“Não
vos conformeis com este mundo, mas transformai-o
pela renovação do espírito, para chegares
a conhecer qual
é a vontade de Deus, a saber, o que é bom,
agradável e perfeito.”
Rm 12, 2
“Mas,
por onde eu devia começar? O mundo é tão
vasto,
começarei com meu país, que é o que conheço
melhor.
Meu país, porém, é tão grande. Seria
melhor começar com
minha cidade. Mas minha cidade também é grande.
Seria melhor eu começar com minha rua. Não: minha
casa.
Não: minha família. Não importa, começarei
comigo mesmo.”
A
vida é um aprendizado contínuo. Quando paramos de
crescer, começamos a diminuir, assim como as fases da lua.
As crianças e jovens, por estarem em fase de crescimento,
mudam muito mais rapidamente do que os adultos conseguem perceber;
e acabam sendo pegos de surpresa com questionamentos sobre a realidade
e as relações humanas, cujas respostas muitas vezes
os próprios adultos não encontraram ainda.
Momentos como estes são muito especiais, pois contribuem
para a reflexão, a busca de respostas ou de novos questionamentos.
Muito sensíveis às injustiças e de uma certa
forma intolerantes diante dos erros de nossa sociedade, os jovens
costumam questionar; principalmente, a situação política.
É preciso encarar a realidade de que nosso mundo é
dominado por relações injustas que não são
naturais. Nelas se permite que um ser humano viva da exploração
de outro ser humano, que as instituições sejam manipuladas
pelos donos do poder econômico, que a espécie humana
possa destruir o planeta em detrimento dos outros seres vivos que
nele habitam. Essas são algumas das informações
que entram diariamente em nossas casas — a maior parte delas
distorcidas — pela televisão, seja camufladas em desenhos
animados, filmes, canções, seja de forma explícita
no noticiário, num volume muito mais rápido que nossa
capacidade de criticar e filtrar o conhecimento preciso da informação.
Se com os adultos isso causa uma sensação de espanto
e ansiedade, misturada com um sentimento de impotência, imagine
o que não estará acontecendo na cabeça das
crianças e jovens?
É preciso auxiliar os jovens para que desenvolvam uma consciência
critica diante da poluição da informação,
para que saibam separar o falso do verdadeiro.
Para que serve o Governo?
Se cada membro de nosso corpo resolvesse agir independente das ordens
do cérebro, nos tornaríamos, por exemplo, incapazes
de andam e esse equilíbrio o responsável pelo perfeito
funcionamento de todas as nossas funções. Os governos
deveriam funcionar como articuladores da sociedade, procurar combinar
diversos segmentos diferentes num movimento harmônico. Na
prática, os governos não funcionam como o nosso corpo.
Eles não são neutros, pois estão comprometidos
com os donos do poder econômico.
Os governos jamais deveriam restringir a capacidade dos indivíduos
de relacionarem-se entre si e, assim, de decidir os seus próprios
destinos. A única forma de sustar a corrupção
do poder é evitando justamente a sua concentração.
Quem sabe se, em vez de as pessoas delegarem poder a representantes,
resolvam elas próprias serem as condutoras de suas aspirações?
Como se fosse um tipo de autogoverno comunitário, onde cada
comunidade determine suas leis e modo de governo, afastando-se de
soluções centralizadoras. Isso significaria o fim
do atual modelo de governo. Será que estaríamos perdendo
grande coisa? Afinal, os governos já existem há muito
tempo, e, no entanto, não foram capazes de criar um mundo
melhor e mais feliz.
O
que é autogoverno?
Existe uma lei maior que regula a vida em sociedade: a liberdade
de cada um termina onde começa a do outro. Isso, no entanto,
exige amadurecimento do indivíduo e, por conseguinte, da
sociedade. Cada um. de nós precisa ser co-participante da
vida em sociedade e co-responsável pelo seu bem-estar A vida
em sociedade deveria assemelhar-se a uma orquestra, onde cada um
faz o melhor que pode para o bem da harmonia de todos, por estar
tão interessado num bom espetáculo quanto o regente.
