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Veja aqui quanto de impacto ambiental
seus hábitos de consumo provocam no Planeta

:: Consumo Sustentável ::



 
Veja como preservar o nosso meio ambiente e economizar seu dinheiro

Vazamentos
• Os vazamentos podem ser evidentes, como uma torneira pingando, ou escondidos, no caso de canos furados ou de vaso sanitário. Para este último, xeque o vazamento jogando cinzas no fundo da privada e observe por alguns minutos. Se houver movimentação da cinza ou se ela sumir, há vazamento.
• Outra forma de detectá-los é através do hidrômetro (ou relógio de água) da casa: feche todas as torneiras e desligue os aparelhos que usam água na casa (só não feche os registros na parede, que alimentam as saídas de água). Anote o número indicado no hidrômetro e confira depois de algumas horas para ver se houve alteração ou observe o círculo existente no meio do medidor (meia-lua, gravatinha, circunferência dentada) para ver se continua girando. Caso haja alteração nos números ou movimento do medidor, há vazamento.

No Banheiro

• O chuveiro elétrico é um dos aparelhos que mais consome energia, o ideal é evitar seu uso em horários de maior consumo (de pico): entre 18h e 19h30min e, no horário de verão, entre 19h e 20h30min;
• Quando o tempo não estiver frio, deixe a chave de temperatura do chuveiro na posição menos quente (morno);
• Tente limitar seus banhos em aproximadamente 5 minutos e, se possível, feche a torneira enquanto se ensaboa;
• Jamais escove os dentes ou faça a barba com a torneira aberta;
• Caso seja viável, instale redutores de vazão em torneiras e chuveiros;
• Quando construir ou reformar, dê preferência às caixas de descarga no lugar das válvulas;
• Instale torneiras com aerador ("peneirinhas" ou "telinhas" na saída da água). Ele dá a sensação de maior vazão, mas, na verdade, faz exatamente o contrário.

Na Cozinha

• Use também o redutor de vazão e torneiras com aeradores;
• Ao lavar a louça, use uma bacia ou a própria cuba da pia para deixar os pratos e talheres de molho por alguns minutos antes da lavagem, pois isso ajuda a soltar a sujeira. Depois, use água corrente somente para enxaguar;
• Se usar a máquina de lavar louça, ligue-a somente quando estiver com toda sua capacidade preenchida;
• Para lavar verduras use também uma bacia para deixá-las de molho (pode ser inclusive com algumas gotas de vinagre ou com solução de hipoclorito), passando-as depois por um pouco de água corrente para terminar de limpá-las;
• Procure consumir alimentos livres de agrotóxicos.Os agrotóxicos podem causar danos ao meio ambiente, à sua saúde e à saúde do trabalhador rural. Dê preferência a produtos orgânicos.
Na Lavanderia (ou Área de Serviço)
• Deixar as roupas de molho por algum tempo antes de lavar também ajuda aqui;
• Ao esfregar a roupa com sabão use um balde com água, que pode ser a mesma do molho, e mantenha a torneira do tanque fechada: água corrente somente no enxágüe!
• Use o resto da água com sabão para lavar o seu quintal;
• Se tiver máquina de lavar, use-a sempre com a carga máxima e tome cuidado com o excesso de sabão para evitar um número maior de enxágües;
• Caso opte por comprar uma lavadora, prefira as de abertura frontal que gastam menos água que as de abertura superior.
• Evite utilizar o ferro elétrico quando vários aparelhos estiverem ligados na casa, para evitar que a rede elétrica fique sobrecarregada;
• Habitue-se a juntar a maior quantidade possível de roupas para passá-las de uma só vez;
• Se o ferro for automático, regule sua temperatura. Passe primeiro as roupas delicadas, que precisam de menos calor. No final, depois de desligá-lo, você ainda pode aproveitar o calor para passar algumas roupas leves.

No Quintal, Jardim e Vaso
• Cultive plantas que necessitam de pouca água (bromélias, cactos, pinheiros, violetas) ;
• Não regue as plantas em excesso, e nem nas horas quentes do dia ou em momentos com muito vento. Muita água será evaporada ou levada antes de atingir as raízes;
• Molhe a base das plantas, não as folhas;
• Utilize cobertura morta (folhas, palha) sobre a terra de canteiros e jardins. Ela diminui a perda de água;
• Aproveite sempre que possível a água da chuva. Você pode armazená-la em recipientes colocados na saída das calhas e depois usá-la para regar as plantas. Só não se esqueça de tampar esses recipientes para que não se tornem focos de mosquito da dengue!
• Para lavar o carro, use balde em vez de mangueira;
• Ao limpar a calçada, use a vassoura, E NÃO ÁGUA para varrer a sujeira! Depois, se quiser, jogue um pouco de água no chão, somente para "baixar a poeira". Para isso você pode usar aquela água que sobrou do tanque.

