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ENCONTROS LITERÁRIOS

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PROJETO CULTURAL E SOCIOAMBIENTAL

ENCONTROS
LITERÁRIOS

Para contribuir com o incentivo ao hábito da leitura, despertar novos talentos literários, estimular a inclusão digital e a formação da cidadania socioambiental planetária dos jovens alunos.



Apresentação

“O livro e a leitura devem se transformar, de fato, em pólos disseminadores de humanismo para o desenvolvimento e o aperfeiçoamento da sociedade. No fundo, no fundo, como qualquer outra coisa que a gente faz na vida, as pessoas têm que aprender a gostar de ler desde pequenos. Até 2010, o objetivo é dobrar o número de leitores em todo o nosso País.“ - Presidente Lula (durante audiência com personalidades do mundo do livro - Brasília - DF, 21/09/2006)

Não por acaso, o Projeto “ENCONTROS LITERÁRIOS” busca a sinergia com o Plano Nacional do Livro e Leitura — PNLL, primeiro para reconhecimento da importância do PNLL, segundo, pelos objetivos comuns, transformar a qualidade da capacidade leitora do Brasil.

Trazer a leitura para o dia-a-dia do brasileiro e formar uma geração de cidadãos conscientes e responsáveis ambientais e socialmente, nas condições de desigualdade que persistem na sociedade brasileira, é tarefa complexa que exige esforços conjugados de todos que têm compromissos e responsabilidades com o país. É preciso salientar que nós só teremos sucesso se conseguirmos consolidar efetivamente um pacto republicano para a atuação conjunta: não é nenhum governo, nem um setor em particular, é a Sociedade brasileira que exige a consolidação de uma ação concertada para o livro e leitura e para a educação socioambiental em nosso país. Todo investimento neste setor é extremamente recompensador. A sociedade reconhece e agradece.

Por isso, o Projeto “ENCONTROS LITERÁRIOS” aceita o desafio proposto no PNLL e se propõe a fazer a sua parte neste esforço comum, pois os desafios da educação brasileira são muitos e superá-los exige, necessariamente, um esforço conjunto e articulado entre Poder Público, iniciativa privada e organizações do Terceiro Setor, entre outros setores da sociedade, para a promoção do domínio da leitura e da escrita especialmente ao longo da vida escolar.

De todas as organizações da sociedade, a escola é a mais qualificada para exercer o papel central na garantia do direito à educação e, além dele, do direito a aprender sobre meio ambiente. A Educação Ambiental está na Lei nº 9.795/99, que estabelece a Política Nacional de Educação Ambiental. A Lei afirma em seu Artigo 2º, que “a Educação Ambiental é um componente essencial e permanente na Educação nacional, devendo estar presente, de forma articulada, em todos os níveis e modalidades do processo educativo, em caráter formal e não-formal”. O Artigo 3º, inciso II, complementa a idéia ao prescrever que cabe às “instituições educativas promover a Educação Ambiental de maneira integrada aos programas educacionais que desenvolvem”.

Entretanto, entre a teoria e a prática ainda existe um abismo que este projeto pretende contribuir no enfrentamento. Segundo a Pesquisa MEC/Unesco de 2005, “O que fazem as escolas que dizem que fazem Educação Ambiental”, organizada por Rachel Trajber e Patrícia Ramos Mendonça, que abrangeu cerca de 418 escolas em todo o país, com quase a totalidade das escolas de ensino fundamental com Educação Ambiental, a queima de lixo ainda é uma prática comum a 36% das escolas, em 2001, crescendo para 41%, em 2004, e a reciclagem continua extremamente reduzida.

Apesar de uma das funções mais importantes da escola ser o seu poder de transformação e influência da comunidade na qual esta inserida, apenas 8% das escolas possui alguma interação com a comunidade! As questões socioambientais locais poderiam estar servindo como temas norteadores na formação de canais de diálogo e comunicação entre Escola e comunidade, pelo impacto significativo que exerce na mobilização da cidadania, capaz de romper com a inércia, e estimulando ações diretas através dos alunos e dos seus pais o que fatalmente resultará em melhorias das condições socioambientais locais e no fortalecimento da cidadania socioambiental crítica e participativa rumo a uma sociedade de baixo carbono e sustentável.

Nessa tarefa os professores não estão sozinhos. A equipe pedagógica do Projeto desenvolveu um importante material de apoio para ser trabalhado nas escolas.


Biblioteca Socioambiental “AMIGA DO PLANETA”


‘'Todo artista tem de ir aonde o povo está' –
Caçador de Mim (1989)
- Milton Nascimento.


As escolas receberão gratuitamente uma Biblioteca Socioambiental “AMIGA DO PLANETA” completa com o seguinte conteúdo cultural:

  • 1 DVD com três filmes relacionados aos temas ÁGUA SEM ÓLEO, CONSUMIDOR RESPONSÁVEL e ESCOLA SEM CARBONO além de outros conteúdos educativos fornecido por sites e portais parceiros, contendo ainda o conteúdo integral do PORTAL DO MEIO AMBIENTE para facilitar o acesso onde a internet for insuficiente;
  • 1 bolsa no cursos à distância “Como Fazer Educação Ambiental”, realizado em parceria com a UFF – Universidade Federal Fluminense;
  • 1 bolsa no curso à distância “Como Administrar com Consciência Ecológica”, realizado em parceria com a UFF – Universidade Federal Fluminense;
  • 1 Caderno do Professor com 52 páginas com dicas e sugestões para o uso dos livros do autor em sala de aula, e o passo a passo para a implantação e gestão de um Clube de AMIGOS DO PLANETA na escola, com detalhamento de suas principais campanhas e a metodologia de cálculo e compensação das emissões de carbono anuais da escola através do plantio, no Dia da Árvore, em unidade de conservação pública próxima da escola, com preferência para espécies nativas do bioma em que estiver a Escola, que enriqueçam a floresta com alimentos para os animais e que forme corredores de biodiversidade entre ‘ilhas de florestas’;
  • 3 cartazes educativos sobre o Dia Mundial da Água (com ênfase no combate ao desperdício), o Dia Mundial do Meio Ambiente (com ênfase em Consumo Responsável) e Dia Mundial da Árvore (com ênfase em Mudanças Climáticas e o papel das árvores), para ser trabalhado em sala de aula;
  • 3 cartazes de divulgação do projeto;
  • 3 jogos infanto-juvenis sobre os temas ÁGUA SEM ÓLEO, CONSUMIDOR RESPONSÁVEL e ESCOLA SEM CARBONO
  • 3 exemplares da REVISTA DO MEIO AMBIENTE;
  • 12 exemplares de livros autografados pelo autor, incluindo os seguintes títulos: Amigos do Planeta; O Tribunal dos Bichos; A Criação e a Ação Humana; O Desafio do Mar; O Desafio de Escolher; Como Fazer Educação Ambiental; Pensamento Ecológico; Como Administrar com Consciência Ecológica; É Possível Ser Feliz; Parábola da Felicidade; Escolhas de uma vida (INÉDITO); O Futebol e a Vida (INÉDITO).


Objetivos

O projeto “ENCONTROS LITERÁRIOS” irá assegurar a democratização da informação socioambiental e o acesso à leitura e ao livro para ampliar a consciência socioambiental da sociedade com base na compreensão de que a leitura e a escrita são instrumentos indispensáveis na época contemporânea para que o ser humano possa desenvolver plenamente suas capacidades, seja no nível individual, seja no âmbito coletivo. Há a convicção de que somente assim é possível que, na sociedade da informação e do conhecimento, ele exerça de maneira integral seus direitos, participe efetivamente dessa sociedade, melhore seu nível educativo (em amplo sentido), fortaleça os valores democráticos, seja criativo, conheça os valores e modos de pensar de outras pessoas e culturas e tenha acesso às formas mais verticais do conhecimento e à herança cultural da humanidade. Trata-se de intensa valorização dos caminhos abertos ao indivíduo pela cultura escrita, sem que se deixe de reconhecer e se tente apoiar e preservar a cultura oral de nosso povo.

