Meu
nome é Débora e gostaria de lhe pedir ajuda, gostaria
que me desse alguns exemplos de empresas que atuam com a ISO 9000
e 14000 que eu possa pesquisar para uma feira tecnológica
no meu colégio. Se não for pedir muito gostaria que
me respondesse o mais rápido possível pois a feira
é dia 1 de setembro. Obrigada, espero resposta. – morena.rio@ig.com.br
RESPOSTA:
A certificação é um conjunto de atividades
desenvolvidas por um órgão independente da relação
comercial, com o objetivo de atestar publicamente ou por escrito
que determinado produto, processo ou serviço está
dentro dos requisitos especificados. É um processo que se
inicia com a conscientização da necessidade da qualidade
para manutenção da competitividade e conseqüentemente
permanência no mercado, passando pela utilização
de normas técnicas e pela difusão do conceito de qualidade
por todos os setores da empresa, desde o operacional até
o relacionamento com a sociedade e o ambiente.
A ABNT é o órgão Nacional que oferece credibilidade
internacional e atua na área de certificações,
sendo reconhecida pelo governo brasileiro como Fórum Nacional
de Normalização, além de ser fundador e representante
exclusivo da ISO (International Organization for Standardization)
no Brasil para certificações de Sistemas de Qualidade
– ISO 9000 e Sistemas de Gestão Ambiental – ISO
14001.
ISO
9000 – Sistema de gestão da qualidade. Destina-se
a certificação do sistema de qualquer tipo de empresa,
de acordo com os critérios estabelecidos na família
de normas ISO 9000, são avaliados tanto aspectos gerenciais
como política da qualidade, controle de aquisição,
treinamento e auditorias internas.
A ISO 9000 estabelece as diretrizes para selecionar qual norma deve
ser usada em determinada empresa, enquanto que a ISO 9001, 9002
e 9003 são as normas que determinam quais são as especificações/
requisitos que as empresas deverão seguir a atender para
que possam obter a certificação através de
auditoria realizada por um Órgão Certificador.
ISO
14000 – Sistema de gestão ambiental. Destina-se
à certificação do sistema de gestão
ambiental de qualquer tipo de empresa, de acordo com os critérios
estabelecidos pela norma ISO 14001. São avaliados aspectos
gerenciais como política ambiental, aspectos e impactos ambientais
relacionados à produção, legislação
ambiental pertinente, programas ambientais, comunicação
com partes interessadas, treinamento e auditorias internas.
A ISO 14000 Sistema de Gestão Ambiental (SGA) – especificações
com guia para uso, estabelece requisitos para as empresas gerenciarem
seus produtos e processos para que eles não agridam o meio
ambiente, que a comunidade não sofra com os resíduos
geradores e que a sociedade seja beneficiada num aspecto amplo.
Para que a empresa obtenha a certificação ISO 14000
é necessário que ele atenda algumas exigências:
- a direção da empresa deve elaborar uma Política
Ambiental que represente seus produtos e serviços, que seja
divulgada entre os funcionários e a comunidade. E que a direção
demonstre que está comprometida com o cumprimento dessa política,
buscando o melhoramento contínuo do desempenho ambiental
da empresa.
-
a organização precisa ter procedimentos que permitam
identificar, conhecer, administrar e controlar os resíduos
que ela gera durante o processamento e uso do produto: emissões
atmosféricas, efluentes líquidos e resíduos
sólidos.
-
desenvolver uma sistemática para obter e ter acesso a todas
as exigências legais pertinentes a sua atividade. Essas exigências
devem ficar claras à direção da empresa. Os
funcionários devem conhecer quais são essas exigências
e quais as documentações necessárias para seu
cumprimento, daí a importância do Treinamento e da
Educação Ambiental dentro da empresa.
- criar objetivos e metas que estejam alinhados com o cumprimento
da política ambiental que foi definida. Esses objetivos e
metas devem refletir os aspectos ambientais, os resíduos
gerados e seus impactos no meio ambiente. Também deve considerar
exigências legais e outros aspectos inerentes ao próprio
negócio.
- ter um programa estruturado com responsáveis pela coordenação
e implementação de ações que cumpram
o que foi estabelecido na política ambiental e as exigências
legais, que atinjam os objetivos e metas e que contemplem o desenvolvimento
de novos produtos e novos processos.
- o Programa de Gestão Ambiental deve integrar as funções
dos funcionários da empresa, através da descrição
de cargos e funções relativas à questão
ambiental. A empresa deve possuir um organograma que demonstre que
suas inter-relações estão bem definidas e comunicadas
em toda a empresa. A direção da empresa deve definir
um ou mais profissionais para que seja o representante dos assuntos
específicos da Gestão Ambiental.