Geladeira/Freeze
• Na hora de comprar, leve em conta a eficiência energética certificada pelo selo Procel – Programa de Combate ao Desperdício de Energia Elétrica;
• Coloque o aparelho em local bem ventilado;
• Evite a proximidade com o fogão, aquecedores ou áreas expostas ao sol;
• No caso de instalação entre armários e paredes, deixe um espaço mínimo de 15 cm dos lados, acima e no fundo do aparelho.

Ao utilizar:
• Evite abrir a porta da geladeira em demasia ou por tempo prolongado;
• Deixe espaço entre os alimentos e guarde-os de forma que você possa encontrá-los rápida e facilmente;
• Não guarde alimentos ou líquidos quentes;
• Não forre as prateleiras com vidros ou plásticos porque dificulta a circulação interna de ar;
• Faça o descongelamento do freezer periodicamente, conforme as instruções do manual, para evitar que se forme camada com mais de meio centímetro de espessura;
• No inverno, a temperatura interna do refrigerador não precisa ser tão baixa como no verão. Regule o termostato;
• Conserve limpas as serpentinas (as grades) que se encontram na parte de trás do aparelho, e não as utilize para secar panos, roupas, etc.
• Quando você se ausentar de casa por tempo prolongado, o ideal é esvaziar freezer e geladeira e desligá-los.

Lâmpadas

• Na hora de comprar, dê preferência a lâmpadas fluorescentes, compactas ou circulares, para a cozinha, área de serviço, garagem e qualquer outro lugar da casa que fique com as luzes acesas por mais de quatro horas por dia. Além de consumir menos energia, essas lâmpadas duram mais que as outras;
• Evite acender lâmpadas durante o dia. Aproveite melhor a luz do sol, abrindo bem as janelas, cortinas e persianas. Apague as lâmpadas dos ambientes que estiverem desocupados;
• Para quem vai pintar a casa, é bom lembrar que tetos e paredes de cores claras refletem melhor a luz, reduzindo a necessidade de luz artificial.

Televisão
• Quando ninguém estiver assistindo, desligue o aparelho;
• Não durma com a televisão ligada. Mas se você se acostumou com isso, uma opção é recorrer ao timer (temporizador) para que o aparelho desligue-se sozinho.

Ar condicionado
• Na hora da compra, escolha um modelo adequado ao tamanho do ambiente em que será utilizado. Prefira os aparelhos com controle automático de temperatura e dê preferência às marcas de maior eficiência, segundo o selo Procel;
• Ao instalá-lo, procure proteger sua parte externa da incidência do sol (mas sem bloquear as grades de ventilação);
• Quando o aparelho estiver funcionando, mantenha janelas e portas fechadas;
• Desligue-o quando o ambiente estiver desocupado;
• Evite o frio excessivo, regulando o termostato;
• Mantenha limpos os filtros do aparelho, para não prejudicar a circulação do ar.

Aquecedor (boiler)


Na hora da compra:

• escolha um modelo com capacidade adequada às suas necessidades e leve em conta a possibilidade de uso da energia solar;
• dê preferência a aparelhos com bom isolamento do tanque e com dispositivo de controle de temperatura;

Ao instalar:
• coloque o aquecedor o mais próximo possível dos pontos de consumo;
• isole com cuidado as canalizações de água quente;
• nunca ligue o aquecedor à rede elétrica sem ter certeza de que ele está cheio de água;


Ao utilizar:

• ajuste o termostato de acordo com a temperatura ambiente
• ligue o aquecedor apenas durante o tempo necessário; se possível, coloque um "timer" para que essa função se torne automática;
• não ensaboar-se, feche as torneiras.