Numa ação conjunta com prefeituras aliadas a padrinhos (pessoas físicas, ONGs e empresas públicas e privadas), e em parceria com as escolas, o Projeto “ENCONTROS LITERÁRIOS” tem como principais objetivos:

    1. Facilitar o acesso democrático e cotidiano aos livros sobre temas socioambientais, entre outros bens culturais. Articular os jovens alunos em torno da importância da leitura e do exercício da cidadania ambiental como fator de desenvolvimento local, pessoal e social;
    2. Contribuir para a ampliação de acervos de bibliotecas escolares e comunitárias. Apoiar o desenvolvimento de uma política local de incentivo à leitura e à cidadania socioambiental e à importância da escola como fator gerador de ações educativas em prol do meio ambiente local;
    3. Execução de atividades que propiciem o contato dos jovens com o livro, a leitura e a informação socioambiental;
    4. aumentar a freqüência de jovens e estudantes nas bibliotecas;
    5. Envolver os alunos no debate sobre as questões socioambientais, com foco na melhoria das condições ambientais locais;
    6. Ampliar a percepção de meio ambiente para além do que nos cerca a fim de incluir o próprio ser humano como parte integrante deste meio ambiente;
    7. Contribuir para a melhoria da qualidade da Educação Básica;
    8. Envolver os professores em um trabalho interdisciplinar;
    9. Incentivar o aperfeiçoamento dos professores das escolas públicas, contribuindo para sua valorização profissional;
    10. Promover a inclusão socioambiental por meio da difusão do conhecimento.


Público beneficiado

Alunos do Ensino Fundamental II (matriculados nos 8º e 9º anos, antigas 7ª e 8ª séries, entre 14 e 15 anos), que estudam nas redes públicas de ensino parceiras deste projeto, que se comprometerão a implementá-lo nas escolas. A iniciativa incluirá apoio aos professores para o desenvolvimento de aulas e para estimular a participação dos alunos.


PRAZER EM LER

“Ler é transcender, é possibilitar, é ir além do nosso por vezes cruel mundo imediato – tantas e tantas vezes nos abrigamos no confronto acolhedor da leitura quando estamos amuados ou pesarosos. Ler é abrir janelas, destramelar portas, enxergar com outros olhares, estabelecer novas conexões, construir pontes que ligam o que somos com o que outros, tantos outros, imaginaram, pensaram, escreveram. Ler é fazer-nos expandidos. Quando falamos de livro e leitura falamos, portanto, de expansões e de potencialidades. A leitura é simultaneamente um componente do que chamamos cidadania e um componente do que chamamos desenvolvimento. Quem faz cultura é a Sociedade, não é o Estado. Mas, cabe ao Estado – porque isso é do mais alto interesse público – amplificar as possibilidades para a produção cultural e para a multiplicação dos canais de difusão e das oportunidades de acesso.” - Gilberto Gil

O professor deverá dividir a turma em grupos de alunos na quantidade dos livros disponíveis, nos casos em que o número de exemplares não for suficiente para atender a cada aluno individualmente. Cada grupo deverá eleger um aluno para ler o livro para os demais. No site do Escritor, na seção PRAZER EM LER, os alunos terão acesso a todas as obras do autor, bem como ao Fórum de Leitores do Escritor, às mensagens e fotografias de outros leitores. No site, os professores podem ter acesso a Projetos Pedagógicos com sugestões para o uso do livro em sala de aula.

No caso de cada aluno ter acesso individualmente ao exemplar do seu livro, deve ler silenciosamente e, após a leitura, o Professor irá estimular a formação dos grupos, para que possam conversar entre si fazendo a correlação entre o que leram e a própria vida cotidiana, apontando de que forma o conteúdo do livro poderá contribuir para o seu crescimento pessoal, para o seu futuro e para a melhoria do meio ambiente e do mundo à sua volta. Cada grupo deverá eleger um relator para escrever um resumo das observações do seu grupo para apresentação à frente da turma.


PRAZER EM ESCREVER

“O aprendizado desperta vários processos internos de desenvolvimento, que são capazes de operar somente quando a criança interage com pessoas em seu ambiente e quando em cooperação com seus companheiros. Uma vez internalizados, esses processos tornam-se parte do desenvolvimento independente da criança.” - Vygotsky, L.S. (“A Formação social da Mente”, p.101)

Os alunos deverão ser estimulados a folhear o livro e observar a diversidade dos assuntos tratados, a organização dos temas, ler alguns trechos escolhidos por eles. Assim, estará sendo motivado para a leitura. O professor pode despertar a curiosidade para a leitura de pequenos trechos escolhidos pro ele que digam respeito a assunto de interesse que esteja tratando em sala de aula, ou que seja notícia na mídia local. O professor pode explorar diversos aspectos: água, consumo sustentável, meio ambiente urbano e rural, Agenda 21, sustentabilidade, extinção de espécies, desmatamento, construção de barragens, movimentos ambientalistas, etc. Ele deve então selecionar um texto que diga respeito ao tema escolhido e lê-lo para os alunos.

Além de se familiarizar com o tipo e linguagem utilizado pelo autor, os alunos têm na leitura um ponto a partir do qual podem iniciar uma discussão sobre uma questão ambiental, ou sobre aspectos do conteúdo da obra do autor, fazendo um resumo sobre o que leram ou observaram. As informações obtidas pela leitura da obra do autor devem ser, então confrontadas com as informações ou idéias que já tinham sobre o tema (Você escreveria este texto de forma diferente? O que faltou no texto? Você acha que houve exagero do autor ou que ele foi brando demais?). O professor pode acrescentar outras informações complementares, checando sempre o nível de compreensão da turma, a qual deve ser orientada também a buscar outras informações sobre o tema, entrevistando familiares e outras pessoas que conheçam o assunto ou tenham alguma vivência direta com a questão. Por exemplo, estimulando a realização de pesquisa (individual ou em grupo), na cidade, sobre um fato considerado polêmico ou sobre o qual o aluno tenha uma opinião deferente da visão do autor. Os alunos devem ser capazes de elaborem a própria síntese do trabalho de leitura e discussão da obra do autor, escrevendo frases ou pequenos textos sobre o tema.

Os relatores, ou mesmo os alunos individualmente, a critério do Professor, serão estimulados a escreverem uma mensagem ao autor convidando-o para comparecer à escola. Na mensagem, o aluno deverá contar sobre como a leitura do livro contribuiu de alguma maneira para que o aluno e/ou seu grupo passassem a ter uma nova visão de mundo, da realidade, de valores e ética, entre outros assuntos, e de como o aluno acha que, a partir de agora, espera contribuir concretamente para fazer a sua parte para deixar o lugar onde vive melhor.

O professor também deverá estimular os novos talentos literários pedindo que enviem poesias, contos, crônicas e outros textos de qualidade junto com sua mensagem, através do e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. contribuindo também para a inclusão digital.

As melhores mensagens e textos, selecionadas pela Coordenação do Projeto que assessora o autor, serão exibidas no site do escritor www.escritorvilmarberna.com.br na seção PRAZER EM ESCREVER e poderão ser consultadas livremente pelos alunos.


PRAZER EM CONHECER


“O leitor se constrói de forma complexa, mediante identificações e gestos, práticas escolares e extra-escolares, em contato com livros, histórias contadas e pessoas que dão pertinência à leitura, uma vez que a têm como prática de cotidiano e valor, dentro de horizontes onde a liberdade, a escolha e a opção iluminam o trajeto. Por isso é importante promover o contato entre o autor e seus leitores.” - Tania Dauster, doutora em Antropologia – PPGAS/UFRJ, Professora/Pesquisadora no Departamento de Educação – PUC-Rio.