- o programa de Gestão Ambiental deve prover treinamento
aos funcionários com atribuições na área
ambiental, para que estejam conscientes da importância do
cumprimento da política e objetivos do Meio Ambiente, das
exigências legais e de outras definidas pela empresa. O treinamento
também deve levar em consideração todos os
impactos ambientais reais ou potenciais associados as suas atividades
de trabalho.
- possuir uma sistemática para enviar e receber comunicados
relativos às questões ambientais para seus funcionários
e a comunidade.
- ter um Manual do Sistema de Gerenciamento Ambiental que contenha
as exigências ambientais da empresa.
- manter um sistema bem parecido com o controle de documentos da
ISO 9000, ou seja, procedimentos para que todos os documentos sejam
controlados e assinados pelos responsáveis, com acesso fácil
aos interessados, para manter atualizados, identificados, legíveis
e armazenados adequadamente. Os documentos obsoletos também
devem ser retirados do local para evitar uso indevido.
- ter procedimentos para fazer inspeções e o controle
dos aspectos ambientais, inclusive procedimentos para a manutenção
e calibração dos equipamentos que fazem esses controles.
- possuir procedimentos para prevenir, investigar e responder a
situações de emergência. Também deve
ter planos e funcionários treinados para atuar em situações
de emergência.
- medir o desempenho ambiental através da inspeção
das características de controle ambiental e calibração
dos instrumentos de medição para que atendam aos objetivos
e metas estabelecidos.
- definir responsáveis com autoridade para investigar as
causas das não-conformidades ambientais e tomar as devidas
ações corretivas e preventivas.
- arquivar todos os resultados de auditorias, análises críticas
relativas as questões ambientais. O objetivo de ter esses
registros é mostrar e provar, a quem quer que seja, que a
empresa possui um Sistema conforme o que é exigido pela norma.
- auditoria ambiental periódica e os resultados das auditorias
devem ser documentados e apresentados à alta administração
da empresa.
Baseado nos resultados da auditoria do SGA, a organização
deve fazer uma análise crítica do Sistema de Gestão
Ambiental e as devidas alterações, para que atenda
as exigências do mercado, clientes, fornecedores e aspectos
legais, na busca da melhoria contínua.
Benefícios
da certificação
• Fabricante –garante a implantação eficaz
dos sistemas de controle e garantia da qualidade nas empresas, diminuindo
a perda de produtos e custos da produção. Desde modo
aumenta a competitividade das empresas certificadas frente às
empresas que não estão, além de aumentar a
satisfação do cliente facilitando a venda dos produtos
e a introdução em novos mercados já são
comprovadamente fabricados dentro das expectativas do mercado consumidor.
• Exportador – quando a certificação é
feita por um órgão como a ABNT, possui acordos de
reconhecimentos com outros países, protegendo a exportação
de barreiras técnicas ao comércio.
• Consumidor – o produto certificado dá maior
confiança e é um meio do consumidor identificar quais
os produtos são controlados e testados conforme as normas
nacionais e internacionais, além de proporcionar uma relação
favorável entre qualidade e preço e garantia no produto.
• Governo – a certificação é um
instrumento que o governo pode utilizar para criar uma infra-estrutura
técnica adequada que auxilie o desenvolvimento tecnológico,
melhorando o nível de qualidade dos produtos industriais
nacionais, estabelecendo controle que auxiliem o desenvolvimento
de políticas de proteção ao consumidor.