Seu Lixo
• Não jogue lixo nenhum na rua.Cerca de 40% do lixo recolhido no Rio de Janeiro é proveniente da coleta em ruas, avenidas, praças, margens de rios. Essa coleta é mais cara e, além de enfeiar os lugares, traz sérios problemas às cidades nas épocas de chuva, entupindo bueiros e estrangulando corredores de água;
• Aproveite integralmente os alimentos. Muitas vezes, talos, folhas , sementes e cascas têm grande valor nutritivo e possibilitam uma boa variação no seu cardápio;
• Doe livros, roupas, brinquedos e outros bens usados que para você não têm mais serventia, mas que podem ser úteis para outras pessoas;
• Utilize os dois lados da folha de papel para escrever ou imprimir e, para rascunhar, reduza os espaçamentos, os tamanhos de letras e margens, aproveitando melhor a área do papel. Para cada tonelada de papel que se recicla, 40 árvores deixam de ser derrubadas;
• Leve sacola própria para fazer suas compras, evitando pegar as sacolas plásticas fornecidas nos supermercados. Se trouxer as sacolas, reutilize-as como sacos de lixo. Para o transporte, caso sejam compras grandes, utilize caixas plásticas ou de papelão (reutilize aquelas de próprio supermercado) ;
• Procure comprar produtos reciclados - cadernos, blocos de anotação, envelopes, utilidades de alumínio, ferro, plástico ou vidro;
• Escolha produtos que utilizem pouca embalagem ou que tenham embalagens reutilizáveis ou recicláveis - potes de sorvete, vidros de maionese, etc;
• Não jogue lâmpadas, pilhas, baterias de celular, restos de tinta ou produtos químicos no lixo - as empresas que os produzem estão sendo obrigadas por Lei a recolher muitos destes produtos;
• Leve remédios, os que não usa e os vencidos, a um posto de saúde próximo. Eles saberão dar-lhes destino adequado;
• Separe o lixo e encaminhe os produtos para reciclagem - tente organizar em seu edifício, rua, vila, condomínio um sistema de coleta seletiva. Cada morador separa em sua residência;
• Materiais como vidro, plástico, latas de alumínio, papel, papelão e material orgânico, colocando-os em locais próprios para cada um. Informe-se nas companhias municipais de limpeza sobre a existência de cooperativas de catadores próximas à sua residência, que poderão fazer a coleta. Algumas empresas que fazem reciclagem podem, dependendo da quantidade, recolher diretamente o material separado;
• Procure se informar sobre as iniciativas de sua Prefeitura/Comunidade com relação ao lixo reciclável. Todos somos responsáveis pelo destino de lixo que geramos. Cobrar iniciativas e novos projetos de vereadores e prefeitos também faz parte do nosso papel de consumidor, assim como estarmos informados das iniciativas existentes, por mais tímidas que possam ser. Algumas instituições (igrejas e associações comunitárias) recebem material reciclável e, com a venda, arrecadam algum dinheiro para obras sociais. Já existem empresas que compram este material e, dependendo da quantidade, retiram-no periodicamente

Cuidados com a coleta seletiva domiciliar

Papel e Papelão Jornais e Revistas
Cadernos e Folhas Soltas
Caixas e Embalagens em geral
Devem estar limpos e secos
Caixas devem estar desmontadas
Não coloque papel higiênico, papel plastificado, papel de fax ou carbono
Metais (ferrosos e não ferrosos) Latas em geral
Alumínio
Cobre
Pequenas Sucatas
Devem estar limpos
Vidros Copos
Garrafas
Potes ou Frascos
Devem estar limpos
Podem ser inteiros ou quebrados
Não coloque vidros planos, cerâmicas ou lâmpadas
Plásticos (todos os tipos) Garrafas
Sacos e Embalagens
Brinquedos
Utensílios Domésticos
Devem estar limpos e sem tampa

Fonte: Comlurb/Rio de Janeiro

Consumo Sustentável quer dizer saber usar os recursos naturais para satisfazer as nossas necessidades, sem comprometer as necessidades e aspirações das gerações futuras. A imensidão do Brasil fez, e ainda faz, muita gente pensar que todos os recursos naturais do nosso País seriam inesgotáveis. Engano. Um grande engano. Se não abrirmos os olhos e ficarmos bem atentos às nossas atitudes, poderemos passar por sérias e graves dificuldades e ainda comprometer a sobrevivência das gerações futuras.
Fonte: Este texto é um resumo do "Manual de Educação para o Consumo Sustentável" (acesse no site do MMA ) e resultou de uma parceria entre o Ministério do Meio Ambiente/Secretaria de Políticas para o Desenvolvimento Sustentável (e.mail: sds@mma.gov.br / site: www.mma.gov.br ) e o Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC) (e.mail: idec@uol.com.br / site: www.idec.org.br )

Consumir sem consumir o mundo em que vivemos

A humanidade caminha para um beco sem saída. Daqui a mais ou menos 100 anos, não haverá no planeta recursos para alimentar e aquecer os seres humanos. A continuar o atual ritmo de exploração do planeta, em um século não haverá fontes de água, reservas de ar puro, terras para agricultura em quantidade suficiente para a preservação da vida.

Mesmo na situação atual, em que metade da humanidade está abaixo da linha de pobreza, já se consome de 20% a 30% a mais do que a Terra consegue renovar. Se a população do mundo passasse a consumir como os americanos, seriam necessários mais quatro planetas iguais a este para garantir produtos e serviços básicos, como água, energia, alimentos para todo mundo.

É por isso que o Instituto Akatu defende e divulga a idéia do consumo consciente, que definimos como um processo de escolha que equilibra o consumo e a sustentabilidade do planeta. O consumidor consciente leva em conta o impacto de suas ações sobre a economia, a sociedade e o meio ambiente toda vez que usa água ou energia elétrica, joga fora o lixo ou vai às compras.