Na data combinada, que deverá ser reservada pela Escola com antecedência na agenda do Autor, ocorrerá a visita do autor na escola para palestra aos alunos sobre sua obra, sobre o processo literário, como se inspira para escrever seus livros, entre outros temas. Em seguida, os alunos irão fazer perguntas a serem respondidas pelo autor.

Nos casos em que houver Bienal ou Feira do Livro na Cidade em que se localiza a Escola, o autor dará preferência a visitar a cidade nesta ocasião, claro, havendo disponibilidade de agenda e interesse da organização em incluir o autor na programação. Caberá à Escola providenciar com antecedência o transporte dos alunos até a Bienal ou Feria do Livro, ou estimular os pais dos alunos a levarem seus filhos ao evento para participar de palestra com o autor seguido de seção de autógrafos nos livros. Assim, a Escola estará também participando e estimulando a participação de seus alunos, e dos pais, em eventos culturais literários importantes em sua cidade.

Os alunos também terão a possibilidade de enviar perguntas, mensagens e seus textos literários direto ao autor através do e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.  que irá responder na ordem de chegada e na medida de sua possibilidade de agenda.

Além da palestra, de responder às perguntas dos alunos, e de autografar seus livros, o autor estará disponível, ainda, para fotografias com os alunos. As fotos e mensagens serão veiculadas no site do Escritor na seção PRAZER EM CONHECER, onde cada escola terá o seu banner próprio, remetendo para o site da escola.

O autor não cobrará pró-labore, nem despesas de viagem, hospedagem e alimentação, nos casos de escolas públicas cujo projeto esteja sendo financiado por recursos públicos. No caso de escolas da Rede Privada, o autor concederá descontos progressivos para mais de uma palestra na mesma escola ou Rede de Ensino e em hipótese nenhuma poderá abrir mão do pagamento por suas despesas e reembolso por seus gastos em função da atividade.


PRAZER EM PARTICIPAR

"Só existem dois dias do ano em que não podemos fazer nada. O ontem e o amanhã.”Ghandi

1. ENCONTRO DE APRESENTAÇÃO – O projeto tem início com um seminário interno de apresentação para a comunidade escolar, aberto pela direção da escola, demonstrando seu engajamento. Na ocasião será exibido DVD que acompanha a Biblioteca Socioambiental “Amiga do Planeta” sobre o projeto com enfoque nos temas norteadores ÁGUA SEM ÓLEO, CONSUMIDOR RESPONSÁVEL E ESCOLA SEM CARBONO. Dependendo da agenda do autor e dos entendimentos quanto ao pagamento do seu pró-labore, o evento poderá contar com a participação do autor com PALESTRA de apresentação do Projeto seguido de seção de autógrafos em seus livros, que deverão ser adquiridos com antecedência pela escola interessada.

2. CAPACITAÇÃO – Os professores indicados pela Escola, que deverá pagar R$ 250,00 por cada curso, receberão uma bolsa integral para o CURSO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL Á DISTÂNCIA, realizado em parceria com a UFF – Universidade Federal Fluminense, que concederá certificado, e que terá módulos específicos sobre a implantação do projeto na escola, a implantação do Clube de Amigos do Planeta, e o uso dos livros do autor em sala de aula.

3. CAMPANHAS AMBIENTAIS – as Escolas utilizarão os infográficos e os cartazes enviados através da Biblioteca Socioambiental “Amiga do Planeta” para estimular os alunos a organizarem atividades nas seguintes datas comemorativas:

CAMPANHA “ÁGUA SEM ÓLEO” - DIA MUNDIAL DA ÁGUA (22 de março) - 1º TRIMESTRE, para estimular a reflexão e mudanças de atitudes para evitar a poluição da ÁGUA pelo óleo de cozinha usado.

AÇÃO: cada aluno será estimulado a recolher em sua casa, durante o trimestre todo o óleo de cozinha usado que deverá ser trazido para a escola acondicionado em garrafas PET de 1,5 litros. Os alunos receberão informações sobre o impacto desse óleo nas águas quando jogado fora, o impacto da ingestão de frituras na saúde humana, etc. Também saberão sobre mudanças climáticas, biodiesel, entre outras informações, para avaliar a importância da destinação que será dada ao óleo usado que, ao término do trimestre, será recolhido por serviço de coleta e encaminhado para uma recicladora de óleo, para a produção de biodiesel que, adicionado ao diesel de ônibus e caminhões, contribuirá para a diminuição do aquecimento global.

CAMPANHA “CONSUMIDOR RESPONSÁVEL” - DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE (05 de junho) - 2º TRIMESTRE, para refletir sobre nossos hábitos de consumo e estimular o CONSUMO RESPONSÁVEL.

AÇÃO: cada aluno será estimulado a recolher durante o trimestre em suas casas as pilhas, baterias de celulares usadas e acondicionar em garrafas PET e também sucatas de lixo tecnológico (computadores e periféricos, monitores de TV, etc.) acondicionadas em caixas de papelão e, ao final do trimestre deverão trazer este material para a escola. Os alunos receberão informações sobre o impacto ambiental deste tipo de resíduo, sobre o problema das cidades em encontrar locais para o descarte final dos rejeitos, sobre obsolescência planejada que leva ao descarte de materiais ainda úteis, sobre os direitos dos cidadãos enquanto consumidores, sobre marketing ambiental, sustentabilidade, responsabilidade socioambiental, ética empresarial, etc., a fim de compreenderem o papel e a responsabilidade solidária que une fabricantes, distribuidores e comerciantes e o papel dos consumidores. Ao final do trimestre, as pilhas e baterias serão devolvidas aos fabricantes e o lixo tecnológico será encaminhado para Centros de Recondicionamento de Computadores e posteriormente serão destinados à implantação de Centros de Inclusão Digital em parceria com as Associações de Moradores das comunidades de baixa renda vizinhas à escola.

CAMPANHA “ESCOLA SEM CARBONO” - DIA MUNDIAL DA ÁRVORE (21 de setembro) - 3º TRIMESTRE, para estimular a reflexão e a mudança de atitudes dos alunos em relação às MUDANÇAS CLIMÁTICAS.

AÇÃO: cada aluno será estimulado a recolher durante o trimestre em suas casas as latinhas de alumínio de bebidas, amassando-as para redução do volume, e acondicionando numa caixa de papelão, trazendo para a escola na data combinada. Com os recursos da venda das latinhas a Escola irá adquirir mudas de árvores nativas da região para plantio pelos próximos alunos, em regime de mutirão, em unidade de conservação próxima da escola, em parceria com a Administração da Unidade de Conservação e/ou do Serviço de Parques e Jardim da cidade. Cada aluno será fotografado ao lado de sua árvore e a foto será veiculada através do site do Projeto ancorado no Portal do Meio Ambiente. As árvores plantadas servirão para compensar as emissões de carbono da escola naquele ano. Os alunos aprenderão a calcular as emissões da escola, conhecerão sobre o papel das árvores na neutralização do carbono através da fotossíntese; saberão a diferença entre árvores comerciais e árvores nativas; conhecerão o que são unidades de conservação da natureza, onde as árvores ficam preservadas para sempre, e qual é a sua importância como ‘fábrica de água e de ar’ para a qualidade de vida nas cidades; conhecerão sobre biodiversidade e que espécies de árvores são nativas da região e por que estas são mais adequadas que espécies de outras regiões.