Algumas empresas que possuem certificação ISO 9000
e ISO 14000
ISO 9000 ISO 14000
ISO
9000
3M
do Brasil Ltda
Air Liquide Brasil Ltda
Alfa Laval Ltda
Daimlerchrysler do Brasil Ltda
Dana Indústrias Ltda
Elevadores Otis Ltda
Elevadores Otis Ltda
Ford Motor Company Brasil Ltda
General Motors do Brasil Ltda
Scania Latin América Ltda
Volvo do Brasil Veículos Ltda
Key Serv Indústria e Comércio Ltda
ISO
14000
Petroflex
– Duque de Caxias - RJ
Alpargatas – Americanas - SP
Fiat – Betim - MG
Bahia Sul Celulose – 1ª do Brasil
Philips – Mauá - SP
Brahma – Contagem - MG
Scania – São Bernardo - SP
H-print
Bibliografia:
Site: www.abnt.org.br
Manual do sistema de gestão da qualidade – Key Serv MATERIAL PARA SEMINÁRIO UFF – 06/07/2004
PREZADOS
SENHORES, SOU ESTUDANTE DO CURSO DE ENGENHARIA AGRÍCOLA,
ESTOU INSCRITO NUMA DISCIPLINA DE FENÔMENO DE TRANSPORTE HIDRÁULICOS,
PRECISAREI REALIZAR UM SEMINÁRIO CUJO TEMA É: BRASIL
E SEUS RECURSOS HÍDRICOS: RECURSOS, ONDE OCORRAM, COMO SÃO
APROVEITADOS. GRANDES OBRAS EXISTENTES. OBRAS PROGRAMADAS. POLITICA
E PLANEJAMENTOS EXISTENTES. ESTATÍSTICAS ETC. RECURSOS MAL
GERENCIADOS. LOCAIS DE INTERESSE PRA APLICAÇÃO DE
POLÍTICAS NO SETOR. POSIÇÃO GEOPOLÍTICA
E OS RECURSOS HÍDRICOS - Magno Pimenta (fazbrasil@ig.com.br)
RESPOSTA:
A RESPEITO DE SEU SEMINÁRIO CUJO TEMA É: BRASIL E
SEUS RECURSOS HÍDRICOS. ESTIVEMOS PESQUISANDO EM ALGUNS SITES
ONDE PODEM –SE ENCONTRAR DADOS REFERENTES A CADA SUBTÍTULO
ESPECíFICO DO TRABALHO: www.mma.gov.br
- NO SITE DO MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE, VOCÊ VAI
TER A PAGINA, REFERENTE: CNRH (CONSELHO NACIONAL DE RECURSOS HÍDRICOS).
CONAMA (POLÍTICA NACIONA DE RECURSOS HÍDRICOS. LEI
º 9433, DE 8 DE JANEIRO DE 1997).
Consulta sobre a área
de comunicação ambiental – 20/07/2004
Boa Tarde Vilmar, meu nome é Angélica, estou cursando
Gestão Ambiental na Anhembi Morumbi. Como já sou formada
em Publicidade e Propaganda me interesso muito pela área
de comunicação ambiental. Este curso que estou fazendo
agora (é uma graduação) tem período
de 2 anos, gostaria que você me indicasse o que devo procurar
(outros cursos, etc) para maior conhecimento na área de comunicação.
Já estou procurando estágio. Muito obrigada! Abraços
Angélica Oliveira Bezerra aoliveira@citymedia.com.br
/ angelicaoliveira2000@yahoo.com.br
RESPOSTA: A comunicação ambiental tornou-se nos últimos
anos parte estratégica e de grande relevância dentro
do planejamento da comunicação coorporativa das empresas.
Entre seus objetivos mais importantes, está a otimização
dos resultados obtidos a partir da instalação de sistemas
de gestão ambiental. O tema ganhou força nos últimos
anos, como resultado da necessidade de aumentar o acesso à
informação ambiental. No site da empresa AG Comunicação
Ambiental) , encontram-se diversas informações relacionadas
a comunicação ambiental como: eventos, cursos, atualidades,
serviços, clientes, o histórico sobre a Empresa. Eles
também têm um e-mail para contato, onde você
poderá esclarecer eventuais dúvidas.
Você poderá encontrar mais informações
na Empresa AZA – Gestão da Informação
Ltda, Localizada na Rua Plínio Pasqui, 151 –São
Paulo ou pelo telefone (011) 6931-8524 e e-mail: azapress@terra.com.br
As atividades desenvolvidas nesta empresa, inclui assessoria de
comunicação e de imprensa; elaboração
de programas de comunicação ambiental; consultoria
em comunicação ambiental especialmente para se enfrentar
quadros de crise com comunidades e públicos de interesse
e elaboração de projetos editoriais ambientais.
Outra sugestão é a Empresa Qualifica localizada na
Rua Nebraska, 279/52 – São Paulo, que desenvolve Educação
e Comunicação Ambiental, projetos, palestras, cursos,
organização de eventos para empresas, instituições,
escolas e comunidades, além de consultoria em comunicação
de programas de qualidade ambiental. Você poderá encontrar
mais informações sobre esta empresa pelo telefone
(011) 5542-5246 ou por e-mail: qualifica@ig.com.br
Trabalho em meio ambiente – 20/07/2004
Olá
pessoal do Jornal do Meio Ambiente! me chamo Bruna Paiva, tenho
15 anos. Estou lhes mandando esse e-mail, para, primeiramente, parabenizá-los
pelo bonito trabalho que vem sendo feito por vocês, e também
para lhes pedir um grandioso favor: Sou estudante, estou no 1º
colegial e tenho um trabalho para entregar dia 24 de agosto sobre
Meio Ambiente. Quando minha professora nos deu esse tema, me interessei
muito e a minha maior vontade nesse momento é fazer um trabalho
o mais completo possível até porque o Meio Ambiente
merece uma atenção maior e especial... Gostaria de
saber se não teria como vocês me mandarem algum material
através dos correios para esse meu trabalho, pois gostei
pra caramba do site, e tenho certeza que ter matérias dele
no meu trabalho seria incrível!! Minha professora iria gostar
muito!! Nesse meu trabalho, teremos de fazer uma espécie
de "álbum" : Será feito numa daquelas pastas
que no interior tem plásticos transparentes.... Então
terá que ter gravuras, fotos, matérias de revistas,
jornais, sites e etc. então qualquer coisa que vocês
pudessem me ajudar já seria muito útil pra mim. Aguardo
respostas de vocês, com muitas esperanças. Muito obrigada
mesmo pela atenção... Bruna - brunaps.mg@terra.com.br
. Vivência integrada
com o meio ambiente
Marcelo de Queiroz Teles .
