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Como está o Pró-Lixo na Região Serrana/RJ?
Cinco
anos após o lançamento do Programa Pro-Lixo/1999,
que previa três anos para resolver os problemas dos aterros
sanitários, o quadro parece desanimador. As obras se arrastam
e o lixo urbano, na maioria dos municípios serranos, continua
a ser depositado em locais inapropriados gerando poluição,
contaminação e riscos à saúde do povo
do interior da região serrana/RJ.
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Usina
de lixo de Cambuci/RJ (Pro-lixo) |
Lixão
ao lado da Usina em Cambuci/RJ |
"São
premissas básicas do PRO-LIXO:
•
a retirada das pessoas que vivem no e dos lixões;
• a implantação de sistema adequado de manejo
e destinação de resíduos;
• a erradicação dos lixões;
• a inclusão social dos catadores com a sua sustentabilidade
econômica;
• a sustentabilidade técnica e econômica dos
sistemas de limpeza urbana."
(www.semadur.rj.gov.br/projeto_dinamica1.asp?id_projeto=7)
"nos
92 municípios do Estado do Rio existe um total de 67
lixões, onde 2.762 famílias defendem, em meio
a ratos, porcos e urubus o pão de cada dia para sobreviver.
Em condições subumanas, adultos e crianças,
muitas utilizadas como mão-de-obra, convivem com analfabetismo,
fome, doenças crônicas, desnutrição
e falta de saneamento básico. De acordo com o levantamento,
são despejadas cerca de 200 toneladas de lixo por dia
no Estado sem qualquer tipo de tratamento"
(http://www.arquidioceseniteroi.org.br/prolixao/lixoes.htm) |

Ao redor dos lixões o cheiro é insuportável
e há moscas por todo lado.
"O
desenvolvimento do Programa possibilita a transferência de
conhecimento técnico e de gestão administrativa aos
municípios que, de um modo geral, são carentes de
recursos humanos especializados na área de resíduos
sólidos e ambientais para reverter o quadro de degradação
resultante do manejo inadequado dos resíduos sólidos
urbanos."
(www.semadur.rj.gov.br/projeto_dinamica1.asp?id_projeto=7)
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Lixão de Macuco/RJ |
Lixão
de São Fidelis/RJ |
"André
Correa, Secretário de Estado do Meio Ambiente e Desenvolvimento
Sustent‡vel do Estado do Rio de Janeiro, anunciou durante
o Congresso Estadual do Partido Verde que "o Programa Pró-Lixo
é a "menina dos olhos" da Secretaria, e pretende
resolver dentro ainda de nossa gestão, nos próximos
três anos, o problema do destino final do lixo, na maior parte
dos municípios fluminenses".
Fonte: O Dia, 6 de agosto de 1999 (matria de Fábio
Varsano) - Rio de Janeiro (RJ)
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Lixão
do município de Carmo/RJ |
Lixão
de Cordeiro/RJ |
A
questão é que já se percebem que esse Projeto
(Pro-lixo), da forma que está indo, talvez não resolva
o problema. Por este e outros motivos a FEEMA/RJ, segundo informações,
está relutante em conceder a licença de operação
dessas Usinas.
"Cidade
produz 70t, mas usina é projetada para 15t.
Em Barra do Piraí, segundo ofício assinado pelo secretário
de Meio Ambiente do município, José Paiva, a empresa
Inspector Engenharia sequer esteve no local onde será instalada
a usina de processamento de lixo antes de fazer o projeto vencedor
da licitação. “A capacidade de processamento
da usina é de 15 toneladas por dia e a produção
de lixo no município chega a 70 toneladas/dia”, diz
o documento."
(http://www.rio.rj.gov.br/cgm/clipping/diario/julho2002/d18/estadopoe.htm)
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Lixão
de São Sebastião do Alto/RJ |
Sites
sobre o assunto:
www.lixo.com.br
www.reciclaveis.com.br
www.semadur.rj.gov.br
www.lixao.org.br
Fotos e edição: Geofiscal
Niterói
12 de março de 2003.
Aos
Secretários Municipais de Meio Ambiente e Coordenadores Locais
PRO-LIXO.