Infelizmente, nossa sociedade parece mais com a obediência
cega dos quartéis, onde um soldado permanece perfilado com
a tropa apenas com medo de punição, e não porque
esteja interessado num bom desempenho do Exército.
Numa sociedade assim vive-se do medo, e não do amor Não
é à toa que não existe respeito do ser humano
pela natureza ou do ser humano por seus próprios semelhantes!
Pais que exigem obediência cega de seus filhos os estão
educando para serem excelentes robôs sem vontade própria.
Isso não cria o autogoverno, mas o contrário destrói
no indivíduo o embrião de uma personalidade autônoma,
criativa e responsável.
Por que Deus não acaba com a pobreza?
Não existiram sempre ricos e pobres. Esta divisão
não é natural, e muito menos foi desejada por Deus,
mas foi resultado da exploração de um pelo outro.
Deus criou os seres humanos com a capacidade de escolher o que é
melhor para si próprio e para os seus. Se o ser humano usa
esta capacidade para estimular sentimentos de cobiça, egoísmo,
prepotência, Deus não tem nada que ver com isso e estaria
retirando do ser humano a capacidade de escolha e livre-arbítrio,
se de alguma forma resolvesse interferir.
Podemos resolver nossos problemas. Afinal, Deus é perfeito
e nos fez capazes. Mas não é Deus quem não
quer acabar com a pobreza, e sim uma pequena parcela de seres humanos
que domina o poder econômico e político, acumulando,
ao longo dos anos, privilégios e poderes incalculáveis,
dos quais se recusa a abrir mão.
"Uma andorinha só não faz verão",
assim como uma pessoa isolada — ainda que consciente —
é incapaz de enfrentar um Golias tão grande. Mas,
se nos unirmos, então nos tornaremos tão grandes e
fortes quanto qualquer gigante, por mais atemorizador que este seja.
Mas a luta deve ser para acabar com os privilégios, e não
para substituir uns privilegiados por outros.
Como é que o patrão explora o trabalhador?
Para responder a essa pergunta, antes de tudo é preciso que
exista uma sociedade, como a nossa, que possibilite tais relações
de exploração entre patrão e empregados. Os
donos do capital não ficam ricos porque vendem seus produtos
mais caros no mercado, mas porque a eles é permitido pagar
salários baixos.
A maneira de roubar o trabalhador é simples; por exemplo,
um patrão "compra" a força de trabalho de
50 operários, que deverão produzir 500 estantes por
mês. Cada estante será vendida a 3 mil reais, o que
dá um total de 1 milhão e 500 mil. Desse dinheiro
que o patrão recebe com a venda das estantes, 1 milhão
é para pesquisa e projeto, matéria-prima, energia
e aluguel do prédio, impostos, e eventuais perdas, juros
de financiamento, encargos sociais etc., e ainda sobram 500 mil.
Dividido por 50 operários que efetivamente foram os fabricantes
das estantes — daria 10 mil PARA CADA UM. Acontece que o patrão
paga um salário de apenas 1 mil e embolsa os 9 mil restantes.
Ele enriquece à custa do empobrecimento e da exploração
do trabalho dos outros.
Por que os trabalhadores não se revoltam
contra os patrões?
Vendendo seu trabalho por pouco dinheiro, o trabalhador passa quase
todo o seu tempo trabalhando e, mesmo assim, o que ganha mal dá
para a sobrevivência, tornando-se eternamente dependente de
um sistema que só valoriza o trabalho para o patrão,
em vez do trabalho autônomo.
Aqueles que vivem da exploração do trabalho alheio,
além de terem tempo sobrando paira lutar por seus privilégios
— pois não precisam trabalhar tanto — , possuem
muito dinheiro, retirado do trabalho de outras pessoas. Com isso,
os ricos precisam lutar por uma coisa: manter seus privilégios
de exploradores. Gastam verdadeiras fortunas, que não custaram
o suor de seu trabalho, para financiar candidatos políticos,
ou lançarem-se eles próprios na política, fingindo-se
de interessados nas causas dos trabalhadores, a um de roubar-lhes
também o seu voto. Infelizmente os trabalhadores sempre caem
nesse golpe.
