“A Terra tem o suficiente para a
necessidade de todos, mas não para a ganância de uns poucos” - Mahatma Ghandi
O atual estilo de vida humano está
pondo em risco o futuro tanto das presentes gerações quanto das que nem nasceram
ainda, mas que já dependem de nossas decisões. A pegada ecológica* de nossa
espécie está consumindo em torno de 20% a mais do que o Planeta consegue repor,
segundo estudo realizado por 1.300 cientistas de 95 países. E como as relações
entre as pessoas, as organizações e as nações não são iguais, uns conseguem
explorar mais que outros. Segundo o Relatório Planeta Vivo – WWF, os povos da
África e Ásia, por exemplo, usam em torno de 1,4 hectares por pessoa, os
brasileiros usam em média 2,3 hectares, enquanto os povos da Europa Ocidental
usam cerca de 5 hectares por pessoa. Nos EUA, cada norte-americano consome o
equivalente a 9,6 hectares de recursos do Planeta. Com menos de 5% da população
mundial, os Estados Unidos consomem 26% do petróleo, 25% do carvão mineral e 27%
do gás natural mundial.
* A Pegada Ecológica constitui uma
forma de medir o impacto humano na Terra. Este conceito, desenvolvido por Mathis
Wackernagel e William Rees, autores do livro “Our Ecological Footprint -
Reducing Human Impact on the Earth” (1996), exprime a área produtiva equivalente
de terra e mar necessária para produzir os recursos utilizados e para assimilar
os resíduos gerados por uma dada unidade de população. Pode ser calculada para
um indivíduo, uma comunidade, um país, ou mesmo para a população mundial. Dito
de outra forma, a Pegada Ecológica avalia a extensão com que uma dada população
se apropria do espaço biologicamente produtivo. Uma vez que as pessoas usam
recursos de todas as partes do mundo, e afetam locais cada vez mais distantes
com os seus resíduos, esse espaço é, geralmente, o somatório de uma série de
pequenas áreas distribuídas por todo o planeta que, na sua totalidade, tem vindo
a aumentar. Por exemplo, a Pegada Ecológica da população mundial cresceu 50%,
entre 1970 e 1997. Para calcular a Pegada Ecológica é necessário estimar o
consumo de bens e serviços e a produção de resíduos da unidade de população em
estudo. Esses bens e serviços incluem várias categorias, como os alimentos, o
vestuário, o transporte, a energia, o lazer, a habitação, os produtos com origem
na madeira (lenha, papel, mobiliário...), etc. Posteriormente, estima-se a área
necessária à produção de cada item, dividindo a média anual de consumo desse
item, pela média da sua produtividade. Cada uma dessas áreas é considerada
equivalente a um tipo de área biologicamente produtiva, e a sua soma constitui a
Pegada Ecológica. As áreas biologicamente produtivas consideradas são as
seguintes: área cultivada; área de pasto; área de floresta; área de recursos
marinhos; área construída e área de floresta necessária para absorver as
emissões de dióxido de carbono associadas ao consumo de combustíveis fósseis. De
notar que, nos estudos até aqui realizados, ainda não foi possível entrar em
consideração com variáveis importantes, como os consumos de água e a libertação
de poluentes tóxicos, por insuficiência de dados, pelo que os valores das
Pegadas Ecológicas apresentados têm sido subestimados. Relacionando a
apropriação de espaço com a superfície biologicamente produtiva da Terra, a
Pegada Ecológica clarifica os limites da expansão humana e dos seus níveis de
consumo.
Mais pobreza = mais
degradação ambiental = mais violência
Segundo o Programa das Nações
Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), nos países pobres do hemisfério sul, um
bilhão de pessoas não dispõe de água potável, 1,3 milhão está exposto à fuligem
e à fumaça. Quase um quarto da população mundial se alimenta a um custo de três
dólares por dia e essa situação tem se agravado. Em 1982, havia trinta países
pobres; no ano de 2000, esse número chegou a 47.