Ser um consumidor consciente envolve ação cotidiana, pois mesmo o consumo de poucas pessoas, ao longo de suas vidas, faz diferença, tendo um impacto muito importante sobre a sociedade e o meio ambiente. Pegue-se o exemplo de uma família de quatro pessoas desperdiçando 100 gramas de alimentos a cada refeição. Imaginando que elas vivam até os 70 anos, somente essa família terá jogado fora 31 toneladas de comida durante esse tempo. Essa quantidade seria suficiente para alimentar 17 crianças por dez anos.

Consumir com consciência é uma questão de cidadania, pois o consumo de um grande número de pessoas, mesmo por um período curto de tempo, igualmente faz enorme diferença. Digamos que um cidadão escove os dentes com a torneira aberta. Assim, em vez de gastar apenas 2 litros de água, vai usar 14 litros, enquanto 12 litros de água limpa e tratada entram literalmente pelo cano. Se 4 milhões de cidadãos que fazem a mesma coisa resolvessem escovar os dentes com a torneira fechada, a água economizada em um dia seria suficiente para abastecer, nesse dia, uma cidade como Goiânia, em Goiás, com 1 milhão de habitantes.

O consumidor consciente sabe que estamos todos no mesmo barco, e que seus atos cotidianos repercutem de alguma forma na sua cidade ou no seu país -uma questão de interdependência. Voltando ao exemplo da família em que cada pessoa joga fora 100 gramas de alimentos a cada refeição, se apenas vinte famílias tiverem o mesmo comportamento, serão desperdiçadas anualmente cerca de 9 toneladas de comida. É um número impressionante. Imaginemos, então, que todas as famílias de uma cidade como Rio de Janeiro ou São Paulo façam o mesmo. Com tanta comida indo para o lixo, seria preciso produzir mais alimentos para abastecer os mercados e feiras, provocando assim um aumento de preços que vai afetar a todos.

Mas este é apenas um aspecto desta história. O consumidor consciente é aquele que percebeu o enorme poder transformador que tem nas mãos. O simples ato de ir às compras é capaz de levar as pessoas a mudar o mundo. E isso não é excesso de otimismo.

Como isto é possível? Quando as pessoas escolhem comprar produtos ou serviços de empresas socialmente responsáveis, as que não têm como objetivo apenas tirar proveito da sociedade, mas que a respeitam e dão algo em troca. As que levam em consideração a sociedade e o meio ambiente.

Indústrias, por exemplo, que não poluem o ar ou a água. Ou produtores agrícolas que não exploram o trabalho infantil. Ou ainda lojas de móveis que não vendem peças fabricadas com madeira arrancada ilegalmente das florestas nativas. Ou as empresas que investem em suas comunidades, seus funcionários e suas famílias. Privilegiando essas empresas, o consumidor deixa clara sua escolha por quem ajuda a construir uma sociedade mais justa.

A idéia, portanto, não é que as pessoas deixem de comprar o que julgam necessário para suas vidas, nem que façam enormes sacrifícios. Quando todo mundo faz a sua pequena parte diariamente, o resultado é um mundo melhor para todos. São pequenos gestos que produzem grandes transformações. É um por todos e todos por todos. O Instituto Akatu contribui para que a sociedade caminhe na direção de um modelo sustentável, para que toda a humanidade possa consumir sem consumir o mundo em que vive.

O relatório anual do WWI, Worldwatch Institute, Estado do Mundo 2004, foca o "estado do consumo e o consumo sustentável" e será brevemente lançado no Brasil com apresentação de Enrique Iglesias, presidente do BID-Banco Interamericano de Desenvolvimento. Em parceria com o Akatu o WWI-UMA estará incluindo no livro informações sobre consumo no Brasil.

Brasil recicla menos de 5% de seu lixo urbano

O desperdício no Brasil é considerado um dos maiores do mundo. A diferença é que nas nações desenvolvidas a reciclagem dos materiais supera a brasileira. O paulistano gera por dia 1,2 quilo de lixo domiciliar, enquanto o americano, 2 quilos e o japonês, 2,8 quilos. Embora a população desses países consuma mais e gere mais lixo, há mais consciência em relação ao reaproveitamento. O Brasil recicla menos de 5% de seu lixo urbano. Esse percentual é de 40% nos EUA e na Europa, informa a UBQ (União Brasileira para a Qualidade). Apesar de o Brasil não estar na lista dos países mais preocupados com o desperdício, é campeão na reciclagem de papelão e de latas de alumínio. Do total dessas latas produzidas no Brasil, 85% são recicladas. No Japão, 82,5%. No caso do papelão, a diferença é maior ainda: a reciclagem é de 72% no Brasil e de 65% na Europa. Mas o Brasil recicla pouco outros materiais: 21% de plástico e 38% de vidro e de papel. Mas o Brasil só é líder na reciclagem nesses dois produtos por necessidade --e não por consciência. Mais de 300 mil catadores vivem do lixo para garantir renda mensal de até R$ 500. (= US$ 170). Os catadores também usam o lixo orgânico para sobreviver. Na Ceagesp, em São Paulo, uma tonelada de alimentos é desperdiçada diariamente. "Nosso desperdício só não é o dobro por causa da ação dos catadores", diz Ossir Gorenstein, engenheiro da Ceagesp. (Folha SP)