Prezad@s
Senhore(a)s,
Tomamos
a liberdade de nos dirigirmos aos municípios fluminenses
e expormos algumas reflexões sobre o PRO-LIXO. Nossa gestão
à frente da Coordenação do Programa Estadual
de Controle do Lixo Urbano pautou-se pela averiguação
das possíveis irregularidades na implantação
do programa, retomada da proposta e dos conceitos originais, capacitação
dos gestores locais, verificação e fiscalização
do cronograma de obras e das instalações em curso,
esclarecimentos e eventuais correções dos projetos
executivos, orientação para a disposição
final em Aterros Sanitários, agilização dos
processos de licenciamento ambiental e ainda enfocamos a discussão
e implementação dos Grupos Gestores PRO-LIXO com participação
das prefeituras municipais, órgãos públicos,
autarquias, entidades da sociedade civil e o empresariado local
desenvolvendo uma proposta de gestão integrada e participativa
dos resíduos sólidos.
Do
ponto de vista conceitual implementamos o desenvolvimento de uma
incipiente proposta de gestão consorciada dos resíduos
sólidos com base nos comitês de bacia hidrográfica.
Foi
muito pouco tempo. Nosso trabalho iniciado em abril de 2002 se deu
em meio a uma gestação de nove meses sem estrutura,
sem recursos e sob o fogo cruzado da campanha eleitoral.
Mesmo
sem viatura própria visitamos quase a totalidade dos quarenta
e sete municípios contemplados na primeira fase do Programa.
Montamos uma pequena equipe que contava com o Sr. Osmar Filho, Engenheiro
Sanitarista com experiência na área de saneamento ambiental,
e duas Assistente Técnicas das áreas de geografia
e sociologia.
O
PRO-LIXO foi concebido no inicio da gestão Garotinho e foram
liberados, ao longo de dois anos, cerca de 3,6 milhões de
reais distribuídos a 47 municípios fluminenses. Não
havia previsão de recursos para a gestão operacional
do programa.
Encontramos
uma situação complicada do ponto de vista estrutural
e contamos com a determinação e colaboração
dos gestores locais na pessoa de prefeitos, secretários municipais
e coordenadores locais para o desenvolvimento do nosso trabalho.
Muitas prefeituras colaboraram com o transporte e hospedagem em
nosso trabalho de campo. A todas elas fica o registro da nossa gratidão.
Não
havia recursos para a coordenação e os empenhos não
eram liberados pelo tesouro estadual. A crise financeira do governo
do estado era mais série do que imaginávamos.
No
campo das parcerias e articulações formamos a Comissão
Consultiva de Resíduos Sólidos (CCRS) da SEMADS com
membros das Universidades Publicas, da FEEMA e da Secretaria Estadual
de Planejamento. Além de acompanhar todo o trabalho desenvolvido
pela coordenação do PRO-LIXO, a CCRS foi responsável
pela organização e edição do livro “Lixo
Hospitalar: Ficção Legal ou Realidade Sanitária”.
Estabelecemos
convenio com o ProGAU (Projeto Gestão Ambiental Urbana) da
GTZ (agencia de fomento do governo Alemão) responsável
pela elaboração de um diagnóstico do programa,
já divulgado para os municípios, e pela realização
de uma oficina de trabalho nas instalações do IBAM
em outubro passado.
Acordamos
com o Fórum Estadual Lixo & Cidadania sua participação
no Programa colaborando na implantação dos Grupos
Gestores PRO-LIXO.
Trabalhamos
na elaboração da minuta da Política Estadual
de Resíduos Sólidos que virou Projeto de Lei de autoria
do Deputado Carlos Minc e aprovamos na ALERJ proposta orçamentária
do FECAM que destina algo da ordem de 34,5 milhões de reais
em 2003 para investimentos na gestão de resíduos sólidos
nos municípios fluminenses.
Por
outro lado, o novo governo estadual está em processo de composição
encontrando-se açodado pelas recentes denuncias de possíveis
irregularidades na fiscalização da Secretaria Estadual
de Fazenda, o que torna a máquina um tanto ou quanto engessada.