A incapacidade do mundo de reduzir
os níveis de pobreza está contribuindo para a instabilidade global, na forma de
terrorismo, guerras, doenças contagiosas e degradação ambiental. Trata-se de um
ciclo vicioso: a degradação ambiental exacerba a pobreza, contribuindo ainda
mais para a instabilidade global. É quase impossível assegurar paz duradoura e
estabilidade quando existem desigualdades imensas e os sistemas naturais que nos
sustentam permanecem sob ameaça. Pouco se pode avançar em termos de conservação
do meio ambiente e dos recursos naturais, se bilhões de pessoas não têm
esperança ou chance de se importar com isso, pois necessitam buscar sua
sobrevivência a qualquer custo, sendo esse custo geralmente ambiental.
Segundo o Instituto Worldwatch, as
doenças infecciosas – muitas delas relacionadas à qualidade da água – atualmente
matam duas vezes mais do que câncer. A falta de água limpa ou saneamento mata
1,7 milhões de pessoas por ano, 90% das quais são crianças. Boa parte das
guerras ou conflitos armados dos últimos anos é ligada ao controle de minorias
econômicas ou étnicas sobre recursos naturais valiosos, sejam eles minérios,
pedras preciosas, petróleo, água ou madeira, como foi o caso de Angola. Os
gastos militares de 2001 foram estimados em 839 bilhões ou 2,3 bilhões por dia
(segundo PNUD). Os Estados Unidos respondem por 36% deste total mundial.
E ainda existem outros 40 milhões
de refugiados ambientais no mundo, calculando-se apenas quem saiu do país de
origem, sem considerar as migrações internas e os 12 milhões de refugiados
políticos, oficialmente reconhecidos como tais.
O modelo de
globalização
A atual realidade brasileira chama
a atenção para a enorme concentração do excedente gerado pela atividade
econômica nas mãos de poucos, em detrimento de amplas camadas da população.
Pressionadas pela pobreza e a necessidade instintiva de sobrevivência, essas
minorias econômicas atuam de forma predatória sobre o meio ambiente, ocasionando
desmatamentos de ecossistemas para moradia, alimentação, ou mesmo produção de
energia. Exemplares da fauna silvestre, por exemplo, tornam-se fonte de
alimentação para os excluídos. Hoje, o modelo de globalização vigente no mundo é
uma das principais causas da deterioração ambiental, pois hipoteca o caráter
sustentável do Planeta.
Os sistemas de livre mercado, que
buscam o lucro a qualquer custo, permitem facilmente o desrespeito à natureza,
cujos recursos são “gratuitos”. Os critérios que regem os sistemas de
industrialização dos países desenvolvidos criaram as condições que afetam
adversamente o ambiente. Desta forma, as causas da pobreza e da degradação
ambiental nos países em desenvolvimento estão diretamente relacionadas com o
modelo de desenvolvimento dos países industrializados, imposto aos países
pobres, via FMI. Esse modelo causa danos ao meio ambiente por contribuir
diretamente ao aquecimento global e a destruição da camada de ozônio e fomentar
a desigualdade e a pobreza no mundo.
O desequilíbrio afeta diretamente a
competitividade no comércio internacional. Os países em desenvolvimento
enfrentam, em média, duas vezes mais barreiras comerciais, para seus produtos,
do que os países desenvolvidos. A par disso, graças a subsídios que somam US$
300 bilhões anuais, os produtos agropecuários dos países desenvolvidos são
vendidos a preços entre 20 e 50% abaixo do custo de produção, desestruturando os
produtores dos países em desenvolvimento. Aumentam, assim, os índices de
desemprego e, por conseguinte, a pobreza. Quando os países pobres reclamam na
OMC (Organização Mundial do Comércio) dificilmente conseguem um resultado justo
a seu favor.