O resultado é que os donos do capital controlam o Estado,
através de seus representantes, e nem mesmo a Justiça
escapa; basta dar uma olhada nas penitenciárias e ver quantos
ricos estão presos. O pobre não tem para onde correr
e acaba achando que tudo isso está certo e o jeito mesmo
é se conformar e ligar a televisão para se distrair.
Esquece que a televisão também pertence aos donos
do capital, e nisso eles são bastante competentes, mantendo
os telespectadores confortavelmente alienados. Por isso é
fundamental dar toda a força e apoio às organizações
de trabalhadores que, embora ainda em minoria, lutam para mudar
esta situação.
O socialismo é melhor
que o capitalismo?
Se no capitalismo quem explora o empregado é o patrão,
no socialismo o patrão é o Estado. Tanto num sistema
quanto noutro, o ser humano continua precisando vender seu trabalho
a outro, por um salário ou crédito de compra no fim
do mês. Claro que existem diferenças fundamentais:
O capitalismo privilegia o capital. O socialismo privilegia o social.
Ideologicamente são antagônicos, mas no dia-a-dia a
coisa não é muito diferente. Tanto um sistema quanto
o outro possuem um inimigo: a liberdade.
Os sistemas capitalista ou socialista divergem na maneira de distribuir
os benefícios, mas são idênticos na forma de
produzi-los. Ambos adotam o modelo industrial de desenvolvimento,
baseado na exploração ilimitada dos recursos naturais
limitados do planeta e na existência do trabalho alienado,
ou seja, de pessoas que, impedidas de produzirem para si próprias,
precisam produzir para outros. O objetivo deste modelo é
sempre aumentar a produção. E este aumento não
significa aumento igual na qualidade de vida dos que o produziram.
No mundo de hoje, tanto nos países capitalistas quanto nos
socialistas, este aumento de produção criou mais privilégios
e desperdício, poluiu e depredou o meio ambiente, e acumulou
um arsenal de armas que pode destruir o planeta mais de 40 vezes!
É preciso rever as ideologias, buscar novos caminhos, repensar
os sonhos.
Como os ricos conseguem dominar o poder político?
Para chegar ao poder; num regime democrático, a via natural
é a eleição. Mas eleições custam
muito caro. Assim, os que têm mais dinheiro conseguem fazer
uma campanha mais impressionante e persuasiva, e acabam levando
a melhor. Depois, quando os trabalhadores percebem o erro que cometeram.,
é tarde demais. A menor parte da sociedade, no caso, a parte
que tem dinheiro, governa a maior parte e, claro, nunca irá
legislar no sentido de perderem seus privilégios, mas procurarão
aumentá-los e protegê-los ainda mais. Isso tudo acontece
sob a ilusão de estar-se praticando a democracia que, em
rigor; significa a expressão da vontade da maioria. Na verdade,
a maioria e um rebanho de ovelhas domesticadas conduzido por lobos
espertos, que apenas se dão o trabalho de vestir uma roupa
de ovelha na época das campanhas políticas. Tem dado
certo — para eles — até agora. Mas até
quando?
Toda lei deve ser cumprida?
Toda lei aprovada pelo Estado, em rigor; é legal, mas nem
toda lei legal é legítima. Por exemplo: se o governo
cria uma lei que proíbe o trabalhador de fazer greve, essa
lei é legal, e, se não for respeitada, o governo pode
prender ou demitir os infratores.
Entretanto uma lei como essa, apesar de legal, não é
legítima, pois visa proteger os privilégios de poucos
grupos empresariais, em vez de defender os interesses da maioria
da população. Durante muito tempo, no Brasil, existiu
uma lei como essa, que proibia greves. Os trabalhadores se organizaram,
lutaram e conseguiram mudar isso.