4. CLUBE DE AMIGOS DO PLANETA – cada Escola irá promover eleição direta para escolher 15 meninos e 15 meninas mais engajados e dispostos a participar da fundação do Clube de Amigos do Planeta, que passará a funcionar na própria escola com as características de uma ONG (organização da sociedade civil, sem fins lucrativos), com estatutos e diretoria. A Escola deverá estimular o Clube oferecendo um espaço para reuniões e, se possível, também acesso a telefone, internet e computador, para as atividades do Clube. Cada Clube participará da Rede Brasileira de Clubes de Amigos do Planeta, ancorada no Portal do Meio Ambiente e adotará a meta de executar, no mínimo, uma ação concreta pela melhoria do meio ambiente local a cada mês.

O objetivo não é adequar o comportamento das(os) educandas(os) a um padrão pré-existente, definido externamente como sendo ambiental ou politicamente correto. O conteúdo das mudanças de procedimento, atitude, comportamento, opção política, escolhas enquanto consumidor, enquanto produtor, as modificações tecnológicas, deve ser definido com ou a partir das(os) educandas(os), imersos em seu contexto cultural, político, ambiental. A relação educador(a)-educanda(o) é um encontro de saberes, um diálogo democrático sobre a realidade vivida, não há saberes mais importantes, não há hierarquia de conhecimentos. Esta concepção libertária de educação emana de Paulo Freire, da Educação Popular, das práticas educacionais dos Movimentos Sociais e de outros educadores e teóricos sociais e do ambientalismo. seu fundamento político é a Democracia Radical que reconhece que cada ser humano detém o direito à participação, à definição do futuro e à construção da sua realidade. O desafio para esta educação passa pela emancipação de dominados e dominadores, explorados e exploradores.

Os(as) Amigos e Amigas do Planeta Ambientais desempenham um papel de liderança na medida em que intencionalmente deflagram processos reflexivos, na medida em que estão inconformadas(os) com a realidade tal qual se apresenta, na medida em que estão observando aspectos e alternativas que os demais talvez não estejam percebendo ou talvez simplesmente não acreditem que possam fazer frente ao que está estabelecido. Este papel de liderança deve ser entendido No marco da democracia radical, dentro da perspectiva de que todas(os) têm direito e devem participar da definição do futuro. O futuro desejado é um contexto no qual os diversos processos transformadores da realidade socioambiental encontram diferentes lideranças, a cada momento.

As informações, os cardápios de conteúdos, os foros de participação criados pela REBIA para os Amigos do Planeta não devem ser privatizados, são espaços e conhecimentos públicos. Deve haver, por parte dos(as) Amigos e Amigas do Planeta, dos Clubes e da Rede, a busca por socializar práticas, debates e conhecimentos. Esta busca se efetiva na preocupação permanente com a democratização das informações socioambientais geradas pelo Clube através da atualização de sua página no Portal do Portal do Meio Ambiente, e da participação através dos Fóruns da REBIA.

Os(as) Amigos e Amigas do Planeta ambientais inserem-se na trajetória das conquistas democráticas e da cidadania ambiental em nosso país e que teve por porta de entrada diferentes origens profissionais, de militância política, estudantil, ambientalista.{/slide}

Princípios Norteadores

O destaque dado pelo Projeto “ENCONTROS LITERÁRIOS” à leitura e ao livro está estreitamente associado à questão geral da competência em informação e do aprendizado ao longo da vida, aspectos que têm merecido especial atenção por parte da UNESCO em diretrizes e políticas mundiais para os próximos anos. Sob essa perspectiva, a competência em informação encontra-se no cerne do aprendizado ao longo da vida, constituindo direito humano básico em um mundo digital, necessário para promover o desenvolvimento, a prosperidade e a liberdade – no âmbito individual e coletivo – e para criar condições plenas de inclusão social.

Práticas sociais

A leitura e a escrita são encaradas neste Projeto como práticas essencialmente sociais e culturais, expressão da multiplicidade de visões de mundo, esforço de interpretação que se reporta a amplos contextos; a leitura e a escrita são duas faces diferentes, mas inseparáveis, de um mesmo fenômeno.

Cidadania

A leitura e a escrita constituem elementos fundamentais para a construção de sociedades democráticas, baseadas na diversidade, na pluralidade e no exercício da cidadania; são direitos de todos, constituindo condição necessária para que possam exercer seus direitos fundamentais, viver uma vida digna e contribuir na construção de uma sociedade mais justa e ambientalmente sustentável.

Tecnologias e informação

No contexto atual, é imperativo que a leitura seja tratada no diálogo com as diversas tecnologias de gravação, entre os quais o livro se encontra; como defende Renato Janine Ribeiro, a maneira adequada de difundir a leitura no Brasil não é a de sua “tradição”, mas aquela que considera que o sujeito contemporâneo só consegue ser interativo com a mídia sendo, ele mesmo, “multimeios”, necessitando da leitura para sê-lo; no mundo de hoje, não apenas a prática leitora deve passar pelo uso das tecnologias de informação e comunicação, mas o usuário dessas tecnologias deve desenvolver, por intermédio da família, da escola e de uma sociedade leitora, a prática de leitura.

Biblioteca enquanto dínamo cultural

A biblioteca não é concebida aqui como um mero depósito de livros, como muitas vezes tem-se apresentado, mas assume a dimensão de um dinâmico pólo difusor de informação e cultura, centro de educação continuada, núcleo de lazer e entretenimento, estimulando a criação e a fruição dos mais diversificados bens artístico-culturais; para isso, deve estar sintonizada com as tecnologias de informação e comunicação, suportes e linguagens, promovendo a interação máxima entre os livros e esse universo que seduz as atuais gerações. O projeto “ENCONTROS LITERÁRIOS” irá disponibilizar gratuitamente às novas bibliotecas e às redes de bibliotecas existentes o acesso gratuito ao conteúdo do PORTAL DO MEIO AMBIENTE.

Literatura

Entre as muitas possibilidades de textos que podem ser adotados no trabalho com a leitura, a literatura merece atenção toda especial no contexto do Projeto, dada a enorme contribuição que pode trazer para uma formação vertical do leitor, consideradas suas três funções essenciais, como tão bem as caracterizou Antonio Candido: a) a capacidade que a literatura tem de atender à nossa imensa necessidade de ficção e fantasia; b) sua natureza essencialmente formativa, que afeta o consciente e o inconsciente dos leitores de maneira bastante complexa e dialética, como a própria vida, em oposição ao caráter pedagógico e doutrinador de outros textos; c) seu potencial de oferecer ao leitor um conhecimento profundo do mundo, tal como faz, por outro caminho, a ciência.


Eixos e Linhas

O Projeto “ENCONTROS LITERÁRIOS” é constituído por atividades que integram as Linhas de Ação agrupadas a partir de quatro eixos principais:

Eixo 1 - Democratização do acesso

1.1. Apoio à implantação de novas bibliotecas e fortalecimento da rede atual de bibliotecas

O Projeto “ENCONTROS LITERÁRIOS” irá assegurar o acesso gratuito às informações socioambientais bem como serviços, jogos interativos, por meio digital através do PORTAL DO MEIO AMBIENTE e do boletim digital NOTÍCIAS DO MEIO AMBIENTE para o fortalecimento da informatização da rede atual de bibliotecas e para as novas bibliotecas com ênfase nas escolas e comunidades. A democratização do conhecimento socioambiental pode ser a síntese da justificativa desta ação que coloca a tecnologia a serviço do processo de inclusão socioambiental. A novas e atuais redes de bibliotecas escolares e comunitárias participantes do Projeto receberão ainda a Biblioteca “Amiga do Planeta” contendo livros sobre temas socioambientais, bolsa para curso à distância e outros materiais informativos e pedagógicos para oferecer à população, através das bibliotecas, o acesso ao livro e à informação socioambiental de forma igualitária e sem ônus.