Atividades interdisciplinares de educação ambiental
Geraldo Freire Dias .
Jovens em ação !
Ângela Baeder e outros .
Ecologia
Richard Spurgeon
Indicações
de revistas:
.
Superinteressante .
Ciência Hoje .
Ecologia e desenvolvimento
O
que é meio ambiente ?
Meio ambiente é todo o espaço onde se desenvolve a
vida, incluindo todas as atividades dos animais, vegetais e do homem,
envolvendo os elementos culturais (hábitos, costumes de um
povo e sua história). Também chamamos de meio ambiente
a base natural sobre a qual se estruturam as sociedades humanas.
O ar, a água, o solo, a flora e a fauna dão o suporte
físico, químico e biótico para a permanência
das civilizações humanas sobre o planeta.
Do mesmo modo que as pessoas se modificam com o passar dos anos,
nosso ambiente está em constante transformação.
Assim, meio ambiente é tudo aquilo que possibilita o surgimento
e a manutenção da vida, que não é apenas
a humana.
Respondido por Adriana Ferreira Emerici, Priscila Holosi e Silvia
Fröhlich Pichinin
Matas ciliares –
25/07/2004
Estou
fazendo um curso de Pos-Graduacao em Gestao ambiental, e estou procurando
conteudo e bibliografia sobre o assunto (Mata Ciliar) para fazer
a monografia. Conto com sua gentileza para essas informaçoes.
Milene e Maurício - milenetorquato@hotmail.com
02/09/2004
Obrigada
pelas informações. Estou precisando para concluir
nosso projeto, referências bibliográficas, caso tenha
alguma sobre mata ciliar nos oriente. Grata
Milene e Maurício - milenetorquato@hotmail.com
RESPOSTA:
Cara Milene e Maurício, primeiramente obrigado por nos consultar.
Evitar a contaminação do ecossistema aquático,
manter a integridade das margens dos rios e contribuir para a manutenção
da temperatura da água são algumas das funções
da mata ciliar, portanto trabalhos sobre este tipo de vegetação
sempre são bem vindos e importantes.
Quanto à solicitação de vocês, descobrimos
algumas referências que são utilizadas para trabalhos.
Esperamos que as mesmas possam auxiliá-los em seu projeto.
•
BARBOSA, J.M. Manual sobre princípios da recuperação
vegetal de áreas degradadas: Manuais Ambientais. Secretaria
do Meio Ambiente do Estado de São Paulo. 2000.
•
FILHO, L. RODRIGUES, R.R. Matas Ciliares: Estado Atual do Conhecimento.
São Paulo. Edusp, 1989.
•
FILHO, L. Matas Ciliares: Conservação e Recuperação.
São Paulo. Edusp. 2000
• MACHADO, P.L. Legislação de Matas Ciliares.
In: BARBOSA, L.M. (Coord.) Simpósio sobre Mata Ciliar. São
Paulo. Anais: Fundação Cargill. p-3
•
MANTOVANI, W. Conceituação e Fatores Condicionantes.
In: BARBOSA, L.M. (Coord.) Simpósio sobre Mata Ciliar. São
Paulo. Anais: Fundação Cargill. pp. 11-19. 1989.
•
RODRIGUES, R.R. Análise Estrutural das Formações
Florestais Riparias. In: BARBOSA, L.M. (Coord.) Simpósio
sobre Mata Ciliar. São Paulo. Anais: Fundação
Cargill. pp. 99-119. 1989.
• LIMA, W.P. Função Hidrológica da Mata
Ciliar. Simpósio sobre Mata Ciliar. São Paulo. Anais:
Fundação Cargill. pp. 25-42. 1989.
