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Jurujuba
História da Comunidade

Este texto é resultado de um trabalho de investigação dos alunos do Projeto Olho Vivo 3, moradores da comunidade de Jurujuba. Com o intuito de trazer à tona as histórias da comunidade, os alunos foram em busca de antigos moradores, excelente fonte de informação.

Entre os entrevistados, estava o seu Mário Eugênio, vice-presidente da Associação de Moradores de jurujuba (AMORJ). Ele se lembra que, quando chegou

ao local para morar, na década de 60, não havia água encanada na região: "era um sacrifício tomar um banho, a gente pegava dois baldes de 20 litros , colocava nas costas e ia pedir permissão ao vizinho para usar o poço. Mas havia somente três poços na comunidade." Este texto é resultado de um trabalho de investigação dos alunos do Projeto Olho Vivo 3, moradores da comunidade de Jurujuba. Com o intuito de trazer à tona as histórias da comunidade, os alunos foram em busca de antigos moradores, excelente fonte de informação. Entre os entrevistados, estava o seu Mário Eugênio, vice-presidente da Associação de Moradores de jurujuba (AMORJ). Ele se lembra que, quando chegou ao local para morar, na década de 60, não havia água encanada na região: "era um sacrifício tomar um banho, a gente pegava dois baldes de 20 litros , colocava nas costas e ia pedir permissão ao vizinho para usar o poço. Mas havia somente três poços na comunidade."

Ele recorda também que a AMORJ foi criada em 1981, com o objetivo de resolver problemas graves como esse. Sozinhos, os moradores não tinham como reivindicar melhorias na infra-estrutura do local, mas com a Associação, foram conseguindo avançar.

Em 1985, indignado pelas dificuldades que a comunidade ainda enfrentava, seu Mário Eugênio decidiu fazer parte da AMORJ. Dois anos depois, se tornou o presidente da instituição. Um dos primeiros problemas que tentou resolver foi o da água. Segundo ele, os moradores se organizaram e mutirão e com muito trabalho, quebrando ruas e instalando canos e bombas, conseguiram expandir o encanamento. Seu Mário correu atrás também de energia e pôs em prática o "Uma luz na escuridão", que levou luz aos moradores dos morros.

Nessa mesma época seu Mário espalhou latões de 200 litros (emprestados pela fábrica de sardinha) pela comunidade a fim de resolver o problema do lixo, fazendo com que não se acumulasse mais lixo na beira da praia.

Seu Mário disse ainda que o comércio era precário até pouco tempo atrás. Havia poucas barracas espalhadas pelo bairro, as chamadas "biroscas". As padarias só foram se estabelecer mesmo por volta de 1997. Antes disso os pães eram trazidos de fora da comunidade.

Ao contrário do comércio, a pesca era abundante. Havia fartura de peixe. Entretanto, por causa deste ambiente propício, vários atuneiros vieram explorar a Baía, matando os peixes miúdos. Como conseqüência, hoje em dia os pescadores da comunidade enfrentam dificuldades no trabalho.

Sobre a relação entre Grota e Cachoeira, através de uma pesquisa feita pela Internet, os alunos descobriram que existia um caminho que ligava São Francisco / Cachoeira ao Largo da Batalha. Este caminho recebeu a denominação de Estrada da Cachoeira, pois nele existe um rio que, em outras épocas, formava uma cachoeira.

Como era a Grota antigamente? "Era tudo deserto, não tinha muita casa, não tinha água, luz e nem asfalto", relembra Jurani Magalhães, de 40 anos, morador da comunidade há 32 anos.

 

Fonte: www.niteroicomunidades.org.br/jurujuba/index.htm

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