Fonte: Todos os direitos reservados. WWI-Worldwatch Institute / UMA-Universidade Livre da Mata Atlântica (apenas para as matérias geradas pelo UMA-Jornal Digital). Autorizada a reprodução do todo ou em parte citando copyrights, fonte e o site http://www.wwiuma.org.br

PESQUISA CNI/IBOPE - MEIO AMBIENTE

Confederação Nacional da Indústria
Conselho Temático Permanente de Meio Ambiente


PESQUISA CNI/IBOPE - MEIO AMBIENTE
Maio de 1998

Características da Pesquisa

Amostra: 2.000 pessoas com 16 anos ou mais, ambos os sexos, todas a regiões geográficas, tanto capital como interior, todas as faixas de renda e todos os níveis de escolaridade
Período: 08 a 13 de maio de 1998.
Instrumento: Entrevistas pessoais com utilização de questionário.


Questões pesquisadas

1. Qual destes é o principal problema ambiental no Brasil?

Esgoto urbano 18%
Destruição das florestas 15%
Poluição das águas 14%
Poluição do ar 13%
Lixo urbano 1%
Esgoto urbano 5%
Não sabe/não opinou 35%


Comentários: A destruição das florestas é considerado o principal problema ambiental no Brasil por 35% dos entrevistados. Os outros problemas receberam entre 13% e 18% das assinalações. Não existem diferenças significativas entre as faixas de idade, de grau de instrução e de renda familiar. Alguns destaques:
a) o lixo urbano é considerado o segundo principal problema para as pessoas que possuem curso superior ou acima com 24% de assinalações;
b) quase metade, 48%, dos entrevistados da Região Norte/Centro Oeste consideram a destruição das florestas o principal problema;
c) a poluição das águas é o segundo principal problema na Região Sul com 26%, enquanto que na Região Sudeste é a poluição do ar, com 18%.

2. Qual destas maneiras é a melhor para resolver os problemas que afetam o meio ambiente?

Aumento da fiscalização 30%
A conscientização da população 11%
Aumento das ações dos governos 6%
As iniciativas das próprias empresas 6%
Modificação da legislação 2%
As denúncias pelas ONGs 10%
Não sabe/não opinou 34%


Comentários: O aumento da fiscalização (34%) e a conscientização da população (30%) foram consideradas as duas melhores maneiras de resolver os problemas que afetam o meio ambiente. As denúncias pelas ONGs teve assinalações baixas em todas as faixas de renda, de escolaridade, de idade e regiões, com exceção da Região Sul onde alcançou 5% dos entrevistados. A conscientização da população é considerada a melhor maneira por 46% dos entrevistados nas faixas de escolaridade colegial, superior e acima.

3. Qual destes grupos está fazendo mais pelo meio ambiente?

Os governos 17%
As ONGs 16%
Os consumidores 10%
As empresas 11%
Nenhum deles/Ninguem 22%
Não sabe/não opinou 23%


Comentários: Os resultados gerais apontam que, pela ordem, os governos, as ONGs, os consumidores e as empresas são os grupos que estão fazendo mais pelo meio ambiente. As assinalações atribuídas aos governos caem significativamente à medida que cresce o grau de instrução, ou seja, de 28% pelos menos escolarizados para 10% para os que possuem curso superior ou acima. As ONGs ficaram em primeiro lugar nas faixas de instrução colegial (32%) e superior e acima (46%), como também nas grandes cidades (municípios com mais de 100.000 eleitores). Destaque-se também o razoável percentual de pessoas (22%) que demonstrou desconhecimento ou falta de opinião sobre quem está fazendo mais pelo meio ambiente.

4. Estaria disposto a pagar mais por um produto que não polui o meio ambiente?

Estaria disposto 24%
Não estaria disposto 8%
Não sabe/não opinou 68%


Comentários: Conclui-se que em cada quatro pessoas três estariam dispostas a pagar mais por um produto que não polui o meio ambiente. Este percentual é maior ainda nos entrevistados nas faixas de idade entre 16 e 34 anos, nos que possuem curso ginasial e acima e naqueles que tem renda familiar acima de 5 salários mínimos. Nesta pergunta os homens estão mais dispostos (72%) do que as mulheres (64%) a pagarem mais por um produto que não polui o meio ambiente.