A desobediência civil é a maneira pacífica de
discordar de leis ilegítimas, ainda que legais, mas cada
cidadão deve ter em mente os riscos que esta desobediência
pode acarretar, não com a intenção de deixar
de cometer o ato de desobediência, mas para tomar as precauções
necessárias para que o ato seja eficaz. Os poderosos costumam
ficar aborrecidos e violentos quando seus privilégios são
ameaçados. Liberdade e segurança nem sempre andam
juntas. Pessoas que pensam lutar por suas liberdades, mas não
querem perder a segurança do cativeiro, acabam desiludidas
logo no primeiro confronto. Somos livres somente quando temos capacidade
para assumir riscos.
É dever de todo cidadão cumprir as leis aprovadas
por seu país, assim como é sua obrigação
lutar para modificar seu governo e as leis, se o governo aprovar
leis que prejudiquem os interesses de seus cidadãos, ainda
que perfeitamente dentro da legalidade. A paz deve ser fruto da
justiça, e não pode haver paz entre governos e governados
se líderes políticos estão sempre procurando
um meio de enganar o povo.
Por que existe mais gente na cidade que
no campo?
Toda lei aprovada pelo Estado, em rigor; é legal, mas nem
toda lei legal é legítima. Por exemplo: se o governo
cria uma lei que proíbe o trabalhador de fazer greve, essa
lei é legal, e, se não for respeitada, o governo pode
prender ou demitir os infratores.
Entretanto uma lei como essa, apesar de legal, não é
legítima, pois visa proteger os privilégios de poucos
grupos empresariais, em vez de defender os interesses da maioria
da população. Durante muito tempo, no Brasil, existiu
uma lei como essa, que proibia greves. Os trabalhadores se organizaram,
lutaram e conseguiram mudar isso.
A desobediência civil é a maneira pacífica de
discordar de leis ilegítimas, ainda que legais, mas cada
cidadão deve ter em mente os riscos que esta desobediência
pode acarretar, não com a intenção de deixar
de cometer o ato de desobediência, mas para tomar as precauções
necessárias para que o ato seja eficaz. Os poderosos costumam
ficar aborrecidos e violentos quando seus privilégios são
ameaçados. Liberdade e segurança nem sempre andam
juntas. Pessoas que pensam lutar por suas liberdades, mas não
querem perder a segurança do cativeiro, acabam desiludidas
logo no primeiro confronto. Somos livres somente quando temos capacidade
para assumir riscos.
É dever de todo cidadão cumprir as leis aprovadas
por seu país, assim como é sua obrigação
lutar para modificar seu governo e as leis, se o governo aprovar
leis que prejudiquem os interesses de seus cidadãos, ainda
que perfeitamente dentro da legalidade. A paz deve ser fruto da
justiça, e não pode haver paz entre governos e governados
se líderes políticos estão sempre procurando
um meio de enganar o povo.
Por que os índios não são
respeitados?
Começou com as Grandes Navegações. Os "descobridores"
chegaram às terras indígenas e se apoderaram de suas
riquezas, de sua terra, da saúde e da vida dos índios.
Isso não aconteceu sem resistência. Os índios
lutaram, mas o que poderiam fazer com arcos e flechas contra canhões?
Essa violência do "civilizado" contra o “selvagem”
não foi apenas coisa do passado. Infelizmente acontece hoje
em todo o mundo. O índio continua vítima da ganância
do "civilizado", que, em nome do desenvolvimento, continua
fazendo a mesma coisa que os primeiros "descobridores".
Na base desta relação está a visão arrogante
de que aqueles que detêm a cultura do "civilizado"
se acham no direito de submeter os povos de outras culturas.
