O
Bioma Caatinga se estende pela totalidade do estado do Ceará
(100%) e mais de metade da Bahia (54%), da Paraíba (92%),
de Pernambuco (83%), do Piauí (63%) e do Rio Grande do Norte
(95%), quase metade de Alagoas (48%) e Sergipe (49%), além
de pequenas porções de Minas Gerais (2%) e do Maranhão
(1%).
A
Caatinga é um ecossistema único com ocorrência
de rica
vegetação em região semi-árida
O
bioma Caatinga é o principal ecossistema existente na Região
Nordeste, estendendo-se pelo domínio de climas semi-áridos,
numa área de 73.683.649 ha, 6,83% do território nacional;
ocupa os estados da BA, CE, PI, PE, RN, PB, SE, AL, MA e MG. O termo
Caatinga é originário do tupi-guarani e significa
mata branca. É um bioma único pois, apesar de estar
localizado em área de clima semi-árido, apresenta
grande variedade de paisagens, relativa riqueza biológica
e endemismo. A ocorrência de secas estacionais e periódicas
estabelece regimes intermitentes aos rios e deixa a vegetação
sem folhas. A folhagem das plantas volta a brotar e fica verde nos
curtos períodos de chuvas.
A
Caatinga é dominada por tipos de vegetação
com características xerofíticas formações
vegetais secas, que compõem uma paisagem cálida e
espinhosa com estratos compostos por gramíneas, arbustos
e árvores de porte baixo ou médio (3 a 7 metros de
altura), caducifólias (folhas que caem), com grande quantidade
de plantas espinhosas (exemplo: leguminosas), entremeadas de outras
espécies como as cactáceas e as bromeliáceas.
Levantamentos
sobre a fauna do domínio da Caatinga revelam a existência
de 40 espécies de lagartos, sete espécies de anfibenídeos
(espécies de lagartos sem pés), 45 espécies
de serpentes, quatro de quelônios, uma de Crocodylia, 44 anfíbios
anuros e uma de Gymnophiona.
A
Caatinga tem sido ocupada desde os tempos do Brasil-Colônia
com o regime de sesmarias e sistema de capitanias hereditárias,
por meio de doações de terras, criando-se condições
para a concentração fundiária. De acordo com
o IBGE, 27 milhões de pessoas vivem atualmente no polígono
das secas. A extração de madeira, a monocultura da
cana-de-açúcar e a pecuária nas grandes propriedades
(latifúndios) deram origem à exploração
econômica. Na região da Caatinga, ainda é praticada
a agricultura de sequeiro.
Os
ecossistemas do bioma Caatinga encontram-se bastante alterados,
com a substituição de espécies vegetais nativas
por cultivos e pastagens. O desmatamento e as queimadas são
ainda práticas comuns no preparo da terra para a agropecuária
que, além de destruir a cobertura vegetal, prejudica a manutenção
de populações da fauna silvestre, a qualidade da água,
e o equilíbrio do clima e do solo. Aproximadamente 80% dos
ecossistemas originais já foram antropizados.