1.2. Conquista de novos espaços de leitura

As Salas Verdes, uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente, também poderão ser incluídas no Projeto “ENCONTROS LITERÁRIOS” a fim de receberem cada uma, gratuitamente, um exemplar da “Biblioteca Socioambiental AMIGOS DO PLANETA” cultural. Também poderão ser contemplados projetos literários e de educação ambiental, como o Projeto ‘Mala do Livro’, de iniciativa da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, que promove a leitura em comunidades de pouco ou nenhum acesso às Bibliotecas Públicas, tendo como base minibibliotecas residenciais instaladas em caixas-estantes de madeira que comportam até 200 livros, entre volumes literários, didáticos, revistas, dicionários, enciclopédias e gramáticas.

1.3. Distribuição de livros gratuitos


O Projeto “ENCONTROS LITERÁRIOS” irá distribuir gratuitamente os livros do escritor Vilmar Sidnei Demamam Berna através da entrega de a Biblioteca “Amiga do Planeta” em redes de escolas públicas participantes do Projeto.

1.4. Melhoria do acesso ao livro e a outras formas de expressão da leitura


O escritor Vilmar Sidnei Demamam Berna comparecerá a palestras em escolas e participação em eventos e feiras do livro para os quais for convidado, falando sobre o processo de criação literária e sobre os temas abordados em seus livros, promovendo o contato dos leitores com o escritor a fim de estimular o prazer de ler e escrever, ocasião em que sorteará gratuitamente exemplares autografados de seus livros e exemplares da REVISTA DO MEIO AMBIENTE.

1.5. Incorporação e uso de tecnologias de informação e comunicação


O Projeto “ENCONTROS LITERÁRIOS” oferece um Centro de Leitura Multimídia PORTAL DO MEIO AMBIENTE, facilitando o acesso da sociedade à informação socioambiental, promovendo a inclusão digital, o incentivo à leitura, a interatividade e o diálogo ao também oferecer canais e fóruns para debates e trocas de mensagens e para a publicação de artigos, teses e monografias.

Eixo 2 – Fomento à leitura e à formação de mediadores

2.1. Formação de mediadores de leitura

O projeto “ENCONTROS LITERÁRIOS” oferece um programa de capacitação de educadores e outros mediadores da leitura através de módulos específicos nos cursos à distância, em parceria com a UFF – Universidade Federal Fluminense, intitulados, “Como Fazer Educação Ambiental” e “Como Administrar com Consciência Ecológica” capacitando os mediadores de leitura ao uso dos livros do autor em sala de aula.

2.2. Prêmios e reconhecimento

O Projeto “ENCONTROS LITERÁRIOS” irá reconhecer e premiar as melhores redações dos alunos enviada por meio digital através do e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. com o tema “O meio ambiente e a inclusão social em minha região – como fazer a minha parte?”. Os três melhores textos de cada escola serão exibidos permanentemente na página do Projeto no site do escritor ( www.escritorvilmarberna.com.br ) onde os alunos contarão, ainda, com uma seção permanente para NOVOS TALENTOS LITERÁRIOS, onde textos de qualidade dos alunos serão exibidos nas categorias versos e poesia, crônicas e prosas, contos e histórias e outras categorias como contribuição do Vilmar para estimular novos talentos e o prazer da escrita.

Eixo 3 – Valorização da leitura e comunicação

3.1. Ações para criar consciência sobre o valor social do livro e da leitura

O projeto “ENCONTROS LITERÁRIOS” estará viabilizando a circulação do escritor por escolas, bibliotecas, feiras etc., quando participará também de encontros com a imprensa local sobre seus livros, favorecendo a valorização da leitura, do livro, da literatura e das bibliotecas, incluindo depoimentos e dicas do autor sobre experiências com livros e leitura, que papel os livros exerceram em sua vida e em suas escolhas.

3.2. Ações para converter o fomento às práticas sociais da leitura em política de Estado


Ao circular por eventos e debates, o autor estará colocando em debate a importância da leitura e dos livros e irá propor agendas públicas que incentivem a leitura e a democratização da informação socioambiental.

Eixo 4 – Desenvolvimento da Economia do Livro

4.1. Desenvolvimento da cadeia produtiva do livro


O projeto irá favorecer a ampliação das tiragens dos livros do Vilmar, com a conseqüente redução de custos e barateamento do preço do livro. Em Edição inicialmente do autor, será lançando através dos a Biblioteca “Amiga do Planeta” dois novos livros. O primeiro livro, intitulado “Escolhas de uma vida”, aborda os fatos do cotidiano e os textos e autores que inspiraram Vilmar ao longo de sua vida, e influenciaram em sua obra e escolhas. Menor abandonado e sobrevivente da FEBEM, a história de vida e superação do autor poderá ser inspiradora para os jovens a também superarem suas dificuldades. O Segundo, “O Futebol e a Vida”, conta uma história de maneira bem humorada, mostrando similaridades entre o jogo de futebol e o jogo da vida.

4.2. Fomento à distribuição, circulação e consumo de bens de leitura


A entrega da Biblioteca “Amiga do Planeta” em cada escola e biblioteca participante irá ampliar a circulação de livros e reforçará a importância das bibliotecas escolares e comunitárias.

4.3. Maior presença no exterior da produção nacional literária científica e cultural editada

O Projeto “ENCONTROS LITERÁRIOS” também irá contribuir para a difusão da literatura e dos escritores brasileiros no exterior, viabilizando a presença do autor em feiras e eventos culturais e literários internacionais para falar sobre a experiência do Projeto “ENCONTROS LITERÁRIOS” no Brasil.


Justificativa

“Como ainda não somos uma sociedade leitora, não podemos esperar que o exemplo venha de casa. Ou acabaremos condenando as futuras gerações a também não ler...(É preciso) quebrar esse ciclo vicioso, criando em seu espaço um ambiente leitor.” – Ana Maria Machado, Nova Escola

O Brasil chega ao século XXI, momento em que a difusão do audiovisual assume imensas proporções, ainda com enorme déficit no que diz respeito às práticas leitoras dos textos escritos. Nossos índices de alfabetização (stricto e lato sensu) e de consumo de livros são ainda muito baixos, na comparação com parâmetros de países mais ricos e desenvolvidos e mesmo com alguns dos países em desenvolvimento da América Latina e da Ásia. Como têm apontado alguns de nossos mais expressivos pensadores no campo das Ciências Humanas, entre eles Nelson Werneck Sodré, o Brasil passou abruptamente de um estágio de oralidade para a cultura do audiovisual, já desde meados do século XX, quando a indústria cultural se fez onipresente entre nós, sem que houvesse efetiva mediação dos livros e materiais de leitura uma vez que esta nunca chegou a alcançar largas faixas da população, restringindo-se a pequenos e localizados grupos sociais.

As conseqüências desse hiato fazem-se sentir até hoje, com desdobramentos nefastos que se espraiam não apenas no âmbito do universo da cultura e da educação, mas, naturalmente, de nossa economia, de nossas práticas políticas e de nosso potencial de desenvolvimento. Diversas pesquisas, realizadas nos últimos anos, têm-se empenhado em apresentar contornos mais nítidos do cenário em que se insere a questão da leitura e do livro no país, permitindo maior consciência das mazelas que afligem o setor e oferecendo dados concretos para que se possa buscar sua superação. É o caso, por exemplo, do Mapa do Alfabetismo no Brasil (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira – INEP/MEC, 2003), do Indicador Nacional do Alfabetismo Funcional – INAF (2001 e 2005), do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica – SAEB (2001 e 2003), do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes – PISA (2000) e do Retrato da Leitura no Brasil – CBL/Snel (2001).