Prevenção e combate aos incêndios
florestais – 26/7/2004
Senhores, sou aluno do curso de gestão ambiental da FGV e
estou realizando uma pesquisa questões referentes a prevenção
e combate aos incêndios florestais, e em virtude disso solicito-
lhes que se possível me enviassem informações
sobre os seguintes tópicos: 1. Histórico, 2- Triângulo
de fogo, 3- Tipos de incêndios florestais, 4- Comportamento
do fogo, 5- Manejo, 6- Resistência aos incêndios 7-
Conseqüências. Desde já grato. Maurício
Lustosa mauricio.lustosa@cea.com.br
RESPOSTA:
1 - histórico – Historicamente o fogo sempre exerceu
grande atração sobre os seres humanos , estando a
evolução da nossa espécie diretamente ligada
a ele , segundo Johnson (1970), citado por Bayley, a mais de 500.000
anos o homem vem utilizando o fogo sendo que nos últimos
200.000 anos, houve um grande aprendizado sobre esta utilização.
Da mesma forma que o fogo exerce sua atração sobre
as pessoas, desperta medo pelo efeito devastador que pode ter destruído
plantações, animais, florestas, casas e matando pessoas.
Há séculos o fogo acompanha o homem, é um marco
evolutivo do homem, adquirindo controle sobre o fogo, alcançaram
novos espaços , alteraram ecossistemas e sofreram suas conseqüências
decorrentes de suas próprias atividades. O seu uso reflete
, assim valores , preocupações, crenças , aspectos
econômicos, institucionais e político. O fogo em si
não é bom nem ruim, é apenas um instrumento
da nossa disposição.
2
- triangulo do fogo - Para que exista fogo, é necessária
a condição favorável juntamente com 3 elementos
que são comburentes (oxigênio, o combustível
e o calor), a reunião destes três elementos forma o
triangulo do fogo. O combustível matéria ou produtos
que ardem (ramos secos, madeiras, matos secos,etc). O comburente
que alimenta a combustão (oxigênio do ar, no caso de
incêndios florestais). O calor ou energia de atração
que permite que os dois elementos entrem em ação.
Para que o material combustível e o comburente entrem em
ação é necessário que exista fonte de
calor , este é chama de um fósforo, faíscas,
incidência dos raios solares sobre os objetos que os refletem
, tais como vidro, latas e outros. Existe a possibilidade do fogo
sem a intervenção de uma fonte de calor , pois auto
combustão, esta só acontece quando as temperaturas
da mistura entre o comburente ou material que arde e o combustível
de oxigênio atingem 290 graus centígrados.
3
– Tipos de incêndios florestais- Os incêndios
em geral são provocados pela ação do homem
Entre as causas mais comuns, estão:
- realizar queimadas para fins agropastoris, sem os devidos cuidados;
- limpar terrenos e eliminar lixou ou entulho com o uso do fogo
- acender fogueiras e velas em locais próximos as áreas
verdes;
- soltar balões
- lançar pontas de cigarro e fósforos acesos na vegetação
.
Os tipos de incêndios são:
Rasteira ou superficial – libera muito calor , tem muitas
chamas e alastra-se com rapidez, porque queimam folhas , gravetos
e restos de culturas não decompostos.
Subterrâneo – é difícil de ser identificado
porque quase não libera fumaça e alastra-se lentamente,
atingindo raízes e camadas de húmus ou turfas no subsolo.
Incêndio de copa- o fogo alastra-se rapidamente porque atinge
e se propaga pelas copas das arvores. Tem grande poder de destruição
e é o mais difícil de se combater.
4- comportamento do fogo - Segundo Soares (1979), comportamento
do fogo, é um termo geral usado para designar o que o fogo
faz , a ignição , crescimento, propagação
e declínio de qualquer incêndio em combustível
florestal , representa um complexo processo de reação
em cadeia. A ação do fogo através de sua duração
e governado por certas leis e princípios naturais da combustão.
A compreensão desses princípios é um passo
básico no julgamento do efeito de vários fatores ambientais.
O triangulo do fogo e as fases de combustão por exemplo,
sai peças importantes no comportamento do fogo.
Segundo Batista (1995), comportamento do fogo e o resultado as inteiração
entre clima e condição de combustível , topografia,
técnicas de queima e forma de ignição: medidas
do comportamento do fogo , são úteis para comparar
queimas, para o planejamento da supressão e para estimar
os efeitos do fogo.
5 – manejo – O manejo florestal é interpretado
como uma clara definição dos objetivos de produção
florestal em uma base sustentada e ações para implementar
esses objetivos Entretanto, dado a complexidade do ecossistema de
uma floresta tropical , seu manejo tem se tornado um desafio para
todos. A utilização dos recursos florestais brasileiros
em uma história perspectiva precisa de análise para
um programa de manejo florestal sustentável. Esses recursos
fazem uma contribuição vital para a proteção
de mananciais, vida silvestre, e diversidade biológica ,
geração de empregos, recursos e receita através
da exploração florestal e indústria madeireira,
suporte as comunidades rurais como fonte de alimentos, combustíveis,
e medicamentos, incluindo regiões mais pobres. Um entendimento
dos complexos requisitos ecológicos e inter-relações
existentes nos ecossistemas florestais, assim como o seu valor econômico,
deverá ser alcançado somente através do próprio
manejo.