Fonte: http://www2.uol.com.br/ambienteglobal/site/consumidor_eco/consumidor_pesquisa1.htm

Pesquisa - Procon


Pesquisa feita pelo Procon, em São Paulo, revela população preocupada com consumo sustentável

Com o objetivo de definir estratégias para a defesa ambiental, a Fundação Procon, órgão vinculado à Secretaria da Justiça, realizou, no final do ano passado, a pesquisa "Consumidor e Meio Ambiente". O levantamento atingiu 415 pessoas da capital paulista e constatou que a população reconhece a necessidade de um consumo sustentável, mas por falta de conhecimento e canais de participação, não são tomadas atitudes mais concretas.

O levantamento procurou conhecer, junto a moradores de São Paulo, percepções, grau de sensibilização e conscientização sobre a questão ambiental da cidade, bem como detectar de que forma os entrevistados identificam-se no seu dia-a-dia como agentes de transformação e até que ponto associam o ato de consumir à degradação ambiental.

A análise dos dados foi dividida em alguns tópicos: o consumidor paulistano face aos problemas ambientais da cidade (consumo de energia elétrica, poluição do ar e uso do veículo particular, consumo de água, lixo e outros tipos de poluição); o consumo de produtos (ecológicos, recicláveis/reciclados e critérios e preocupações na compra); o consumo e o meio ambiente (consumismo e consumo individual e degradação ambiental) e consumo sustentável: pressupostos (fim de água potável, relação homem - natureza, imagem dos ambientalistas e vínculos com o futuro).

Consumidor e problemas ambientais da cidade


Na abordagem dos problemas ambientais, poucas foram as menções espontâneas a causas e consequências ligadas à degradação ambiental, tais como danos ambientais em decorrência da poluição causada por automóveis e preocupação com contaminação ambiental pelo lixo.

A percepção da correlação entre consumo e problemas ambientais foi expressiva, mas as causas não diretamente vinculadas ao consumo tiveram repercussão maior junto aos entrevistados. Por exemplo, a poluição do ar como o maior problema decorrente do uso do automóvel, apontada por 72%; e 37% indicou o desperdício no consumo doméstico de água como causador de sua falta. Parcela significativa dos entrevistados apontou soluções que implicam em mudanças de comportamento do consumidor para a resolução de problemas no futuro.

O Poder Público é visto pelos paulistanos como o principal responsável pela iniciativa para a solução dos problemas ambientais na cidade, já que a maioria das sugestões depende de sua intervenção direta ou indireta para a implentação.

O Conjunto de medidas apontadas indica que parte da população também começa ter expectativas quanto a ações mais voltadas para a prevenção dos problemas, como a reciclagem (principal solução indicada para o problema do lixo), planejamento urbano e a ação ambiental (falta de água ) melhoria dos transportes (poluição do ar).

Consumo de produtos

O poder de escolha do consumidor é uma das formas de atuação no panorama atual de degradação ambiental. Para a maioria dos entrevistados o produto ecológico é aquele que vem diretamenter da natureza (natural ou pode retornar rapidamente a ela (biodegradável) além de reciclável e não prejudicial à saúde.

A maior parte das respostas considerou um aspecto dos produtos (origem, momento da utilização ou descarte) não havendo indicação sobre os processos produtivos ( não se considera o ciclo de vida total do produto). Grande parte da amostra (85%) soube de alguma forma definir um produto reciclável, enquanto 58% informou que não fica sabendo se o produto será reciclado e 39% dos entrevistados ( com repercussão em todas as classes sociais) baseia-se nos símbolos de "material reciclável", presentes nos rótulos, no tipo de material ou na presença de separação do lixo para inferir que o produto esteja efetivamente sendo reciclado. Nenhum desses aspectos, porém, é garantia que o material
esteja sendo reciclado de fato.

Tal ato pressupõe infra-estrutura específica (seleção, coleta, comercialização , processos industriais), sendo que em alguns países o símbolo é acompanhado de alerta de que não é garantia de reciclagem, ou só é permitido seu uso quando existem formas adequadas de coleta e destino disponíveis para o público.

Considerando-se a vulnerabilidade do consumidor ( incapacidade de conhecer os impactos ambientais envolvidos em todo o ciclo de vida de um produto) ressalta-se a importância de serem garantidas informações ambientais verdadeiras e corretas. Com isso, não pode ser dada margem para que a rotulagem ambiental seja usada como mero recurso de marketing, induzindo o consumidor em erro.