De acordo com o Mapa do Alfabetismo no Brasil (INEP, 2003), a evolução da taxa de analfabetismo da população de 15 anos ou mais, no País, diminuiu de 65,3%, em 1900, para 13,6%, em 2000, realizando grande avanço neste campo ao longo do século passado. Apesar desse avanço, entretanto, o Brasil ainda possuía, em 2000, cerca de 16 milhões de analfabetos absolutos (pessoas que se declararam incapazes de ler e escrever um bilhete simples) e 30 milhões de analfabetos funcionais (pessoas de 15 anos ou mais, com menos de quatro séries de estudos concluídas).

Com base nesses dados, o INEP concluiu que, se foi possível reverter o crescimento constante do número de analfabetos a partir de década de 1980, o número absoluto de analfabetos em 2000 ultrapassou o dobro do que havia em 1900. E o dado mais estarrecedor, talvez, apontado pela pesquisa, é o de que 35% dos analfabetos brasileiros já freqüentaram a escola.

Com outra abordagem sobre o analfabetismo, os dados de uma das mais relevantes pesquisas sobre o assunto, denominada Indicador Nacional de Alfabetismo Funcional – INAF-2001, realizada pelo Instituto Paulo Montenegro (Ibope pela Educação), definiu três níveis de alfabetismo de acordo com as habilidades demonstradas pelos entrevistados no teste aplicado. O resultado do INAF 2001 classificou 9% dos entrevistados como analfabetos absolutos; 31% foram classificados no nível 1 (rudimentar) de alfabetismo, pois conseguem apenas ler títulos ou frases, localizando informações bem explícitas; 34% foram classificados no nível 2 (básico) de alfabetismo, pois são aqueles que conseguem ler textos curtos, localizando informações explícitas ou que exijam pequena inferência; e 26% foram classificados no nível 3 (pleno) de alfabetismo, correspondendo àquelas pessoas capazes de ler textos mais longos, localizar e relacionar mais de uma informação, comparar vários textos, identificar fontes.

O INAF 2005 atualiza a pesquisa realizada quatro anos antes e demonstra que, ainda que se verifique tendência de diminuição do nível 1 (analfabetismo absoluto) e aumento dos que atingem o nível 2 de alfabetismo (básico), a situação dos entrevistados que atingem o nível 3 (pleno) de habilidade não teve evolução significativa, mantendo-se próximo a um quarto da população estudada. Ou seja, apenas um em cada quatro jovens e adultos brasileiros consegue compreender totalmente as informações contidas em um texto e relacioná-las com outros dados. Configura-se, assim, um quadro perverso de exclusão social, que deixa à margem do efetivo letramento cerca de três quartos da população brasileira.

Deve-se enfatizar que, de acordo com os especialistas, uma das principais causas do elevado índice de alfabetismo funcional e das dificuldades generalizadas para a compreensão vertical da informação escrita se localiza na crônica falta de contato com a leitura, sobretudo entre as populações mais pobres. Como os investimentos para combater o analfabetismo têm sido crescentes nos últimos anos, isso equivale a dizer que ao mesmo tempo em que milhões de brasileiros ingressam a cada ano na categoria de leitores em potencial, outros milhões saem pela porta dos fundos – a do alfabetismo funcional. Assim, um formidável conjunto de esforços, energia e investimentos públicos e privados não se realizam plenamente, não atingindo suas finalidades.

É importante observar que, embora nas sociedades atuais a leitura seja imprescindível para o ingresso no mercado de trabalho e para o exercício da cidadania, no Brasil as pesquisas e as avaliações educacionais apontam para a precária formação de um público leitor e revelam as imensas dificuldades para o sucesso das ações envolvidas na solução do problema. Se, por um lado, o sistema educacional brasileiro incluiu os estudantes que estavam fora da escola, por outro, essa inclusão não foi plena, do ponto de vista qualitativo, porque o desempenho dos alunos, revelado em instrumentos de avaliação como o SAEB ou o PISA, tem sido baixo, demonstrando sérios problemas no domínio da leitura e da escrita e o aprofundamento das desigualdades.

O Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica – SAEB, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP/MEC) a partir de 1990, aplica, a cada biênio, exames bienais de proficiência em Matemática e em Língua Portuguesa (leitura) em uma amostra de estudantes de 4ª e 8ª séries do Ensino Fundamental e de 3ª série do Ensino Médio, nas redes de ensino pública e privada, em todas as regiões do país. No geral, os resultados da avaliação têm mostrado sistemática queda no desempenho dos estudantes em quase todas as regiões, revelando sérios impasses da escola brasileira. O SAEB-2001 revela que 59% dos estudantes da 4ª série do Ensino Fundamental ainda não desenvolveram as competências básicas de leitura, ou seja, não conseguem compreender os níveis mais elementares de um texto. Sob outro prisma, a mesma avaliação aponta um desempenho superior de 20% nas escolas em que a prática da leitura é mais constante entre os alunos. Tais dados do SAEB-2001 são também reforçados pela avaliação das habilidades de leitura dos alunos de 8ª série do Ensino Fundamental realizada no SAEB-2003: 4,8% classificam-se em um estágio muito crítico, 20,1% em um estágio crítico e 64,8% em um estágio intermediário.

Também o Relatório do PISA-2000, Programa Internacional de Avaliação de Estudantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômicos, reitera os dados mostrados pelo SAEB. O Brasil foi o último colocado na avaliação sobre o letramento em leitura obtido por jovens de 15 anos de 32 países industrializados naquele Relatório nessa pesquisa em que o conceito de leitura em pauta não se resume à noção muito freqüente de mera decodificação e compreensão literal de textos escritos, mas à capacidade de o jovem compreender e utilizar textos de variada natureza para alcançar seus objetivos, desenvolvendo conhecimentos e participando ativamente da sociedade. Daí porque a expressão letramento foi escolhida para refletir a complexidade das variáveis em jogo, a amplitude de conhecimentos, habilidades e competências em causa, procurando-se verificar a operacionalização de esquemas cognitivos em termos de: conteúdos ou estruturas do conhecimento que os alunos precisam adquirir em cada domínio; processos a serem executados; contextos em que esses conhecimentos e habilidades são aplicados.

Em uma avaliação sofisticada como o PISA, destaca-se ainda mais o péssimo desempenho dos alunos brasileiros, próximos do final da escolaridade obrigatória, revelando que não estão preparados para enfrentar os desafios do conhecimento nas complexas sociedades contemporâneas. Uma performance dessa natureza acarreta prejuízos de toda ordem. A baixa competência de leitura não apenas influi no desenvolvimento pessoal e profissional dos estudantes como também, e até por isso, contribui decisivamente para ampliar o gigantesco fosso social existente em países como o Brasil, promovendo mais exclusão e menos cidadania.

Na pesquisa Retrato da leitura no Brasil, ainda precária e insuficiente, mas a maior investigação já feita no Brasil sobre leitura fora de uma perspectiva prioritariamente “escolar” (com leitores com idade igual ou superior a 14 anos e o mínimo de três anos de escolaridade), realizada em 2001 pela Câmara Brasileira do Livro (CBL), Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e Associação Brasileira dos Editores de Livros (Abrelivros), outros tópicos significativos sobre a situação da leitura no país são enfatizados. Um aspecto capital apontado pela pesquisa é o de que o brasileiro lê em média 1,8 livro por ano, índice muito baixo, se comparado ao de países como a França (7,0), os Estados Unidos (5,1), a Inglaterra (4,9) ou a Colômbia (2,4). E esse índice se revela ainda mais crítico quando a pesquisa demonstra que a penetração do livro no país e o acesso a esse objeto cultural são ainda bastante restritos, concentrando-se o mercado comprador de livros nas mãos de 20% da população alfabetizada com 14 anos ou mais, na Região Sudeste, nas grandes cidades e metrópoles, nos estratos de renda mais elevada (classe A) e com instrução superior.