As diferenças também se manifestam
na outra ponta do consumo, a dos resíduos. Um novo tipo de transferência de
rejeitos começa a se revelar, com a descoberta de depósitos especializados em
resíduos tóxicos da indústria informática, na China e na Índia. Os Estados
Unidos exportam algo entre 50 e 80% do que produzem deste tipo de rejeito,
apelidado de ex-lixo. É quase impossível preservar o meio ambiente se
continuamos com um enorme desnível de renda, desnível alimentar, desnível de
valores e desnível de educação. Não se conseguiu uma sensível diminuição em
nenhum desses desníveis. Nem os esforços da ONU, nem os grandes investimentos de
capital, sob a forma de ajuda externa por parte das nações ricas, surtiram
efeito.
Na verdade, os desníveis de renda e
de valores pioraram durante as últimas décadas. Isso, porque a transferência de
tecnologia industrial das nações ricas para as pobres, nas raras vezes que
ocorre, acaba beneficiando um pequeno setor industrializado, e não as massas
pobres. O desequilíbrio revela-se também em relação ao mercado de petróleo e
derivados. Com menos de 5% da população mundial, os Estados Unidos consomem 26%
do petróleo, 25% do carvão mineral e 27% do gás natural mundial. Os automóveis,
que rodam nos Estados Unidos, representam um quarto da frota mundial e emitem
mais carbono do que todas as fontes – indústria, transporte, agricultura,
energia – do Japão, o quarto país na lista mundial de emissões de poluentes.
As conseqüências destas emissões,
porém, recaem sobre os países pobres, mais vulneráveis às mudanças climáticas.
Dos 700 desastres naturais registrados em 2002, 593 foram relacionados a eventos
climáticos. As tragédias humanas por trás das estatísticas nos lembram que o
progresso social e ambiental não é um luxo a ser posto de lado quando o mundo
tem que enfrentar problemas econômicos e políticos. As oscilações da economia
mundial e o vasto esforço necessário para restaurar a paz no Oriente Médio podem
desviar os recursos necessários para enfrentar as causas e conseqüências da
pobreza. É relevante assinalar que, em situação de extrema pobreza, o indivíduo
marginalizado da sociedade e da economia nacional não tem nenhum compromisso
para evitar a degradação ambiental, uma vez que a sociedade não impede sua
própria degradação como pessoa.
AQUECIMENTO GLOBAL - JÁ SE CONTAM
OS MORTOS - A Organização das Nações Unidas estima que 150.000 pessoas morrem
anualmente por causa de secas, inundações e outros fatores relacionados
diretamente ao aquecimento global. Estima-se que em 2030, o número dobrará.
Desmatamento afeta saúde
humana
Para cientista da Fiocruz,
construção de barragens e outras obras de infra-estrutura causam impacto
sanitário, mas autoridades desconhecem o problema. A cada temporada seca na
região central do País, entre abril e setembro, multiplicam-se os casos de
hantavirose na capital federal brasileira. A doença pode ser fatal e é
transmitida pela urina e fezes de ratos silvestres que cada vez mais são
empurrados para perto das pessoas pelo avanço da agricultura e do desmatamento.
Outras formas menos comuns de transmissão são a ingestão de alimentos ou de
poeira contaminados. Casos também são registrados entre trabalhadores da
cana-de-açúcar, no interior de São Paulo, e na indústria madeireira, no Paraná.
“As relações entre desflorestamento
e proliferação de doenças são muito conhecidas desde o início do século passado,
com a abertura da ferrovia Noroeste, em São Paulo. A derrubada facilitou o
contato de pessoas com doenças que estavam abrigadas no interior das
matas”, disse hoje o epidemiologista Ulisses Confalonieri, professor da Escola
Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, o maior complexo de saúde da em evento
promovido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) durante a COP8 (8ª Conferência
das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica), em Pinhais (PR).