Ficamos contentes com a possibilidade de criação da
Superintendência Estadual de Resíduos Sólidos,
nossa antiga reivindicação, e confiamos que a atual
Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano (SEMADUR)
não poupará esforços na urgente necessidade
de solução dos problemas do setor de saneamento ambiental
dos municípios fluminenses, notadamente na gestão
dos resíduos sólidos, dando continuidade, aprimorando
e ampliando os projetos e programas em curso.
Lembramos
também que o Brasil vive hoje um novo momento, tendo no Governo
Federal um catalisador e indutor dos esforços de mudança
e estabelecimento de políticas públicas voltadas para
o resgate da cidadania e para a inclusão social. A questão
do saneamento que corresponde à drenagem urbana, ao esgotamento
sanitário, abastecimento d’água e gerenciamento
do lixo, é uma das prioridades do Ministro Olívio
Dutra que declarou recentemente a disponibilização
de 1,4 bilhão de reais para o setor.
O
Ministério das Cidades e o Ministério do Meio Ambiente
possuem programas e projetos na área de Saneamento Ambiental
e Recursos Hídricos que contemplam iniciativas de captação
de recursos financeiros e capacitação técnica
para a Gestão Ambiental dos Resíduos Sólidos
Municipais.
Desejamos
boa sorte e sucesso a todos os gestores locais que compartilharam
conosco a nossa breve gestão à frente da Coordenação
do PRO-LIXO e nos colocamos a disposição para eventuais
colaborações.
Cordialmente,
Walter
Placido Teixeira Junior *
*Engenheiro
Civil, Mestrando do Programa de pós-graduação
em Ciência Ambiental (PGCA) da Universidade Federal Fluminense,
Assistente Técnico da Promotoria de Justiça de Proteção
aos Interesses Difusos e Direitos Coletivos de Niterói, Marica,
Rio Bonito e Silva Jardim, Consultor em Planejamento Urbano e Gestão
Ambiental, ex-Coordenador do Programa Estadual de Controle do Lixo
Urbano da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Desenvolvimento
Sustentável (SEMADS).
Endereço:
Rua Carlos Drumond de Andrade nº 79 Vale Feliz Engenho do Mato
Niterói CEP: 24340-000 fone: (21)96685768 / 27032066 e-mail:
walplacido@ig.com.br
Municípios
despejam por ano 50 milhões de toneladas de resíduos
em lixões
Segundo a Abetre, a tolerância
de funcionamento de lixões ilegais está produzindo
grave problema de saúde pública para o País
O próprio poder público
- os 5.507 municípios brasileiros - despeja anualmente 50
milhões de toneladas de resíduos em lixões,
cerca de 136 mil toneladas por dia, segundo o Instituto Brasileiro
de Geografia e Estatística (IBGE), o equivalente a dez vezes
o volume coletado na cidade de São Paulo.
Para a Associação
Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos (Abetre),
o maior problema dos resíduos urbanos está na disposição
final e não na coleta, que já atende mais de 91% da
população urbana. Apenas 13,8% dos municípios
do Brasil depositam os resíduos em aterros sanitários.
Os demais descarregam em lixões, que não contam com
instalações adequadas para armazenar, tratar e monitorar
os rejeitos, como, por exemplo, a impermeabilização
do terreno. Esses lixões provocam contaminações
do solo e das águas e a proliferação de vetores
de doenças, como ratos e insetos.
Para resolver esse problema, implantando
novos aterros sanitários e fechando os lixões, um
estudo do Ministério do Meio Ambiente e da Caixa Econômica
Federal estima que são necessários investimentos de
apenas R$ 1,5 bilhão. O governo pode contar com a iniciativa
privada para investir nesse setor. Mas, segundo a Abetre, também
é necessária uma política pública que
contemple, além dos recursos financeiros, incentivos eficazes,
que realmente induzam as prefeituras a substituir essa prática
poluidora por processos seguros de disposição de resíduos.
Para mais informações,
entrar em contato com:
Cristiane
Pinheiro
cristiane.pinheiro@retoquejor.com.br
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Telefax: 11-3088-0990
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