Outro dado dos mais preocupantes, apontado pela pesquisa, é o que mostra que apenas 50% dos livros de leitura corrente foram comprados, em contraposição a 8% pertencentes às bibliotecas e 4% dados pela escola. Ora, o raso acesso a livros em escolas e bibliotecas somadas ao baixo poder aquisitivo da absoluta maior parte dos leitores, propicia efetivamente alternativas escassas para que se concretize a leitura. E é preciso sublinhar que o acesso às bibliotecas é pequeno, não apenas por uma questão cultural que remonta a nossa longa história de iletramento, mas porque a rede de bibliotecas no país é reduzida, seja em termos quantitativos, seja em um plano qualitativo. Ainda assim, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Munic 2003, a biblioteca é um dos equipamentos culturais mais importantes do Brasil, presente em cerca de 85% das cidades brasileiras, em suas modalidades de bibliotecas públicas municipais, escolares e comunitárias. Mesmo assim, cerca de 630 municípios brasileiros ainda não têm biblioteca pública e grande parte das existentes possui equipamentos precários, acervos ínfimos e/ou muito defasados e recursos humanos despreparados para um processo de mediação eficiente na formação de leitores.

Não se pode deixar de lembrar, ainda, que, associado à forte concentração do público consumidor de livros segundo critérios geográficos, de classe social e de nível educacional – como apontou a pesquisa –, há um déficit considerável de livrarias no país. Existem pouco mais de 2.400 livrarias no Brasil, quando o ideal, segundo, os especialistas, seria por volta de 10.000 para nosso contingente populacional. Além disso, a distribuição das livrarias é extremamente desigual, se considerarmos que 89% dos municípios não possuem nenhuma livraria. E, paradoxalmente, deve ser frisado que esse cenário desolador se insere no contexto de um país que é o oitavo produtor de livros do mundo, com um poderoso e atualizado mercado editorial, que conta com mais de 2.000 editoras e movimentam mais de 12.000 títulos e 300 milhões de exemplares publicados anualmente.

Educação Ambiental

Nas últimas décadas, a maior consciência ambiental tem inspirado a busca de soluções para se evitar, minorar ou compensar pelos danos que nosso estilo de vida vem causando ao meio ambiente e a nós próprios, por exemplo, pelo descarte inadequado de embalagens e de outros materiais após o consumo, pelo desperdício de energia e água, pela emissão de carbono que agrava os problemas das mudanças climáticas, entre outros. O esforço inclui mudanças de atitudes e envolve uma quantidade crescente de atores. São cidadãos conscientes, cooperativas, empresas, entidades sociais, prefeituras, entre muitos outros. A reciclagem, por exemplo, funciona como um jogo que envolve várias peças ligadas umas às outras, formando uma cadeia. Embalagens longa vida, plásticos, papéis, vidros, latas de alumínio e diversos outros materiais percorrem um longo percurso - da coleta nas residências à reutilização pelas indústrias para fabricar produtos reciclados.

É muito importante que as novas gerações entendam bem a complexidade do assunto e o impacto que seu consumo exerce sobre o meio ambiente para que também participem do grande esforço planetário em reduzir estes impactos que contribuem para a exploração e desperdício de recursos naturais e para a contaminação do meio ambiente.

Levar essa discussão para dentro da sala de aula é um dos primeiros passos para que os jovens de hoje se transformem em consumidores e também em cidadãos ambientalmente responsáveis e críticos e com uma compreensão da justiça social. Transformar uma idéia em realidade na sala de aula é uma das tarefas mais difíceis e importantes da educação. Mas, quando se vê o resultado, depois de algum tempo de trabalho, todo o esforço é recompensado.

Se hoje, no Brasil, estamos próximos de alcançar a universalização do ensino fundamental e as questões ambientais deixaram de ser um tema de interesse de poucos grupos de ambientalistas para ganhar o interesse de toda a sociedade, as questões relativas à melhoria da qualidade e da aprendizagem ainda se constituem em desafios importantes, e isso afeta diretamente a velocidade das mudanças que se desejam rumo a cidadãos incluídos literária e digitalmente, e com consciência socioambiental.

Na verdade, nesse início do século XXI, quando a sociedade brasileira conta com mais de 97% das crianças de 7 a 14 anos na escola, o país tem a oportunidade histórica de formar uma geração que teve acesso à educação e formá-la na valorização da leitura, no domínio da escrita, na visão crítica das informações que recebe e no exercício da produção e criação de sentido para suas práticas cotidianas, especialmente em relação à sustentabilidade socioambiental.

A sociedade caminha a passos rápidos rumo a um novo estilo de vida, ambientalmente sustentável, socialmente mais justo e de baixo carbono, e é exatamente esta geração que está hoje nas escolas que terá de enfrentar mais diretamente, num futuro breve, o desafio de encontrar respostas e lidar com um mundo que tudo indica será diferente do que conhecemos até aqui, devido, principalmente às mudanças climáticas e à ‘pegada ecológica’ que consome cerca de 30% a mais do que os ecossistemas conseguem se recuperar.

A formação de leitores e de cidadãos socioambientais se inicia na escola e deve prosseguir no ambiente familiar e comunitário. No entanto, nosso país ainda sofre as conseqüências de históricos processos de exclusão que afastaram milhões de brasileiros dos bancos escolares e de uma percepção socioambiental baseada na idéia de uma natureza infinita e generosa, capaz de ceder recursos indefinidamente para o nosso desenvolvimento e também de uma capacidade infinita de receber nossos restos, o que tem gerado impactos socioambientais que se tornam insustentáveis a cada dia que passa, a ponto de, segundo alguns autores, de ameaçar a própria continuidade da história humana sobre o Planeta.

Tal contexto impõe uma ação consistente e articulada para o estímulo à leitura e para a democratização do acesso ao livro, especialmente com enfoque na democratização da informação socioambiental. É preciso, portanto, que a criança/aluno participe de um ambiente de forte e permanente estímulo à leitura, quer através do livro, quer através dos demais suportes que tornam a leitura uma atividade cada dia mais necessária a todos, e tenha a oportunidade de construir sua cidadania crítica e participativa através da ação concreta e organizada pela melhoria do seu meio ambiente local.

Essas ações decorrem de uma visão política que, no campo do livro e da leitura, considera dois grandes eixos. De uma parte, o acesso ao livro, de outra a formação de cidadãos socioambientais planetários. Afinal, não basta apenas a existência de bons livros, se eles permanecerem fechados nas estantes das bibliotecas. É preciso também de leitores que os abram. Não basta falar muito sobre meio ambiente ou fazer declarações de amor à natureza, é preciso também agir na prática rumo a um consumo responsável e em direção a outro tipo de desenvolvimento, ambientalmente sustentável e também socialmente mais justo, e este novo estilo de vida não começa no outro, começa em nós próprios, e não no futuro, mas agora mesmo.

Além das ações que têm como centro a escola regular, o Projeto “ENCONTROS LITERÁRIOS” atende também outros públicos, hoje adultos, que não formaram o hábito da leitura e, quando existe, possuem uma consciência socioambiental ainda romântica onde a espécie humana se exclui da natureza. Muitos desses adultos são pais e tutores dos jovens e crianças que estão hoje na escola. Estes adultos poderão e deverão ser alcançados pelo projeto através das crianças/alunos que passarão a levar para casa informações e valores socioambientais como verdadeiros multiplicadores de opinião rumo à sustentabilidade.