Para a OMS, que está encaminhando
uma série de recomendações às Nações Unidas, a preservação de florestas, rios,
charcos e outros ecossistemas é fundamental para a saúde humana, seja por
ajudarem a evitar a proliferação de doenças quanto por serem indispensáveis para
a manutenção da agricultura, por exemplo. Isso é especialmente preocupante para
as camadas mais pobres da população, que costumam manter hortas para se
alimentarem. “Em ambientes urbanos a dependência da natureza é menos aparente”,
disse Carlos Corvalan, consultor da OMS.
Países tropicais e em
desenvolvimento, incluindo o Brasil, foram apontados pela OMS como mais
suscetíveis à incidência de doenças como malária, esquistossomose, dengue,
leishmaniose, meningite e cólera. Além de ainda possuírem florestas que podem
ser derrubadas, um possível aquecimento planetário elevaria as chances da
proliferação de mosquitos, vírus e de parasitas. Conforme o
Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas das Nações Unidas, a
temperatura global pode subir em média 3ºC até 2100.
Desertificação afeta 1,2
bilhão de pessoas, diz ONU
As graves conseqüências da
desertificação causada pela ação humana colocam mais de 1,2 bilhão de pessoas em
100 países em risco, situação que fez com que a ONU soasse o alarme no Dia
Mundial da Luta contra a Desertificação, comemorado no dia 17 de junho de cada
ano.
A ONU escolheu como tema "A
desertificação e a mudança climática: um desafio mundial", com o qual lembra que
os dois problemas "interagem em diversos níveis" e ameaçam a capacidade para
alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio até 2015.
Devido ao aquecimento global,
espera-se que a quantidade de fenômenos meteorológicos extremos, como secas e
chuvas intensas, continue aumentando, com um efeito grave em solos já
danificados, afirma o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em mensagem
divulgada. A tendência "piorará a desertificação e aumentará a prevalência da
pobreza, a migração forçada e a vulnerabilidade perante os conflitos nas regiões
afetadas", diz Ban.
Todas as agências da ONU e os
governos de vários países admitem o retrocesso do desmatamento, das terras
cultiváveis e das florestas, assim como a carência de água, problemas que já
geraram mais pobreza, o avanço dos desertos e um número cada vez maior de
refugiados por causa da fome. Em março, o secretário-executivo da Convenção da
ONU Contra a Desertificação, Hama Arba Diallo, afirmou que este processo é um
problema cujas conseqüências têm escala planetária.
Além disso, o representante da ONU
lembrou a meta mundial de reduzir a pobreza à metade até 2015, um dos Objetivos
do Milênio, mas acrescentou que este propósito mal poderá ser cumprido "caso não
se tomem medidas para abordar a conservação do principal instrumento de vida que
os países em desenvolvimento têm, que é a terra".
Na América Latina, apesar das
florestas tropicais úmidas da região, a perda de terras de cultivo e de
vegetação afeta 313 milhões de hectares na região e no Caribe (250 milhões na
América do Sul e 63 milhões na América Central e no México). Diante deste
problema, os países-membros do Mercosul, formado por Brasil, Argentina, Paraguai
e Uruguai, criaram em março, em conjunto com Bolívia e Chile, uma estratégia que
busca uma alternativa econômica para as terras empobrecidas.
CHUVA ÁCIDA
A chuva ácida é caracterizada por
um pH abaixo de 4,5. É causada pelo enxofre proveniente das impurezas da queima
dos combustíveis fósseis e pelo nitrogênio do ar, que se combinam com o oxigênio
para formar dióxido de enxofre e dióxido de nitrogênio. Estes se difundem pela
atmosfera e reagem com a água para formar ácido sulfúrico e ácido nítrico, que
são solúveis em água. Um pouco de ácido clorídrico também é formado. As chuvas
normais têm um pH de aproximadamente 5,6, que é levemente ácido.
Os íons tóxicos liberados devido à
chuva ácida constituem a maior ameaça aos seres humanos. O cobre mobilizado foi
implicado nas epidemias de diarréia em crianças jovens e acredita-se que existem
ligações entre o abastecimento de água contaminado com alumínio e a ocorrência
de casos da doença de Alzheimer.