Os índios viveram no Brasil durante 20 mil anos e souberam
preservá-lo, enquanto que as gerações que vieram
depois dos "descobridores" destruíram tudo em pouco
menos de 500 anos. Não se trata apenas de defender os direitos
dos índios à sua cultura e cidadania enquanto povos
de nações autônomas, mas de aprendermos com
eles a arte de viver em equilíbrio com o planeta. Além
dos povos indígenas, sofrem este mesmo processo de destruição
os chamados povos tradicionais, constituídos pelos caiçaras
(vivem no litoral), caboclos (vivem no interior) e ribeirinhos (vivem
nas margens dos rios).
Suas culturas e modos de subsistência estão em extinção,
assim como os ecossistemas que habitam
O ser humano desespiritualizou a natureza para explorá-la
sem culpa e, nessa exploração, acabou ele próprio
desurbanizando-se. Os índios e os povos tradicionais não
conseguiram entender tamanha loucura e foram as primeiras vítimas
de um processo que, agora, começa a ameaçar o próprio
invasor
Por que existem pessoas de cor diferente?
As diferenças entre as raças são os resultados
de milhares dc anos de evo]ução genética em
função da vida sob condições ambientais
específicas. O branco é diferente do negro, assim
como a mulher é diferente do homem., ou a espécie
humana é diferente da espécie animal e vegetal, mas
ser diferente não significa ser inferior!
A gente só pode ser igual quando tem o direito de ser diferente
sem ser discriminado por isso!
Os preconceitos entre os povos são originados por teorias
não-científicas e por preconceitos que procuram afirmar
a superioridade de uns sobre outros, sobretudo desqualificando aqueles
em que se identificam os sinais da suposta inferioridade. Existem
muitos tipos de discriminação, não apenas as
físicas, mas também as espirituais, as religiosas
e as patrióticas. Todas são indignas.
Na África do Sul, até recentemente o racismo era declarado
e o negro tem contra quem lutar. No Brasil, esse racismo é
camuflado, pois não há impedimentos legais contra
os negros ou qualquer outra raça, credo, sexo; entretanto,
não se vêem negros em altos postos políticos,
militares, econômicos ou religiosos. As mulheres, embora sejam
mais da metade da população, também não
ocupam postos de poder nessa mesma proporção. Os pais
devem estar atentos, se pretendem ensinar seus filhos a respeitar
as diferenças como um fato saudável entre as pessoas.
Na natureza, a força nasce da diversidade, ou seja, da convivência
entre as diferenças. Sempre que se elimina essa diversidade,
começam as pragas e os desequilíbrios.
O exemplo vale por mil palavras: se a empregada doméstica,
negra, é tratada com grosseria e impaciência, seu filho
vai crescer achando que ela, por ser mulher negra e pobre, é
inferior!
Como os explorados podem se libertar?
Se vai afundar na certa. Já com um navio, isso não
acontece. Qualquer indivíduo sozinho, por mais consciente
e inteligente que seja, é como um barquinho diante da fúria
do mar Mas se ele se une a outros indivíduos conscientes,
fica tão forte como um grande navio, e o mar já não
constitui perigo algum. Nada assusta mais os donos do poder que
as organizações legitimamente populares e independentes.
Por isso, eles fazem de tudo para desmobilizar e desestimular qualquer
iniciativa de organização.
Os movimentos populares, apesar de ainda em número insuficiente
para enfrentar o mal; constituem. uma esperança de libertação.
O caminho dessa liberdade, no entanto, passa pela auto-suficiência,
pela co-gestão, pela vida em pequenas comunidades autônomas,
em um perfeito equilíbrio com a natureza. É ilusão
acreditar em soluções grandiosas, feitas no calor
dos discursos políticos.
Os partidos argumentam que só podem fazer alguma coisa depois
que estiverem no poder. Quem garante que, uma vez no poder; não
irão repetir os mesmos erros? Outras pessoas acham que só
uma luta armada resolve. Está bem, vamos supor que os guerreiros
tomem o poder Quem vai tirar as armas deles depois? E quem garante
que elas não se voltarão contra o próprio povo
que os ajudou?
Vilmar é editor da REVISTA DO MEIO AMBIENTE
e do Portal do Meio Ambiente
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