Sobre o autor

Ao longo de várias décadas, o escritor Vilmar S. D. Berna vem editando livros e é autor de mais de 18 títulos. Também edita veículos de comunicação ambiental, como a Revista e o Portal do Meio Ambiente, e tem percorrido o país anualmente atendendo a convites de escolas, municípios, organizações, empresas para proferir palestras sobre seus livros e sobre temas socioambientais e de comunicação ambiental.

Através do Projeto Clubes de Amigos do Planeta, de sua autoria, Vilmar tem multiplicado ações de cidadania e educação ambiental em centenas de escolas por todo o país. Só na cidade de Barra Mansa, no interior do Estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Prefeitura Municipal, foi implantado um clube de AMIGOS DO PLANETA em cada escola da Rede Escolar Municipal, envolvendo diretamente mais de 500 jovens em ações concretas pela melhoria do meio ambiente local, com ampla repercussão na sociedade. Com a aprovação do Projeto “ENCONTROS LITERÁRIOS” esse trabalho será ampliado principalmente para atender aos alunos das Redes Públicas de Ensino de demais cidades e regiões.

Nos últimos anos, Vilmar tem implementando cursos à distância “Como Fazer Educação Ambiental” e “Como Administrar com Consciência Ecológica”, de sua autoria, em parceria com UFF – Universidade Federal Fluminense, onde através de módulos específicos capacita os professores para a utilização dos acervos dos livros do autor em sala de aula, e para a organização de Clubes de Amigos do Planeta na escola, com a meta de realizar no mínimo uma boa ação ambiental a cada mês pela melhoria do meio ambiente local, investindo, assim, na formação dos professores como mediadores de leitura e educadores ambientais.

Assim, o Projeto “ENCONTROS LITERÁRIOS” irá contribuir com o objetivo de proporcionar formação continuada para o uso pedagógico dos livros do autor e das diferentes tecnologias da informação e da comunicação – DVD que acompanha a “Biblioteca Socioambiental AMIGOS DO PLANETA” contendo vídeos sobre temas socioambientais e jogos educativos – de forma integrada ao processo de ensino e aprendizagem e orientados para a educação socioambiental, contribuindo para a formação de um leitor e também de um cidadão socioambiental crítico e criativo.

No acesso às mídias ambientais, merecem destaque as ações realizadas pelo autor através da REBIA – Rede Brasileira de Informação Ambiental, que fundou em janeiro de 1996, e da qual é superintendente executivo, responsável pela edição, produção e distribuição gratuita da REVISTA DO MEIO AMBIENTE, envio diário de notícias socioambientais através do boletim digital NOTÍCIAS DO MEIO AMBIENTE para mais de 70.000 leitores cadastrados, muitos deles jornalistas e professores, e através da garantia de acesso gratuito ao PORTAL DO MEIO AMBIENTE, com espaço especial para crianças e jovens, que também estimula a inclusão digital enquanto oferece um ambiente de educação para o meio ambiente através de jogos interativos com tema ambiental. O PORTAL DO MEIO AMBIENTE tem contribuído para a melhoria da qualidade na educação e para a formação de novos leitores, de cidadãos socioambientais além de estimular a inclusão digital, ao facilitar o acesso a informações e serviços socioambientais e ao conteúdo literário do autor, além de promover o contato direto entre leitores e escritor, desmitificando a idéia do escritor como inacessível.

A REBIA – Rede Brasileira de Informação Ambiental, uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundada e dirigida pelo autor, tem buscado unir esforços com outras redes, organizações governamentais e não governamentais, empresas, universidades, entre outros, para melhorar a qualidade da educação, o acesso ao livro, a formação de leitores e o aumento da consciência socioambiental em nosso país, e um dos passos essenciais está na reunião de apoios institucionais e financeiros que viabilizem a execução do Projeto “ENCONTROS LITERÁRIOS” cuja prioridade é contribuir para transformar a qualidade da capacidade leitora do Brasil e trazer a leitura para o dia-a-dia do brasileiro, orientando seu olhar para os aspectos socioambientais de seu cotidiano.

Mais informações sobre a instituição proponente:
REBIA – Rede Brasileira de Informação Ambiental

Mais informações sobre o autor e coordenador deste projeto: www.escritorvilmarberna.com.br


Financiamento

Escolas das Redes Públicas de Ensino

A unidade escolar da rede pública participante poderá receber gratuitamente uma BIBLIOTECA financiada através Fundos públicos destinados à Cultura; Orçamento da União, Estados ou Municípios, a partir de emendas parlamentares, ou de despesas próprias; etc. ou poderá adquirir os livros individualmente, através de verbas próprias destinadas à aquisição de livros.

A Prefeitura interessada em participar do projeto deverá entrar em contato com o Autor por e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Escolas Particulares


O projeto ENCONTROS LITERÁRIOS buscará o auto-sustento através da parceria com escolas privadas que queiram contratar o autor para palestras e eventos culturais que agreguem valor à marca da instituição e demonstrem aos pais dos alunos o compromisso da Escola com a formação cultural dos alunos.

Além disso, a escola poderá adotar os livros do Vilmar entre seus alunos e ainda adquirir a Biblioteca “Amiga do Planeta’ para o acervo da biblioteca na escola.

Através de parcerias com empresas da região, a Escola poderá obter o financiamento necessário para a aquisição dos livros e a contratação da palestra do autor, através do uso de leis de incentivo à cultura e de renúncia fiscal de empresas de lucro real.


Contrapartidas

O patrocinador terá a garantia da melhor divulgação de sua logomarca EM TODO o material de divulgação e didático, incluindo sua logomarca no cartaz que ficará afixado em cada escola durante todo o período do Projeto, na página do Projeto no Portal do Meio Ambiente e no rodapé da matéria sobre o projeto na Revista do Meio Ambiente impressa.

No caso de haver co-patrocinador este terá sua logomarca exibida no tamanho reduzido a 50% em relação à logomarca do patrocinador principal.

Alguns benefícios que a empresa terá ao ser cotista-patrocinadora do Projeto:

  • Associação a uma organização de boa reputação;
  • Oportunidade de fazer a diferença e ajudar ao meio ambiente e à comunidade local;
  • Demonstrar boa cidadania corporativa para os clientes;
  • Construir sua marca;
  • Levantar o moral e desenvolver o espírito de equipe;
  • Pode ser um diferencial entre os concorrentes;
  • Recebimento pelo correio da Revista do Meio Ambiente (12 edições impressas);
  • Acesso livre a todo o conteúdo do Portal do Meio Ambiente e o direito de disseminá-lo internamente na empresa;
  • Banner half rotativo no lado direito na capa do Portal do Meio Ambiente, com tempo de exposição de acordo com o nível de parceria;
  • Logotipo da empresa, com destaque por nível de parceria, na página de EMPRESAS AMIGA DO PLANETA, incluindo link para o site da empresa;
  • Divulgação dos informes, releases e notícias institucionais socioambientais na seção Notícias Institucionais, no alto da capa e ao centro do Portal;
  • Recebimento diário por e-mail do boletim digital Notícias do Meio Ambiente;
  • A empresa poderá participar dos projetos da REBIA já existentes ou encomendar projetos customizados, gozando de percentuais de desconto dependerá de negociação em função do valor doado;
  • Vantagens fiscais. A REBIA mantém parceria com a OSCIP Associação Ecológica Piratingaúna o que a Legislação Fiscal Brasileira permite que patrocinadores tributados em lucro real possam abater do imposto que já paga em até 2% do seu lucro no que doar ao projeto. O aporte financeiro poderá ser efetuado através de DOAÇÃO para uso dos incentivos fiscais da Lei 9.249/95 e a Medida Provisória nº 2113-32, de 21.06.2001.

Projeto Cultural e Socioambiental ENCONTROS LITERÁRIOS – Por Vilmar S. D. Berna – Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.
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