Existem dois tipos de manejo: Expansão e consolidação
do manejo de florestas nativas em áreas públicas e
manejo de florestas nativas em áreas privadas.
O manejo em áreas publica , ampliam hectares as áreas
de florestas nacionais (floras).
Manejo
florestal sustentado – indicadores de sustentabilidade , teremos
transparente as necessidades para novas pesquisas , avanços
na tecnologia e aumento na capacidade de medir e entender indicadores
de manejo florestal sustentado. O objetivo dos manejos de incêndios
florestais usando queimada sob prescrição , é
proteger vidas e propriedades e , ao mesmo tempo, manter a diversidade
de plantas e animais nativos. Elas também reduzem a disseminação
rapidamente de ervas daninhas não-nativas, ajudam também
a manter a diversidade de habitat necessária para a preservação
de fauna nativa.
6
- Resistência aos incêndios - A floresta primaria funciona
como barreira úmida ao longo da paisagem, prevenindo a expansão
do fogo iniciado intencionalmente em pastagens e campos agrícolas.
Se as florestas primárias perder essa função
protetora é provável que grandes áreas da paisagem
torrnam-se sujeitas a queimadas. Para a criação de
tais condições começarem , as estações
secas agravadas por el nino e a contínua expansão
da fronteira agrícola, aumenta a intensidade do uso da terra
na região. Outra razão advem do aumento da virulência
do fogo, quando sua reincidência em áreas anteriormente
atingidas por incêndios e queimadas. Pesquisas recentes indicam
que uma floresta queimada, ainda que levemente sapicada tem uma
probabilidade muito maior de incendiar-se novamente. A segunda queimada
mais intensa , é a mortalidade das arvores que é muito
maior. O fogo que queima pela segunda vez é aumentado também
pelo material resultante da primeira queimada. Suas labaredas atingem
altitudes duas vezes mais elevadas, assim como a extensão
de sua frente é duas vezes maior; e o fogo é mais
quente que o primeiro, sendo capaz de destruir arvores adultas com
mais de 40cm de diâmetro , que sobreviveram da queimada anterior.
Em resumo, o maior impacto da primeira queimada da floresta é
a sua perda de resistência a novas queimadas. O efeito el-nino
também potencializa o uso do fogo e antecipa as queimadas
agrícolas provocando uma ampliação do período
tradicional e conseqüentemente , o aumento de focos de queimadas
e incêndios florestais ao longo do ano. A partir de junho/julho
, iniciam –se desflorestamentos, as grandes queimadas, que
quando fora de controle, tendem a transformar em incêndios
florestais, causando enormes prejuízos econômicos ,
problemas de saúde e impactos ambientais.
7-
conseqüências – as principais conseqüências
do incêndio são:
mata os animais;
destroi a vegetação;
enfraquece o solo;
propicia processos erosivos;
Destruição de húmus e morte de microorganismos;
Destruição da fauna silvestre , especialmente animais
jovens,
Aumento de pragas no meio ambiente;
Debilitação de arvores jovens suscetíveis a
pragas e doenças;
Perda de nutrientes do solo;
Ressecamento do solo;
Aceleração do processo de erosão;
Assoreamento de rios, e lagoas;
Prejuízos econômicos , destruição dos
ecossistemas;
Emissão de grande quantidade de dióxido de carbono.(efeito
estufa);
A fumaça causa acidentes nas estradas e agrava os problemas
respiratórios principalmente em crianças e idosos.
Oi,
sou estudante e gostaria que vc me envia-se alguma materia sobre
a relação de insetos aquaticos com metais pesados.
Estarei esperando, muito obrigado. - Marvioaugusto (marvioaugusto@bol.com.br)
RESPOSTA:
Os insetos aquáticos são aqueles que vivem pelo menos
um estágio do ciclo de vida em ambiente aquático.
Um exemplo é a libélula, a qual vive em locais de
água lenta, limpa, com altas concentrações
de oxigênio e junto à vegetação aquática.