Consumismo - Consumo individual e Degradação Ambiental

Quase a totalidade dos entrevistados condenou uma conduta pautada ao consumo em excesso e no desperdício. O consumidor, de forma mais ou menos elaborada, vê implicações sociais e ambientais do consumo exagerado de alguns cidadãos.
Apenas 22% dos entrevistados restringiu a questão a implicações de caráter indivudual. Embora a conduta consumista seja condenada, dois em cada três paulistanos são da opinião que sua forma de consumir não contribui para a degradação ambiental.

Consumo sustentável: pressupostos

Para cerca de 91% dos entrevistados deve existir uma preocupação com o futuro do planeta, seja pelo dever ético com futuras gerações ( apontada por dois em cada três entrevistados), pelos próprios descendentes ( um em cada três). Essas respostas indicam uma predisposição favorável à questão ambiental que exigem um sentido de responsabilidade para com o futuro do planeta e das futuras gerações.
A pesquisa visou dar elementos que subsidiem projetos de educação para o consumo, com base em dados reais. Tais informações poderão possibilitar intervenções mais racionais e eficazes do Poder Público, para, inclusive, mudar condutas de consumo, voltadas mais intensamente para um consumo efetivamente sustentável.


Fonte: http://www2.uol.com.br/ambienteglobal/site/consumidor_eco/consumidor_pesquisa1.htm

Pesquisa Consumo Sustentável
(Ambiente Global e Ruschel & Associados Marketing Ecológico)

Resultado geral da pesquisa consumo sustentável

Realizada entre 1º e 10 de outubro de 2000, através do site Ambiente Global.
Realização: Ruschel & Associados Marketing Ecológico e site Ambiente Global
Apoio: Universo Online

Resultado Geral
Número de participantes: 104

CLASSIFICAÇÕES:

Por Sexo
Masculino: 54,8%
Feminino: 45,2%

Por Renda
Até R$1.000,00: 38,1%
Entre R$1.001,00 e R$ 2.500,00: 24,8%
Entre R$2.501,00 e R$4.000,00: 17,5%
Mais de R$ 4.000,00: 19,6%

Por Idade
Até 15 anos: 11,5%
Entre 15 e 20 anos:12,5%
Entre 21 e 25 anos: 7,7%
Entre 26 e 30 anos: 14,5%
Entre 31 e 40 anos: 31,7%
Entre 41 e 50 anos: 19,2%
Mais de 50 anos: 2,9%

Por Profissão
Estudante: 30, 7%
Profissional Liberal : 26,7%
Empregado Indústria: 5,0%
Empregado Serviços: 30, 7%
Empresário: 6,9%

Resultados parciais

1.Você tem o hábito de comprar hortaliças ou frutas orgânicas?

Sim: 55,8 %
Não: 44,2 %

2. Você tem o hábito de ler os rótulos dos alimentos?

Sim: 84,6 %
Não: 15,4 %

3. Você é a favor ou contra os alimentos transgênicos?

A favor: 33,6 %
Contra: 66, 4 %

4. Você acompanha o consumo de energia na sua casa?

Sim: 75,0 %
Não: 25,0 %


5. Você fecha o chuveiro enquanto está se ensaboando?

Sim: 16, 4 %
Não: 83,6 %


6. Você desliga os eletrodomésticos quando não estão em uso?

Sim: 86,5 %
Não: 13,5 %

7. Você já plantou uma árvore?

Sim: 81,7 %
Não: 18, 3 %

8. Você escova os dentes ou faz a barba com a torneira fechada?

Sim: 79,8%
Não: 20, 2 %

9. Ao lavar o carro você usa balde ou mangueira?

Balde: 52,6%
Mangueira: 47,4 %

10. Você se preocupa em não jogar lixo na rua?

Sim: 94,2 %
Não: 5,8 %

11. Você doa ou vende produtos velhos ao invés de jogá-los fora?

Sim: 86,5 %
Não: 13, 5 %

12. Você procura comprar produtos feitos de material reciclado?

Sim: 66,3 %
Não: 33, 7 %

13. Você participa ou já participou de algum programa de reciclagem?

Sim: 60,6 %
Não: 39, 4 %

14. Você já participou de algum programa de educação ambiental?

Sim: 64,4 %
Não: 35, 6 %

15. Você já fez algum passeio ecológico?

Sim: 82,7 %
Não: 17,3 %

16. Você pratica esportes de ação na natureza?

Sim: 44,2 %
Não: 55,8 %

Fonte: http://www2.uol.com.br/ambienteglobal/site/consumidor_eco/consumidor_pesquisa1.htm

O que o brasileiro pensa do meio ambiente e do consumo sustentável
(http://www.iser.org.br/portug/meio_ambiente_brasil.pdf)

http://www.iser.org.br/portug/meio_ambiente_brasil.pdf

Guia do Consumidor (www.greenpeace.org.br)

Greenpeace lança quarta edição do Guia do Consumidor: 28 novas indústrias de alimentos