ENERGIA
Dois bilhões de pessoas no planeta
ainda vivem sem ter acesso à energia elétrica, dependendo exclusivamente da
utilização de combustíveis fósseis. Somente na China, 100 milhões vivem nessa
condição. Os 5% mais ricos da população mundial consomem 58% da energia
disponível, enquanto os 50% mais pobres, menos de 4%.
ÁGUA
Um em cada cinco habitantes do
planeta não tem acesso à água potável e 40% da população mundial não dispõem de
serviços de saneamento básico. Este é o balanço referente a 2006 do Segundo
Informe das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos no Mundo.
“Lidando com a escassez de água”, tema do Dia Mundial da Água 2007, que se
celebra no dia 22 de março, coordenado pela Organização das Nações Unidas para a
Agricultura e a Alimentação (FAO).
A escassez de água no mundo é
agravada em virtude da desigualdade social e da falta de manejo e usos
sustentáveis dos recursos naturais. De acordo com os números apresentados pela
ONU - Organização das Nações Unidas - fica claro que controlar o uso da água
significa deter poder.
As diferenças registradas entre os
países desenvolvidos e os em desenvolvimento chocam e evidenciam que a crise
mundial dos recursos hídricos está diretamente ligada às desigualdades sociais.
Em regiões onde a situação de falta
d'água já atinge índices críticos de disponibilidade, como nos países do
Continente Africano, onde a média de consumo de água por pessoa é de dezenove
metros cúbicos/dia, ou de dez a quinze litros/pessoa. Já em Nova York, há um
consumo exagerado de água doce tratada e potável, onde um cidadão chega a gastar
dois mil litros/dia.
Segundo a Unicef (Fundo das Nações
Unidas para a Infância), menos da metade da população mundial tem acesso à água
potável. A irrigação corresponde a 73% do consumo de água, 21% vai para a
indústria e apenas 6% destina-se ao consumo doméstico.
Um bilhão e 200 milhões de pessoas
(35% da população mundial) não têm acesso a água tratada. Um bilhão e 800
milhões de pessoas (43% da população mundial) não contam com serviços adequados
de saneamento básico. Diante desses dados, temos a triste constatação de que dez
milhões de pessoas morrem anualmente em decorrência de doenças intestinais
transmitidas pela água.
Vivemos num mundo em que a
água se torna um desafio cada vez maior.
A cada ano, mais 80 milhões de
pessoas clamam por seu direito aos recursos hídricos da Terra. Infelizmente,
quase todos os 3 bilhões (ou mais) de habitantes que devem ser adicionados à
população mundial no próximo meio século nascerão em países que já sofrem de
escassez de água.
O Portal do Meio Ambiente é uma publicação da REBIA - Rede Brasileira de Informação Ambiental, editada em parceria com a OSCIP Associação Ecológica Piratingaúna, e tem por missão democratizar a informação ambiental como forma de contribuir para formação e a mobilização da cidadania ambiental planetária. A REBIA não tem fins lucrativos e é feita por indivíduos e organizações parceiras que doam voluntariamente seus talentos, recursos e energias na certeza de que um mundo melhor é possível. Editado também de forma voluntária pelo escritor, jornalista e ambientalista VILMAR Sidnei Demamam BERNA, que em 1999 recebeu o Prêmio Global 500 da ONU Para o Meio Ambiente e, em 2003, recebeu o Prêmio Verde das Américas, entre outros. Contatos: vilmar@rebia.org.br / Telefax: (21) 2610-2272 Redação: Trav. Gonçalo Ferreira, 777 - Casarão da Ponta da Ilha, Bairro Jurujuba, Niterói, RJ CEP 24370-290 (Os artigos assinados não traduzem necessariamente a opinião do Portal do Meio Ambiente).