Esses insetos são macroinvertebrados bentônicos (animais
que vivem no bênton, isto é, compreende os organismos
que vive em contato com o substrato, de forma fixa, ou de forma
vágil, que se desloca sobre o fundo), utilizados como bioindicadores
de qualidade de água, pois possuem ciclo de vida longa, podendo
viver entre semanas, meses e até mesmo um ano, caracterizando-se
como “organismos sentinelas”; são organismos
grandes e de pouca mobilidade; fácil amostragem; com custos
muito baixos; grande diversidade com fácil identificação;
são organismos sensíveis a diferentes concentrações
de poluentes no meio, fornecendo ampla faixa de respostas frente
a diferentes níveis de contaminação ambiental.
No Brasil, onde existem muitos rios que sofrem a influência
do lançamento de esgotos domésticos e efluentes industriais,
entre eles, os metais pesados. Os macroinvertebrados bentônicos
têm sido amplamente utilizados como bioindicadores de qualidade
de água e saúde de ecossistemas.
O monitoramento biológico da água feito através
de bioindicadores pode ser definido como o uso de respostas biológicas,
que procuram avaliar mudanças ambientais com o objetivo de
utilizar esta informação em um programa de controle
de qualidade ou despoluição de rios.
Os metais pesados como mercúrio, cromo, entre outros, podem
contaminar corpos d’água pelo despejo destes em efluentes
de rios. Esses metais pesados podem vir das industrias ou através
de atividades garimpeiras, onde o mercúrio é utilizado
para extrair metais preciosos.
Inseto
Bioindicador de Águas de má Qualidade
Díptera:
vivem em diferentes ambientes aquáticos. Algumas espécies
são tolerantes a poluição orgânica (esgotos)
e industrial, podendo viver em águas poluídas (moscas
e mosquitos).
Respondido
por: Elisangela Foguel Ângelo, Celina Ferreira Dantas e Patrícia
Helena Kleeb
EXPLORAÇÃO
DE ARGILA!!!!!!! – 28/07/2004
Bom
dia Vilmar. Gostaria de saber se vc tem algum modelo de projeto
e/ou algum texto que possa me ajudar num estudo sobre "Exploração
de argila em leito de rio". Vc poderia me indicar algum site
ou mesmo um email de alguém que possa me ajudar, que tenha
obtido sucesso num projeto similar. Desde já agradeço
- CLAUDIO JACINTO BUENO PEREIRA (claudiojbp@hotmail.com)
RESPOSTA
1:
As argilas estão entre os minerais que formam o solo. São
elas que fazem o solo ser diferente da rocha nua e estéril.
É fácil perceber , observemos as margens de um rio,
lago ou mar, e veremos que é fácil distinguir o que
é praia e o que não é. A praia é essencialmente
areia de grãos pequenos; quase não apresentam vegetação.
Isso ocorre porque é um solo sem argila. Em solos dessa natureza
as plantas têm dificuldades em crescer, e uma das causas disso
é a falta dos nutrientes necessários às plantas.
Se colocarmos um pouco de terra em um copo com água e agitarmos
vamos observar que uma parte da terra vai rapidamente ao fundo -
sedimenta, -, e outra fica suspensa na água por mais tempo.
A parte que demora mais para sedimentar é constituída
principalmente de um material que chamamos de argila.
Mas a argila não está presente apenas no solo, pois
também é usada para fabricar os tijolos, o cimento,
a cerâmica, a louça da cozinha etc. Todos esses materiais
são obtidos a partir das argilas.
Para saber mais sobre argilas, leia: CHAGAS, Aécio Pereira.
Argilas: as essências da terra. São Paulo: Moderna,
1996. (Coleção Polêmica).
RESPOSTA 2: A argila é comumente extraída das margens
dos rios, morros ou vales próximos aos rios, dificilmente
se extraem argilas em leito de rios, pela dificuldade maior em encontrar
locais nos leitos ricos em argilas e também pela dificuldade
de extração. A extração em margens de
rios ocorre atualmente em rios como: o Paraguaçu (Chapada
Diamantina-BA), Parnaíba (PI) e Cubatão (Florianópolis-SC).
No Rio Paraguaçu, alguns ceramistas já foram orientados
pelo IBAMA e Ministério Público a redirecionar suas
atividades, pois a exploração é feita em cavas
a céu aberto com pás, tratores e escavadeiras, deixando
uma lacuna nesses locais, em princípio irreparável,
causando muitos problemas quando feitos clandestinamente, dentre
eles: completa supressão das matas ciliares, a retirada da
vegetação e da camada de solo, problemas paisagísticos
relacionados ao uso do solo, desabamentos e movimentação
de lama para estradas. A área que já foi minerada
muitas vezes fica abandonada sujeita à erosão e compactação
do solo. Muitos até por falta de estrutura e condições
financeiras continuam extraindo o barro das margens do rio. No Rio
Cubatão encontramos os mesmos danos ambientais, a argila
também é extraída às margens do rio
sem nenhuma contenção e quando chove o material argiloso
é carreado diretamente para o seu leito, sem ter mais nenhum
aproveitamento.