Na nova edição, 56% das empresas não garantiram produtos livres de transgênicos; lista verde de indústrias aumentou, mas consumidor precisa ficar atento à rotulagem


Porto Alegre (RS), 13 de abril de 2004 - À bordo do navio Arctic Sunrise, o Greenpeace lançou a quarta edição do "Guia do Consumidor - lista de produtos com ou sem transgênicos" (1), que traz 28 empresas a mais do que a edição anterior. Das 108 indústrias de alimentos presentes na nova versão, 56% (60 empresas) estão na lista vermelha - ou seja, não garantiram aos consumidores que seus produtos derivados de soja ou milho estão livres de matéria-prima transgênica. Na edição anterior esse índice era de 61%.

O lançamento contou com a presença de ativistas do Greenpeace que, de olhos vendados, denunciaram companhias que ainda não adotam medidas de controle para garantir que seus produtos cheguem livres de transgênicos aos consumidores. É o caso da empresa Bunge, detentora das marcas Soya, Delícia, Mila, Primor, Sol e Suprema, entre outras. A indústria holandesa, que fatura R$ 12 bilhões por ano no Brasil, adota na Europa uma política contra o uso de transgênicos, e realiza o controle em toda a sua produção de alimentos - inclusive naqueles destinados à alimentação dos porcos europeus. Já no Brasil, a empresa não faz nenhum tipo de verificação em relação aos produtos transgênicos para os produtos que coloca nas prateleiras dos supermercados. Após o lançamento do guia no Arctic Sunrise, os ativistas do Greenpeace seguiram para o Mercado Público de Porto Alegre para distribui-lo à população.

Na quarta edição do Guia do Consumidor, cresceu o número de empresas na lista verde, ou seja, aquelas que se comprometeram a não utilizar matéria- prima transgênica na fabricação de seus produtos. Na versão anterior, essas indústrias representavam 39% do total, contra 44% (48 companhias) na atual. "De fato, a pressão dos consumidores é fundamental para garantir um meio ambiente e uma alimentação livre de transgênicos. Foi graças à pressão dos brasileiros que grandes indústrias, como a Nestlé, a Kraft e a Unilever, garantiram que não utilizam transgênicos em seus produtos", disse Gabriela Couto, da Campanha de Engenharia Genética do Greenpeace.

Rotulagem

O Guia do Consumidor continua sendo a principal ferramenta para os brasileiros que querem evitar o consumo de transgênicos. "A lei de rotulagem, apesar de já estar em vigor, não foi implementada - parte por negligência do governo e parte por desrespeito das indústrias de alimento em relação ao direito do consumidor à informação", afirmou Gabriela.

O decreto e a portaria federais que determinam como deve ser feita a rotulagem dos produtos transgênicos (2) começaram a valer no início de abril, mas o governo ainda não sabe como implementá-los. De acordo com o decreto, todos os produtos que contenham mais de 1% de matéria-prima transgênica, devem ter um rótulo específico, que contenha o símbolo transgênico em destaque, junto com as seguintes frases: "(produto) transgênico" ou "contém (matéria-prima) transgênico".

O decreto determina ainda que produtos que tenham sido fabricados a partir de transgênicos, mesmo que não contenham o DNA transgênico em sua composição final, devem trazer a frase "fabricado a partir de (produto) transgênico" em seu rótulo. Isso porque o DNA de muitos produtos é destruído em seu processo de fabricação, o que inviabiliza a detecção do gene transgênico. É o caso dos óleos, margarinas e das lecitinas de soja usadas em chocolates, por exemplo. Além disso, os produtos de animais alimentados com transgênicos (como leite, ovos e carne) também devem trazer no rótulo a informação "produto de animal alimentado com transgênico".

"O que vemos hoje é que algumas empresas estão adotando controle simplesmente para aqueles itens em que é possível detectar o DNA transgênico no produto final. É assim também que o governo está implementando a fiscalização da lei de rotulagem", analisou Gabriela. "Mas isso é uma vergonha. O consumidor tem o direito de saber se o produto que está comprando usou matéria-prima transgênica em alguma etapa de sua fabricação".

Desde a primeira edição do Guia do Consumidor, publicada em maio de 2002, foram distribuídas 270 mil cópias impressas e foram feitos mais de 600 mil downloads no site do Greenpeace. O guia conta com pontos de distribuição em 13 cidades de todo o Brasil e pode ser reproduzido livremente. Segundo pesquisa do Ibope realizada em dezembro de 2003, 74% dos brasileiros não querem comer transgênicos (3).

NOTAS:
(1) O Guia do Consumidor está disponível em www.greenpeace.org.br
(2) Decreto 4680, de 24 de abril de 2003, e Portaria 2658, de 22 de dezembro de 2003.