microclima e situação
exatos de uma espécie, dentro de uma comunidade" (ACIESP,
1980).
BLOOM
DE ALGAS (ver FLORAÇÃO DE ALGAS)
BREJO
swamp
marais
humedal
Terreno
molhado ou saturado de água, algumas vezes alagável
de tempos em tempos, coberto com vegetação natural
própria na qual predominam arbustos integrados com gramíneas
rasteiras e algumas espécies arbóreas.
"Terreno plano, encharcado, que aparece nas regiões
de cabeceira, ou em zonas de transbordamento de rios e lagos"
(Guerra, 1978).
"Comunidade de plantas herbáceas, eretas e autossustentantes,
que vive enraizada no solo sempre (ou quase sempre) coberto por
água ou em que o lençol freático é tão
próximo da superfície que o solo é sempre saturado"
(ACIESP, 1980).
(ver também TERRAS ÚMIDAS)
BURITIZAL
"Floresta
ou aglomeração de buritis - Mauricia vinifera, no
Brasil Central" (Silva, 1973).