Quanto
à essas cavas deixadas pela exploração da argila
pode haver um planejamento prevendo-se novos usos para a área
afetada, como formação de tanques para piscicultura
ou bebedouros, preparação para receber material inerte
proveniente de obras civis, preparação de cavas para
receber lixo orgânico ou ser adaptada para um aterro sanitário.
No
Rio Parnaíba, por enquanto, a maioria das jazidas oferecem
boas condições para exploração. O Vale
do Parnaíba é uma região com vasta quantidade
de terras, possui mais de 3000 km de rios perenes, centenas de lagoas
não utilizadas ou subutilizadas e, ainda a metade da água
de subsolo do Nordeste.
Querendo
saber mais sobre o assunto, consulte os sites:
Eu
sou um estudante da Universidade Eduardo Mondlane, em Mocambique,
estou neste momento a monitorar um curso de Educacao Ambiental e
deparo-me com serios problemas de falta de material. Peco que voces
me ajudem na aquisao de material para continuar com o curso. Antecipadamente
agradeco a vossa colaboracao. - Francesco Chicamisse chicamisse@yahoo.com.br
RESPOSTA: Conseguimos coletar alguns dados através das pesquisas
que fizemos para poder colaborar para a solução do
problema. Moçambique é um País rico em recursos
humanos e naturais e tem cerca de 16 milhões de habitantes,
possui uma localização geográfica privilegiada.
A geologia, clima, flora e fauna são diversificados. Por
esses e outros motivos cursos de Educação Ambiental
se tornam extremamente importantes, e há também órgãos
interessados e preocupados com questão ambiental de Moçambique,
um deles é o GTA. O GTA é uma ONG de Moçambique,
constituída por pessoas especializadas em diversas áreas
afins à problemática ambiental, com princípios
básicos de participação comunitária
para a prevenção de problemas ambientais. O GTA com
certeza poderá ajudar na aquisição desses materiais
que faltam para dar continuidade ao monitoramento do curso de Educação
Ambiental, pois o GTA possui um programa de trabalho cujo objetivo
se acentuam basicamente em educação ambiental que
é desenvolver em todas as camadas sociais o respeito pela
natureza e o uso adequado dos recursos naturais, através
de ações e formação e sensibilização
de modo a garantir sua sustentabilidade. Você deve procurar
se informar melhor sobre o GTA, podendo encontrar mais informações
e até pedir ajuda através do site: www.mozambique.mz
e www.gta.org.mz/port.htm , E poderia também procurar outros
órgãos ou empresas que possam contribuir e ou patrocinar
o curso e com isso poder realizÁ-lo com os materiais necessários.
Reverter o processo – 29/07/2004
Caro
Vilmar Berna, editor do Jornal do Meio Ambiente. Há três
anos participo de um projeto ambiental no meu colégio. O
projeto era aberto a todos e no começo tinha bastantes colaboradores
(entre alunos e professores). Mas de um tempo pra cá, parece
que eles perderam o interesse pelos projetos e acaba sobrando muito
trabalho para poucos, gerando uma sobrecarga para estes. Gostaria
de saber o que poderia ser feito para reverter este processo. Obrigado
desde já. Bruno Tenan- brunotenan@hotmail.com
RESPOSTA:
Prezado Bruno Tenan, O que posso sugerir é que deixe os próprios
colaboradores (alunos e professores) produzirem, levantar duvidas
e criar relações que incentivem novas compreensões
para a reconstrução do conhecimento. Estarei sugerindo
a leitura do autor Genebaldo Freire Dias que poderá auxiliar
nesse problema. DIAS, Genebaldo Freire. Educação Ambiental:
Princípios e Práticas.São Paulo:Editora Gaia,1998.
E ainda poderá pesquisar em um site que fala sobre pedagogia
de projetos e como aplicá-los, neste também há
literaturas que você poderá consultar: www.tvebrasil.com.br/salto
Espero que tenha ajudado e boa sorte.
VEGETAÇÃO
- 30/07/2004
GOSTARIA
DA AJUDA DE VOCES PARA O TÓPICO ABAIXO; ESTOU AJUDANDO MEU
FILHO A REALIZAR O TRABALHO ESCOLAR, ONDE FOI SOLICITADO OS SEGUINTES
DADOS: VEGETAÇÃO E HIDROGRAFIA DE CINGAPURA, JÁ
PROCUREI EM VARIOS SITES E NÃO CONSEGUI O DESEJADO, AGUARDO
A AJUDA DE VOCES. DESDE JÁ AGRADEÇO - CELOIR MENDES
celoir@solariscorretora.com.br